Onde está o teu tesouro…

Avareza2

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

–  É MEU! DEIXE AÍ!!!

–  DEIXE EU BRINCAR!! ME EMPRESTE!!

– NÃO!! GUARDE NA CAIXA. É SÓ PRA VER. VOCÊ VAI QUEBRAR!!!

As duas crianças pareciam prontas para se engalfinhar, tamanha a revolta de uma perante o comportamento da outra. Para uma, a ideia de se ter um brinquedo que não servia para brincar parecia absurda. Para a outra, a ousadia de seu primo de querer brincar com o dragão que nem mesmo ele se atrevia a usar, era inconcebível. Antes, porém, que passassem para um nível mais físico na sua contenda, a porta do quarto se abriu, e os dois se voltaram, assustados, para a figura que apareceu:

– Que bagunça é essa? Parem de brigar os dois agora mesmo! Por que essa confusão toda?

– É ele, que não quer me dar o Dragão Diamante para eu brincar! E ele nem estava brincando!

– Ele vai quebrar! Ele nunca tem cuidado com as coisas! E eu só tenho um Dragão Ancião. Ele é muito raro. Eu nunca nem brinco com ele!

– De que adianta ter um brinquedo com o qual você nem brinca, meu filho? Se você não o usa, o melhor é darmos esse Dragão para alguém que o use – e André já foi pegando o Dragão Diamante das mãos do seu filho. Em relação aos valores, ele era bastante rígido. Para ele era fundamental que Tiago crescesse sem apego a bens materiais e com um forte senso de generosidade, mesmo que, para isso, ele tivesse que tomar decisões duras como essa.

– NÃO! Ele é meu, pai, eu gosto dele!

– Por que você gosta dele?

– Porque ele é um Dragão Ancião, e é bonito… – a voz de Tiago já começava a ficar embargada. O pequeno sabia que seu pai realmente pretendia tirar-lhe o brinquedo.

– O único motivo justificável para se gostar de um brinquedo é o prazer que ele lhe proporciona por meio das brincadeiras. Um brinquedo que só serve para ficar dentro de uma caixa não pode, de maneira alguma, lhe suscitar afeto, Tiago.

– Mas…

– Outra coisa: eu não admito que se tenha tanto apreço por um objeto. Lembra o que a gente sempre fazia com os brinquedos que você não usava mais, quando você era menor? – aquele “fazia” cortou o coração de André. Ele reconhecia, em seu íntimo, que tinha abandonado aquela boa prática, e essa sua omissão certamente havia contribuído para que agora seu filho pensasse daquela maneira.

– A gente dava aos meninos que não podiam comprar…

– E lembra como era na escola quando você era menorzinho? Todos os coleguinhas levavam os brinquedos para a escola e um brincava com o brinquedo do outro? Será que você esqueceu tudo isso?

– Não… – e as lágrimas de Tiago rolavam devagar, apesar de todo o seu esforço para contê-las.

– Então, meu filho. Como é que seu primo vem passar as férias aqui, para brincar com você, e você não quer deixar que ele brinque com seus brinquedos? Vocês não gostam tanto um do outro?

– Gosto… e… – a voz de Tiago não saía mais. O choro era de arrependimento e de vergonha de seu primo, que presenciava todo aquele sermão.

André pegou seu filho e colocou-o no colo. Mesmo aos dez anos, ele ainda era o seu bebê, e lhe provocava certa satisfação o fato de que seus sermões ainda surtiam efeito. Ele o abraçou e continuou, agora num tom ainda mais tenro:

– Filhinho, brinquedos foram feitos para brincar. O que a gente tem que guardar no coração são as pessoas. A amizade do seu primo vale um número sem fim de Dragões, sejam eles de Diamante, Platina, do Gelo ou do Fogo. Vou contar uma história de quando eu era pequeno, de uma aventura que eu vivi e que serviu exatamente para que uma pessoa aprendesse tudo isso.

– Lembra daquela história da biblioteca, que eu sempre conto?

– Claro, né, pai. Toda semana você conta. Só o Vítor já deve ter ouvido umas cem vezes, né, Vítor?

– Por aí.

Os três riram, o que era um bom sinal.

