Maximus Decimus Meridius – Um empreendedor medieval

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Por Maria Déborah Ribeiro Nascimento

Existe uma frase muito famosa que é mais ou menos assim: “Nada se cria, tudo se copia”. O mundo do cinema é um exemplo bastante claro disso. Por mais que o filme seja original, há sempre elementos que remetem a produções  anteriormente apresentadas. O filme Gladiador não é uma exceção. Com enredo, personagens e desfechos previsíveis, o filme não traz muitas novidades. Mesmo assim, foi e é sucesso, conquistou 5 oscars (indicado a 12) e é visto com bons olhos pela crítica e, principalmente, pelos telespectadores. Mas, afinal, o que faz o filme ser tão especial?

A história se passa no ano 108 D.C.. O grande imperador Marcus Aurelius trava sua última (de muitas) batalha contra os bárbaros germânicos. O controle das tropas está na mão  do virtuoso general Maximus, que com sua honestidade e lealdade, conquistou a confiança do imperador.
Essa confiança fez com que Maximus fosse visto como o mais indicado para ser seu sucessor. No entanto, o imperador tinha um filho chamado Commodus, que ambicionava o império. Ao descobrir que o pai tinha outros planos (em que ele não estava incluso), Commodus não se deu por satisfeito. Assassinou o pai e logo se tornou imperador. Em seguida, tomado pela inveja e pelo ódio, mandou matar Maximus, no entanto, (como era de se esperar) consegue escapar. E apesar de seus esforços, o general não consegue salvar sua família das mãos de Commodus. Ao ver sua esposa e seu filho mortos, Maximus desmaia, e nesse intervalo de tempo é capturado por mercadores de escravos. A partir daí começa sua saga em busca de vingança:

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“O General que se tornou escravo. O escravo que se tornou gladiador. O gladiador que desafiou o império.”

Gladiador possui todos os Pré-requisitos de um bom filme americano. Um herói bondoso, forte, corajoso, sedutor e misericordioso. Um vilão falso, invejoso, ambicioso e arrogante. E, por fim, uma trama centrada em um único objetivo: vingança. No período de lançamento do filme (ano de 2000), ele foi muito bem recebido, pois marcava a volta dos filmes épicos ao cinema. Desde então, centenas de outros filmes desse gênero foram lançados, mas sempre vem à tona o Gladiador. Talvez seja fácil descobrir o porquê disso: basta relacionar a persistência de Maximus com o tão falado “empreendedorismo”.

Nos últimos anos houve grandes mudanças no mercado de trabalho. Agora muito mais que apenas trabalho braçal, o que é exigido é “capacidade empresarial”. A administração de empresas ganha grande importância, o que tornou imprescindível o desenvolvimento de uma mente empreendedora.

“O empreendedor que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional.”

A partir dessa definição, já se pode definir as semelhanças entre um empreendedor e o grande herói Maximus. Um verdadeiro empreendedor possui iniciativa, visão, coragem, firmeza e decisão. Todas essas e muitas outras compõem o perfil de do herói. E com a iniciativa e organização dignas de um grande general, levou seus “companheiros” à vitória. Até chegar ao ponto de conquistar todo o Coliseu. E apesar do fim trágico, ele conseguiu conquistar seu objetivo.

A relação é bastante clara: Maximus é um empreendedor e seu exemplo deve ser seguido. São vários os vídeos, Power points ou mesmo textos relacionados à lição empreendedora passada pelo filme, podendo levar em conta não só Maximus, mas o próprio Commodus, este último, é  claro, como um exemplo a não ser seguido. O fato de ele ter conseguido o poder não fez dele um líder, mas sim um “chefe”.

Há filmes que não servem apenas parar entreter por algumas poucas horas, mas que muitas vezes deixam lições. Basta um olhar mais minucioso… Só não exagere, afinal, você não vai querer achar um sentido num filme de Steven Seagal ou de Van Dame. Aí já é pedir demais não acha? Com um pouco de sensibilidade dá pra perceber que, além da espada e do sangue, Gladiador traz consigo uma bela lição de vida.

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“O que você faz na vida ecoa, na eternidade!

