Resenha – A visita cruel do tempo – Jennifer Egan

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Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

Se tem um livro de ficção recente que rivaliza com A fantástica vida breve de Oscar Wao (resenhado aqui) no que toca ao prestígio junto aos críticos, este livro é, sem dúvida, A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan. Como não poderia deixar de ser, ele estava na minha lista, no meu cânone imaginário, e, aproveitando uma compra de livros para meu filho na Amazon brasileira, comprei o meu exemplar e coloquei-o na frente de tudo que planejava ler.

Queria tirar a prova, ver se com este aqui eu também iria me decepcionar.

Uma diferença fundamental que eu tive na experiência de leitura dos dois livros é que enquanto eu sabia muito bem do que tratava o livro sobre Oscar Wao (o que, de fato, não impediu que eu me surpreendesse com o teor da obra), sobre A visita cruel do tempo eu não sabia nada mais além do frisson que ele causou e do que sugere fortemente seu título: arrependimento, remorso, sensação de perda, enfim, o que quer que você imagine que acontece quando você recebe (ou percebe) a visita cruel do tempo, a mostrar tudo que você deixou de fazer ou não conseguiu fazer ou fez, só que se arrependeu etc. Continuar lendo

Dando uma nova cara ao Manual do Prof. Pardal de 1972

capa manual prof pardal

Por Eduardo

Sou um apaixonado por livros (assim como meus dois irmãos aqui do blog), e, naturalmente, uma das coisas que mais gosto é de comprar livros novos, ou simplesmente vasculhar uma loja, física ou online, procurando títulos, preços, olhando os lançamentos caprichados de editoras como a Zahar e a Darkside etc. Porém, mesmo gostando tanto de um belo livro novo, os livros antigos tem todo um charme próprio, seja na própria linguagem (o português antigo dá um quê de rebuscado à leitura), ou pela história que o livro carrega. Veja essa imagem como exemplo claro:

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Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição ilustrada

capa hp

Por Eduardo

Sobre Harry Potter, e a ficção fantástica…

Quando li Harry Potter pela primeira vez em agosto de 2010 (resenha aqui), e foi um vício instantâneo (nesse mesmo mês li os 7 livros). Quem acompanha o blog, e até vendo os últimos posts, já percebeu minha predileção por livros de ficção fantástica, tendo Tolkien como meu autor preferido, e o mundo criado por J. K. Howling é fascinante em muitos sentidos diferentes.

Não tenho que apresentar Harry Potter a ninguém, a menos que a pessoa tenha sido aprisionada em um vórtex temporal nos últimos 19 anos (o primeiro livro foi lançado em junho de 1997, e o primeiro filme em novembro de 2001), então vamos direto ao ponto: na literatura de ficção, o que atrai os leitores é a possibilidade do fantástico, do irreal. Seja na Terra Média épica de Tolkien, ou a brutalidade de Westeros (As crônicas de gelo e fogo e Guerra dos tronos), nos deixa apaixonados pelas possibilidades de aventuras, os personagens cativantes, bravos aventureiros etc. Porém tudo isso não passa de sonho (ou de uma partida de RPG).

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Rosto de caveira, os filhos da noite e outros contos – Robert E. Howard

capa rosto de caveira

Por Eduardo

Robert Ervin Howard foi um grande escritor americano, criador e ainda hoje maior representante do gênero de literatura fantástica “sword and sorcery”, ou “espada e feitiçaria”. Esse gênero é simplesmente sensacional. Dentro do sub-gênero de literatura fantástica de fantasia, encontramos a fantasia épica, onde há grandes heróis capazes de feitos morais e às vezes físicos além do humano para realizar grandes missões de salvar o mundo (Senhor dos Anéis), realistas/políticas (como As crõnicas de gelo e fogo), e aqui nesse meio incluímos o gênero de Howard, onde os personagens principais não almejam a paz mundial, e o bem estar de todos (geralmente os objetivos são egoístas ou simplesmente particulares – enriquecimento ou vingança, por exemplo), e a magia é tratada como algo realmente sobrenatural, e muitas vezes perverso. Conan é a principal obra do gênero.

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler contos ou o romance de Conan (que deu origem ao filme); na verdade essa coletânea de contos é o meu primeiro contato com Howard, que é bem pobre em questão de obras traduzidas pra pt-br… Essa edição da Martin Claret é muito bonita, a capa com a caveira ficou bem legal, e a diagramação interna, com cores em laranja, ficou linda. Some-se a isso o preço acessível do livro, e não há desculpas para não adquiri-lo e conhecer mais sobre esse grande autor e sua obra.

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