***

Pouco tempo depois daquilo, houve uma gincana na escola. Eu havia passado uns meses bem quietinho, controlando a minha curiosidade. Limitava-me a ler os livros da Biblioteca Municipal e a imaginar histórias. Eu nem estava interessado em participar da gincana. Tinha medo de que alguma tarefa envolvesse qualquer atividade que me colocasse próximo da casa do Coronel. Mas dois “problemas” contribuíram para que eu participasse: O primeiro foi Ítalo, que ficou no mesmo grupo que eu no sorteio. O segundo… Bem, o segundo foi Mônica, uma linda menina por quem eu nutria uma admiração secreta. Ela acabou ficando no mesmo grupo também.

Nem comecem a rir, que eu nem sonhava em namorar naquela época. Não é como hoje. Eu simplesmente achava o máximo poder dividir o mesmo espaço físico que ela, fazer alguma tarefa ao seu lado, quem sabe trocar algumas palavras, talvez impressioná-la com algum feito… Vocês já podem ver que minha vaidade começou a falar mais alto. Eu era muito tímido quando se tratava de meninas, e eu achava o jeito recatado e tímido da Mônica simplesmente irresistível, mas nunca havia sequer chegado a conversar com ela. Essa gincana seria uma oportunidade única de ela me notar, já que muitos dos temas eram literários, e eu, modéstia à parte, lia como ninguém na escola.

O que importa é que eu acabei aceitando ficar no grupo. Além de nós três, havia mais cinco meninas e quatro meninos. Eu aguardava ansioso a distribuição das tarefas, sonhando que eu e Mônica ficássemos com alguma sob nossa responsabilidade. As tarefas vieram, e, para a minha tristeza, a grande maioria era relativa a trabalhos manuais, para os quais eu realmente não tinha habilidade. Ítalo, nessa área, era o melhor, pois desenhava muito bem. Algumas atividades com as quais eu poderia ficar foram logo escolhidas por outros meninos, que sempre tinham um primo, um tio ou um avô que os ajudassem a encontrar uma moeda antiga, uma flor rara, ou que tocasse um instrumento musical exótico.

Quando foram ler a última tarefa, minha frustração era aparente, pois até aquele momento não havia uma única atividade que eu, e só eu pudesse executar. Mas aí Mônica leu o último desafio, e, instantaneamente, todos olharam para mim. Sabiam que eu era o mais indicado para cumpri-lo. O desafio era o seguinte:

“Conseguir um livro antigo e em bom estado para ser doado à Biblioteca Municipal, com identificação do doador. Ganha quem conseguir o livro mais antigo e em melhor estado.”

Eu tinha lido todos os romances da Biblioteca Municipal e já havia pelo menos segurado nas mãos todos os outros livros. Não saberia dizer a relação completa de livros de lá, mas se alguém me perguntasse por um título, eu saberia dizer, com absoluta certeza, se ele constava ou não no acervo. Além desse fato, minha curiosidade era conhecida de muitos no colégio, motivo que os levava a crer que eu realmente poderia encontrar, em algum lugar, um livro bem antigo.

Obviamente fui aclamado para essa tarefa, que valia o dobro de pontos das outras. Para que minha felicidade não fosse completa, Mônica não ficaria comigo.

– Você poderia pedir ao Coronel Otávio Assunção, André – sugeriu Moinho, que na verdade se chamava Antonio. Pelo seu sorriso, parecia que ele sabia de algo sobre o incidente. Instintivamente, olhei para Ítalo, que apenas baixou a cabeça.

– Ele só costuma doar livros mais recentes ou que já estejam em péssimo estado de conservação. Não se preocupem que eu vou encontrar o livro mais antigo que existir nessa cidade. Esses vinte pontos já são nossos – e sorri meio amarelo. Em meu íntimo, eu tinha o propósito de fazer daquela a tarefa mais importante de toda a gincana. Haveria de realmente encontrar um livro antigo para ser doado, só não fazia ideia de onde começar a procurar.

Terminada a reunião, eu e Ítalo saímos, a caminho de nossas casas. Ítalo se apressou a perguntar:

– Você não vai de novo à biblioteca do Coronel, não é, André?

– Você está maluco? Não pisaria lá nem se a atividade valesse dez mil pontos!