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18 Respostas para “Maximus Decimus Meridius – Um empreendedor medieval

  1. Para ser sincero, a ideia de que um filme não serve apenas para entreter o público realmente é um fato, fato este que é comprovado pela incrível maneira de liderar de Maximus que não deixa brechas que este passe desapercebido.
    Gosto muito de repetir filmes, e Gladiador para mim não foge à regra, é um filme muito bom e me entretém. A trilha sonora é inigualável, o enredo, apesar de previsivel é muito bem atuado fazendo com que este não perca o seu valor, é também uma filme que me emociona a cada vez que eu assisto: A questão da devoção a muher e a familia, o dever do homem na terra, o valor de se viver buscando um ideal sempre na retidão, o impacto que um homem humilde provoca e pode provocar, o senso de responsábilidade do protagonista, enfim, tudo isso me encantou e me encanta sempre que eu assisto a este filme.

    Parabéns pelo seu texto Débora.

  2. Apesar de não possuir substância alguma no seu roteiro, Gladiador apresenta-se como um ótimo filme. Belas cenas de ação são embaladas ao som de uma suave e melancólica trilha sonora. Como era esperado Russell Crowe dá vida ao gladiador Maximus que, com suas frases de efeito, cativam a platéia. Com belas cenas de batalhas (aquela que eles entram no Colosseum, é fantástica) e doses de violência, nosso filme é uma boa pedida.
    Para mim a melhor cena é quando Commodus pede para conhecer o gladiador mascarado, e Maximus, sem o menor respeito dá-lhe as costas; o imperador então o obriga a tirar o capacete. Nesse instante o gladiador fala:

    ” Meu nome é Maximus Decimus Meridius…”

    Assistam ao filme lerdos.

    Parabéns.

  3. Em minha opinião mais sincera eu simplesmente não gosto desse tipo de “interpretação” para um filme ou livro. Em primeiro lugar não considero a arte de administrar um assunto de escola. Uma pessoas que simplesmente vá a uma faculdade de administração não se torna um empresário brilhante, isso tem mais a ver com um dom pessoal, o máximo que a graduação pode fazer é desenvolver uma capacidade pessoal.

    Em 2º lugar, na maioria das vezes que vemos esse tipo de abordagem, esta não passa de uma interpretação forçada do filme/livro para que se desperte um interesse para determinado assunto. A arte da Guerra apresenta versões para administradores, contadores, advogados, médicos, economistas, etc. Parece uma festa a fantasia que ninguém quer ficar de fora. É certo que Maximus tem todas essas características (algumas nem tanto) mas dizer que ele é um líder/administrador muito competente é forçar um pouco a barra.

    Se formos por esse raciocínio pegaríamos Harry Potter e colocaríamos Hermione como uma médica perfeita. Ela nunca se entrega, estuda bastante, é a mais inteligente do grupo, sempre ajuda… Mas essas são qualidades para todas as profissões, assim como as qualidades de Maximus são perfeitas para uma economista, um contador, um professor, basta que se interprete suas qualidades de uma forma diferente. Não demorará muito para vermos nas livrarias livros como: “O gladiador para contadores”, “O gladiador para Economistas”, “O gladiador no ensino atual”. São apenas jogadas capitalistas.

    Não fique triste com o meu comentário totalmente contra seus argumentos. Seu texto texto é muito interessante, o primeiro em nosso blog a mostrar esse tipo de abordagem, e está bem escrito. Só não compartilho das mesmas idéias que você.

    Parabéns, e até a próxima.

    xD

  4. Confesso que já assisti a Gladiador umas três ou quatro vezes. Hoje não teria paciência de assistir novamente, especialmente o final, ponto mais fraco do filme, na minha opinião. Colocar o gladiador para enfrentar na arena o imperador parece mais coisa de filme de Van Damme ou de Chuck Norris, nos quais sempre tem que se enfrentar o chefão numa luta de mãos limpas, mesmo que, momentos antes eles tenham descarregado toneladas de balas em inimigos menos importantes.

    Mas uma coisa é certa: se estiver passando a cena que Reinaldo falou, em que ele diz ser pai de um filho assassinado, etc. etc., sem dúvida eu paro para ver. Por mais piegas que seja, é muito legal.