O semblante de Ítalo ficou visivelmente mais tranquilo. Eu sabia que meu amigo não aguentaria tanta tensão outra vez. Acabamos por decidir perguntar aos nossos pais onde poderíamos encontrar livros antigos na cidade, apesar de eu, particularmente, não imaginar que meu pai pudesse saber mais de livros do que eu próprio. Dá pra ver como muitas vezes somos estúpidos, subestimando a sabedoria dos mais velhos e superestimando o nosso próprio conhecimento. Como disse certa vez Oscar Wilde, “não sou jovem o suficiente para saber de tudo”.

***

– O que, pai?

– Depois eu explico. Deixe-me continuar a história.

***

Cheguei em casa e fui logo falando com meus pais da gincana, dando destaque especial para a minha tarefa, que expliquei ser a mais importante de toda a competição, o que não deixava de ser verdade. Meu pai, no mesmo instante que falei do livro antigo, lembrou-me logo de Seu Genário de Dodó, um senhor bastante idoso, com fama de excêntrico, que morava no povoado Lagoa. Ele tinha mais de noventa anos e ainda trabalhava todos os dias na roça. Possuía um sítio repleto de pés de laranja, manga, jaboticaba, tangerina, acerola e diversas outras frutas. A maioria se perdia, pois ele vivia sozinho e ele não permitia que ninguém fosse lá colher qualquer fruto. Além disso, era conhecido por ser colecionador de velharias. Na verdade, não era bem colecionador. Ele simplesmente guardava tudo. Não conseguia se desfazer de nenhum objeto. Contavam que ele tinha tudo que havia sido de seu pai e tudo que ele, desde a infância, ou seja, desde o início do século, tinha comprado ou ganhado. Pouca gente o visitava, mas aqueles que o haviam feito falavam que a casa era completamente tomada por objetos: quadros, panelas, sofás, cadeiras, rádios, e, claro, livros. Os muitos quartos da casa viviam trancados, mas supunha-se que estivessem repletos de ainda mais velharias. Era considerado por todos como o sujeito mais avarento de toda a cidade. Meu pai não tinha dúvidas de que ele possuía diversos livros antigos. O que ele duvidava realmente é que o velho pudesse doar algum dos seus bens, já que ele era apegado até a uma jaboticaba que se perdia no seu sítio.

Toda aquela descrição havia despertado em mim, depois de todos aqueles meses, a velha curiosidade. Por mim, partia para a casa do seu Genário naquele mesmo instante. Falando com meu pai, ele disse que eu até poderia tentar. Se eu quisesse, ele me levaria até o sítio, mas não iria falar com o velho, até porque ele já sabia que aquele avarento nunca doaria um botão para ninguém, quanto mais um livro antigo e em bom estado.

Era o que eu precisava ouvir: um desafio lançado pelo meu próprio pai. Combinei com ele de, no dia seguinte, ir visitar o sítio e tentar conversar com seu Genário. Toda aquela noite passei imaginando toda sorte de diálogos: imaginava ser bem recebido, e sair rapidinho com um livro; considerando que essa era uma remotíssima possibilidade, imaginava que ele nem iria me receber, e que eu teria que me provar valoroso o suficiente para que ele me ouvisse; imaginava-o irredutível quanto à doação e tentava elaborar hipóteses para abrandar seu coração. Aí me veio um estalo: eu precisaria chegar lá com um plano bem elaborado, e para isso tinha que saber exatamente com quem estava lidando. Ele certamente tinha algum motivo para ser tão avarento, tão apegado a seus bens, e, se sua casa tinha muitos quartos, é porque ele teve filhos. Se teve filhos, hoje já teria netos e, talvez, bisnetos. Logo, sua família deveria ser grande, mas não andava lá, já que as frutas se perdiam todos os anos, como seu pai lhe disse. Eu precisaria descobrir o motivo de eles não o visitarem e arranjar um meio de tocar o coração do avarento para que ele resolvesse me doar um livro. Foi com esse raciocínio que resolvi, no dia seguinte, ir não à casa do avarento, mas até a casa da minha avó, que também morava no povoado Lagoa. Com ela conversei bastante, tentando descobrir a história de seu Genário. O que a minha avó sabia era que ele havia sido muito pobre, e que, depois que seu pai sofrera um acidente, ele sustentou seus pais por toda a vida, desde os doze anos de idade. Ele tinha um grande amigo, mas aconteceu algum desentendimento entre eles muito tempo atrás, e esse amigo também vivia no povoado Lagoa. Era bastante velhinho também, e praticamente já não saía de casa. Imediatamente pedi informações sobre como chegar até a casa de seu Inácio, e, ainda naquela manhã fui até lá. A minha avó tentou de toda maneira me convencer a não mexer com essas coisas antigas, mas minha curiosidade estava no nível máximo, e minha sede por aventuras já não me deixava parar.