    Em relação ao ponto de vista de Eduardo, eu discordo em parte dele, apesar de eu detestar Administração. Discordo no tocante à questão de que Administração não deveria ser estudada em escolas. Se você for para as grandes cidades, verá que os maiores salários são destinados a bons administradores, que fizeram bons cursos e, claro, têm vocação.

    Claro que Maximus é um senhor exemplo de determinação e de liderança, mas a motivação dele foi, digamos, muito convincente (esposa e filho assassinados, imperador assassinado, perdeu o emprego, foi vendido como escravo e REALMENTE tem que lutar, em sua profissão, a cada segundo, pela sua vida).

    Parabéns pelo texto, Déborah.

    Apesar de não ser a sua praia, a iniciativa de mudar de ares é boa, e lhe trará muitos benefícios, pode crer.

  5. Só para contornar um pouco mais o argumento de Eduardo, numa das minha aulas de administração o professor nos fez assistir a Monstros SA. Pelo amor de Deus né.
    Como Eduardo falou, a arte de administrar é algo muito pessoal e consequentemente varia muito nas suas maneiras de ser exercida numa empresa.

    Mas concerteza, tirando esses pontos didaticos, todos nós “blogeiros” saberiamos apreciar um bom filme e, pelo menos para mim, o senso de liderança de Maximus, no filme, como elemento da trama, é realmente notável.

  6. Gosto muito do filme, “o gladiador”,mas não concordo com alguns pontos,sendo estes as vinganças,em momento algum ela faz bem,só mesmo em filmes como este, para trazer alguma coisa boa .Como não devemos generalizar as coisas,esse filme realmente traz algumas lições de vida,principalmente desse herói maximus.Fico impressionada com o amor que ele tem para com sua família,principalmente porque na aquela época era muito comum os homens trairem suas esposas,só que ele era diferente.pelo contrário,tinha um amor imenso por ela e seu filho.Talves são destes filmes que muitas pessoas precisam assistir,isso levando em consideração a parte familiar.
    Belo texto, empreendedora!!!!

  7. Cometi um erro na hora de enviar o texto.O ultimo comentário de Leonardo,na verdade é o meu. Agradeço a compreensão de todos.

    Andréa!!

  8. Parabéns pelo texto Deby!
    Sou a pessoa que menos assistiu a filmes na vida!
    Se já vi Gladiador, não lembro. Mas acho que não.
    Todo mundo fala muito bem dese filme e, como filme de guerra, deve ser
    realmente muito bom. Qualquer dia desses eu assisto.
    Gostei do nome do cara: Maximus Decimus Meridius. Pensei que era alguma frase em latim quando li o título kkk. Só percebi lendo o comentário de Reinaldo. É interessante como em todo filme de guerra nesse estilo o herói é motivado por vingança, seja porque alguém roubou o trono, seja porque matou a família ( na maioria dos casos). Acaba sendo meio que uma relação de causa e consequência o amor pela família e a vingança. Sentimentos tão imiscíveis. Mas isso é o clássico que cativa as pessoas, muito bom.
    Parabéns de novo pelo texto Deby. Eu pensava que seria algo mais calminho kkk Mas está muito bom! 😉

  9. Parabéns pelo texto Déborah, sinceramente eu gostei, pois dentro dos seus limites você mostrou-se preocupada com os leitores desse blog, o que só tem a engrandecer cada vez mais essa belíssima produção.
    Vale à pena ressaltar que o filme escolhido por você “o gladiador”, é bem mais visto e bem mais aceito por pessoas que admiram e exercem um papel crítico sobre a história em si,o enredo como você mesma disse,é fascinante, pois um homem é movido pelo sentimento da vingança, sentimento este que desperta nele mesmo a busca pelos seus ideais e objetivos. Ganhador de 5 oscars,ao mesmo tempo que foi altamente criticado por aqueles que visam um filme com papéis de “mocinha e mocinho”.Mas quem disse que receber críticas é ruim,num é mesmo? Muitas delas só tendem a engrandecer nosso trabalho.
    Então, deixo aqui os meus parabéns pelo excelente texto, e pela sua total dedicação para realização desse texto.