Fui até lá decidido a ter uma conversa séria com seu Inácio, e passar toda aquela história a limpo. Fui recebido por dona Aninha, sua esposa, que, naturalmente, ficou surpresa com a visita de um garoto desconhecido a seu velho marido. Após me apresentar como neto de dona Soledade, ela logo mudou de expressão, informando-me que era muito amiga de minha avó e que havia visto minha mãe crescer. Muito doce e educada, ela me adiantou que seu marido estava muito doente e que praticamente não conseguia falar. Eu disse que gostaria de conversar com ele, fazer algumas perguntas, mas que a maioria das respostas seria bem curta. Disse se tratar de um trabalho da escola, e ela logo me levou até o quarto.

Seu Inácio apenas olhava para o telhado, com uma expressão que me deixou inquieto. Parecia apenas esperar a morte. Para um menino, aquilo era realmente assustador. Além disso, seu rosto incrivelmente magro, o cheiro de mofo misturado ao de remédios, a falta de luminosidade do ambiente e aquele rádio bem baixinho, apenas emitindo um chiado, sem que fosse possível distinguir qualquer voz, compunham um cenário deprimente.

– Ele gosta de ouvir o rádio para lembrar-se dos tempos passados – apressou-se a dizer dona Aninha – Mas como as emissoras de hoje não tocam mais as músicas que ele gostava, para ele basta que deixe o rádio assim, sem estar sintonizado em emissora alguma.

Pedi que ela me apresentasse e ela me deixou lá sozinho com ele. Sua voz saía com dificuldade, mas era bem inteligível. Além disso, colaborava muito com o diálogo o fato de sua audição ainda ser muito boa.

Comecei dizendo que era um estudante e que iria participar de uma gincana. Falei bastante da minha família, do meu gosto pela leitura, da minha curiosidade, e vi que ele foi se interessando por tudo aquilo. Imagino que receber uma visita como aquela fosse bastante raro, e ele queira aproveitar para se atualizar. Perguntou-me como era o ensino atualmente, de que eu gostava de brincar, quem era o prefeito, o presidente, que país estava em guerra naquele momento. Percebi o quanto era importante saber das coisas, estar atento a tudo, pois ia respondendo e conquistando-o. Quando dei por mim, a dona Aninha já estava trazendo o almoço do seu Inácio, e me chamou para almoçar com ela. Aceitei e almocei rápido, ansioso para retomar a animada conversa com meu novo amigo.

Na volta, ele parecia outro. Esforçava-se para falar o tempo todo, e começou a me contar a sua vida. Em determinado momento, perguntou-me se eu tinha um melhor amigo, ao que respondi que sim, falando-lhe um pouco de Ítalo e de algumas aventuras pelas quais já havíamos passado (claro que omiti a história do Coronel).

Bruscamente ele me interrompeu, com um tom bem amargo:

– Eu também já tive um grande amigo, mas as amizades são levadas embora pelo dinheiro e pelo orgulho…

Apesar da curiosidade, não consegui dizer nada. Fiquei calado, observando-o, compadecendo-me da sua tristeza. Após cerca de um minuto em silêncio, ele continuou:

– Minha amizade durou muitos anos. Éramos os melhores amigos que poderiam existir neste mundo. Fazíamos de tudo juntos: pescávamos, trabalhávamos, cantávamos, corríamos. Tínhamos o plano de sermos padrinhos de casamento um do outro, de um batizar o primeiro filho que o outro tivesse. Nossas casas seriam próximas e um ajudaria o outro na roça, na hora de plantar, de colher. Nossa velhice seria uma alegria só: sempre visitaríamos um ao outro, e sentaríamos em frente à casa e observaríamos o sol se por, e passaríamos horas contando histórias e lembrando das aventuras que vivêramos.

–  Mas o dinheiro e o orgulho acabam com tudo, meu filho… Nunca deixe que eles tomem conta da sua cabeça.