    Abraços querida ^^

  10. Obrigado a todos pelos comentários, garanto que tentarei melhorar cada vez mais os meus textos.
    Valeu!

  11. Pra mim, foi um dos melhores filmes de todos os tempos, essa lenga lenga toda de gente que se acham os críticos não vale nada, porque é sempre mais um querendo falar bonito e ser culto… Vai dormir Oh…rs

  12. Depois de tanto tempo que o texto e os comentários foram publicados, quero deixar minha opinião também. Primeiro para dizer que Gladiador não é um filme de guerra, tão pouco de vingança. Apesar do General dizer “Meu nome é Maximus Decimus Meridius, Comandante dos Exércitos do Norte, General da Legião Felix, servo leal do verdadeiro imperador, Marcus Aurelius. Pai de um filho assassinado. Marido de uma esposa assassinada. E terei minha vingança nesta vida ou na próxima…” O roteiro não trata desse tema. São dois equivocos. A história trata da devoção de um marido e pai,e zelo, pela família quando ele defende a qualquer preço essa família na vida e após a morte; trata da lealdade de um General a seu Comandante e à pátria que amava cegamente quando vemos as cenas de Maxímus com Marcus Aurélius, para ele Roma é a Luz; a benevolência quando esqueçe suas próprias dores para defender, generosamente, Lucius contra o tio tirano; Um líder que defende seus homens e é leal em todos os sentidos, não só à esposa mas à pátria e aos companheiros; Máximus, apesar de falar, não luta em prol de uma vingança e sim de justiça, ele esquece sua viangança pessoal e passa a lutar para livrar o povo de Roma (e a família do próprio Cômodus) de um Imperador cruel, corrupto, vaidoso, vingativo, ciumento, perturbado, mal caráter, assassino e sanguinário. Quem assiste superficialmente realmente tem a idéia de ser um roteiro raso e não consegue enxergar a profundidade do contexto. Máximus é um soldado, treinado e obediente, por mais eu queira, depois de ter assistido mais de 200 vezes (literalmente mais de 200 vezes) ao filme não o vejo como empreendedor, vejo um líder carismático que conquista todos à sua volta por conta de suas virtudes: caráter, honestidade, fidelidade, justiça, compaixão, firmeza, raciocínio, agilidade, preparo, experiência, etc… ele não inova, não modifica, não acrescenta ele se faz um modelo seguido e admirado. Quem pode se aproximar mais ao que entendemos como empreendedor seria Próximus. Analisem. E se formos pensar em empreendedorismo do mal, o próprio Cômodus.

  13. O gladiador p mim é um filme espetacular. Tanto significou muito q meu filho q nasceu este ano (2014) se chama “MAXIMUS LEONARDO“ O trata das guerras das gurras d roma, do amor p familia e pelo próximo, lealdade, honestidade e vingança. sensacional.

  14. Sobre um comemtario acima sobre “colocar o gladiador para enfrentar na arena o imperador que parecia mais coisa de filme de Van Damme ou de Chuck Norris, nos quais sempre tem que se enfrentar o chefão numa luta de mãos limpas, mesmo que, momentos antes eles tenham descarregado toneladas de balas em inimigos menos importantes”. Leiam a história de Lúcio Aurélio Cómodo, Admirador das lutas entre gladiadores, Cómodo organizou, em 192, uma série de combates, com duração de duas semanas, chegando a participar pessoalmente deles, usando roupas e armas semelhantes às de Hércules. Apareceu inclusive no senado vestindo essas roupas.português!

  15. Ola pessoal preciso fazer um trabalho e preciso da ajuda de voces !!!!
    Explique como o General Maximus se transformou em um Gladiador ??
    A luta de Gladiadores era a principal atividade da política do pão e circo. Qual era o objetivo desta política ?? Descreva como eram as Lutas: Qual era o Objetivo do Gladiador Maximus ???
    Em relação ao IMperador Marcus Aurélios, quais foram as atitudes do filho cômodus e do General MAximus ???
    Que semelhanças podemos destacar entre a luta de gladiadores e o futebol da era atual ???
    Quais qualidades ou virtudes você destaca da vida do General e Gladiador MAximus ???
    Se poderem ajudar eu agradeço muito
    quem poder me ajudar, e quiser enviar a resposta manda no whats 054 9676-7156

  16. o filme é muito bom e retrata bem Roma Antiga. apesar de ter cenas que não aconteceram , como a morte do imperador por exemplo por um gladiador, o filme retrata que cômodos na vida real lutava com gladiadores.

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