–  O que aconteceu exatamente, seu Inácio?

Ele parou, dessa vez por uns bons dois minutos, provavelmente avaliando se deveria abrir seu coração para um garoto que mal acabara de sair das fraldas e que até então ele nunca havia visto.

– Eu estou chegando ao fim da minha vida, meu filho – começou, em tom solene.

– Hoje vejo que a única coisa que devemos guardar no coração são as pessoas, e não o dinheiro. Espero que você aprenda bem essa lição. Ontem sonhei que a minha Mãezinha do Céu iria ficar do meu lado todo o tempo, pois está chegando o momento de eu partir. Não adianta mais guardar mágoas, ficar com o peito cheio de angústia e de arrependimento. Sabe quando foi que eu briguei com meu amigo? Foi no dia 18 de novembro de 1921. Completou sessenta anos na semana passada. E você vir aqui, hoje, me fazer lembrar de tudo isso só pode ser um sinal.

– Ele sempre sustentou os pais, desde que era bem novo, pois o pai teve um acidente e ficou incapacitado de trabalhar. Sua mãe perdeu vários bebês, e só ele consegui sobreviver. Eu também era de família pobre, e a gente morava bem perto um do outro. Nós já éramos adultos nessa época. Ele tinha trinta e cinco anos e eu, vinte e dois. Desde que eu tinha uns oito anos eu o via como um irmão mais velho, e ele me considerava o irmão mais novo. Ele planejava se casar, e juntava dinheiro para isso. Sempre foi muito, muito econômico. Todos o chamavam de sovina, e tinham razão. Como sempre haviam passado muita dificuldade, ele nunca se desfazia de nada, pois achava que não iria conseguir comprar de novo. Eu nunca fui assim, mas tinha um defeito talvez ainda pior: era muito, muito orgulhoso. Esses dois defeitos provocaram a nossa briga e acabaram com a nossa amizade. Era para hoje ele estar aqui, ao meu lado… Me assistindo na hora da morte…

Lágrimas marejaram seus olhos. Ele fez mais uma pausa.

– Nessa época éramos inseparáveis, como irmãos. Um determinado dia, indo trabalhar em outro povoado, conheci uma moça. Era a Ana, que hoje é a minha mulher. Fiquei encantado com ela e queria fazer uma surpresa. Eu sempre fui também bastante vaidoso, e me achava muito bonito e bom de papo. Você me vê assim hoje, acabado, mas eu já fui considerado muito elegante, pode perguntar a Ana – e ele deu um sorriso amarelo e triste.

– Como eu falei, meu amigo nunca jogava nada fora, e sua casa era repleta de bugigangas. Eu lembrava que lá havia uma viola que havia sido recebida em pagamento por algum serviço prestado há muitos anos pelo seu pai, antes ainda do acidente. Ele nunca havia tocado na viola, e ela era belíssima. Eu não sabia tocar, mas tinha certeza de que a minha simples aparição em frente à casa de Ana batendo os dedos nas cordas do instrumento causariam uma bela impressão na moça. Fiquei com medo de pedir a viola emprestada, pois, como falei, eu era muito orgulhoso. Mas, depois de pensar bastante, confiante na amizade que nos unia, resolvi arriscar.

– Falei da moça e expus-lhe meu plano. Ele inicialmente disse que não emprestaria, o que já me deixou imensamente magoado, apesar de não ter lhe falado nada naquele momento. Ele, no entanto, pareceu perceber, tanto que me deu a viola, não sem me passar centenas de recomendações sobre o cuidado que deveria ter, que não poderia dar a ninguém sequer para segurar, etc. etc. Eu só não o xinguei naquele momento porque queria muito fazer a surpresa para Ana, mas saí dali convencido de que ele não era meu amigo de verdade, uma vez que fez tudo aquilo comigo.

– Resumindo a história, fiz a serenata, mas, quando acabei, caí na besteira de colocar a viola encostada em um banco, para poder me sentar e conversar com Ana e com a sua mãe. Estavam lá também dois irmãos meus e uma família que morava próximo à casa dos pais de Ana. Quando sentei, o banco balançou e a viola caiu. No momento que me abaixei para pegar a viola, ouvi um grito vindo de trás de uma laranjeira que ficava perto da porteira. Ao levantar o olhar, vi que Genário estava vindo esbravejando:

– Eu falei para você ter cuidado com a viola!!!!! E você derruba, arranhando ela toda!!

– Todos pararam, sem palavras. Eu demorei um tempo para entender o que estava acontecendo, até que me dei conta de que, todo aquele tempo, Genário esteve me seguindo e veio me observar secretamente para ver se eu tinha cuidado com sua viola. Era demais para mim. Eu me sentia humilhado diante de toda aquela gente. Meu orgulho falou mais alto. Ele ainda gritava quando eu parti para cima dele e dei-lhe um empurrão, dizendo que ele era um desgraçado, um traidor, e que, desde aquele dia ele poderia considerar que eu não era mais seu amigo.

– Ele parou, olhou-me e simplesmente andou até a viola, apanhou-a e, dando as costas, saiu, sem dizer uma palavra…

– Sessenta anos que essa besteira aconteceu. A avareza de um, o orgulho do outro, e uma amizade acabou.

Quando ele acabou a história é que pude perceber que ele já estava sentado na cama, com as pernas para fora, como se fosse se levantar.

– E nunca mais vocês se falaram? Um nunca pediu desculpas um ao outro?

Eu era orgulhoso demais para isso, e, além do mais, na minha concepção, eu estava certo. Ele é quem havia errado. Hoje vejo que também não faz diferença que está certo e quem está errado, contanto que um perdoe o outro… Mas já é tarde…

– Não! – falei, mais alto do que pretendia – Por que o senhor não vai lá e conversa com ele? Ele mora longe? Ainda há tempo, é só o senhor querer.

Após algum tempo consegui convencer seu Inácio. Minha ousadia parecia não ter fim. Corri até a casa de um charreteiro e, para a minha surpresa, quando voltei, encontrei seu Inácio de pé, do lado de fora da casa, esperando. Dona Aninha me disse, com lágrimas nos olhos, que havia meses que ele não saía de casa. No máximo andava um pouco do quarto para a cozinha e só. Ela também disse que não iria, que bastava que eu, o anjinho do céu – foi essa a expressão que ela usou – acompanhasse seu marido.

Já era quase noite quando saímos. A casa de seu Genário de Dodó era próxima, e não demoramos a chegar. O charreteiro abriu o colchete, fechado com arame farpado, e ficou esperando do lado de fora. Bem devagar, fui ajudando seu Inácio a cruzar a pequena distância que separava o colchete e o alpendre da casa de seu Genário. Ele parecia contemplar cada pedaço de terra, cada bugiganga ali jogada, talvez relembrando velhas histórias vividas com o amigo. Ao chegar ao alpendre, percebi que alguém nos observava lá de dentro da porta entreaberta, sob a luz de um candeeiro.

– Ô de casa! – gritei.

A porta se abriu completamente após alguns instantes e um senhor magro, meio curvado, com chapéu e roupa surrados nos recebeu.

– Que é que vocês querem?

– Queria conversar com você, Genário – seu Inácio levantou a cabeça e tirou o grande chapéu de palha que usava para se proteger do sereno, como recomendara dona Aninha.

O velho Genário ficou por alguns segundos completamente imóvel. Acredito que ele jamais imaginaria receber a visita de um amigo com quem brigara há sessenta anos. Depois de um tempo, convidou-nos para entrar. O que aconteceu lá dentro me influenciou pelo resto da minha vida. Foi uma lição de como o tempo pode ser cruel e de quanto são inúteis todo apego a coisas materiais e todo orgulho. Também aprendi que a reconciliação deve ser feita de imediato, pois cada segundo que perdemos jamais poderá ser recuperado.

– Vim pedir perdão a você, Genário – disse seu Inácio, logo que se sentou.

A luz do candeeiro tremulava por causa do vento leve que corria, fazendo com que se formassem sombras dançantes nas paredes, no teto, e no chão. Eu procurava fixar meu olhar na sombra de seu Inácio, procurando nela qualquer sinal sobrenatural que demonstrasse o peso de sessenta anos de remorso saindo das suas costas.

– Eu deveria ter tomado cuidado com sua viola. Sempre fui muito orgulhoso. Quando você apareceu falando tudo aquilo eu me senti humilhado na frente da moça por quem eu estava apaixonado… Perdi a cabeça e destruí nossa amizade. Todo esse tempo tentei alimentar raiva por você para justificar o fato de não ter vindo lhe pedir perdão. Mas não consegui. Você era meu amigo, e, mesmo a gente não se falando, continuei sem conseguir odiá-lo. Minha morte está próxima. Não me deixe partir sem ter a certeza de que você não tem mais raiva de mim. Queria ouvir você dizer que me perdoa…

Seu Genário ouvia tudo mudo. Na verdade, ele nem se movia. Eu, que prestava atenção em tudo, sabia que ele tentava se segurar, mas que queria mesmo era chorar. De repente, ele se levantou e, sem dizer uma palavra, andou em direção ao seu quarto. Ficamos, os dois, calados, na sala, aguardando, não sabíamos o quê. Até que começamos a ouvir um barulho vindo da direção do quarto que não demoramos a compreender: era um choro. De início, parecia que seu Genário tentava se conter. Quando os primeiros soluços brotaram, entretanto, deram vazão a outros e mais outros, e ouvimos o arrependimento de sessenta anos de mágoa se desfazer num choro desajeitado e irreprimível. Seu Inácio ouvia e chorava. Eu via seu Inácio chorar e chorava também, não sei bem por quê.

Após alguns minutos, o choro de seu Genário parou, e o ouvi se arrastar lentamente em direção à sala. Eu me recompus, ansioso por ver o desenlace daquela história.

Quando seu Genário apareceu, trazia em suas mãos a velha viola. Ele a estendeu na direção do seu amigo, dizendo:

– É sua, Inácio. Esteve aqui esses anos todos apenas esperando por você, e eu jamais tive coragem de ir lhe entregar. Perdoe-me, meu amigo – e mais uma vez as lágrimas.

Eles conversaram bastante naquela noite, e riram, choraram, lembraram histórias, anedotas, coisas tristes e alegres. Pareciam querer recuperar todo o tempo perdido em algumas horas. A imagem que eu tinha de velho avarento e rabugento não poderia parecer mais distante da realidade, já que seu Genário estava muito bem humorado e parecia mesmo nutrir alguma afeição por mim, perguntando-me, eventualmente, como começara toda aquela história.

Lembro que, quando chegamos à casa de seu Inácio a minha avó estava lá, com dois tios meus, à minha espera, pois já passava da meia-noite. Despedi-me afetuosamente dos dois velhinhos e ganhei a viola do seu Inácio, acompanhado do seguinte ensinamento:

– Estou lhe dando essa viola, que muito provavelmente é o primeiro presente que Genário deu a alguém nos seus mais de noventa anos de vida e que, portanto, significa muito para mim, para que você compreenda que o que importa não são as coisas, mas as pessoas. Tire todos os objetos que têm ocupado espaço em seu coração, porque eles impedem que as pessoas o habitem.

***

– Espero que, com essa história, você tenha entendido o que fazer com o seu Dragão.

Imediatamente, Tiago pegou o Dragão Diamante das mãos do pai e o entregou ao seu primo Vítor, abraçando-o em seguida.

André sorriu satisfeito. Suas histórias ainda surtiam efeito em seu filho.

– Pai!

– Oi.

– E o livro antigo? Você não falou com seu Genário? O que aconteceu com a gincana?

– Depois de tudo aquilo você acha que eu teria coragem de pedir? A Mônica ficou com raiva de mim porque perdemos a gincana por causa dos vinte pontos que não consegui ganhar. Foi melhor assim, já que, pouco tempo depois conheci uma bela garota de olhos bem pretos e cabelo ondulado. Seu nome era Elisângela, e você sabe bem quem ela é.

– Minha mãe.

– Isso mesmo. Como eu consegui conquistá-la prometendo-lhe publicar um poema dela no maior jornal do estado é outra história bem interessante. Mas fica para a próxima vez…

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36 Respostas para “Onde está o teu tesouro…

  1. hummm….hummm….hummm…
    Linda historinha. O que mais posso escrever?
    Gostei dessa sua idéia de continuar com as “aventuras de André”; gostei do conto sem maiores pretensões; gostei da simplicidade – característica marcante dos seus textos; gostei mais ainda de você utilizar fatos do seu cotidiano para alimentar a história. Quando li o inicio do conto lembrei, no mesmo instante, de André e Mateus brigando. Gostei também da passagem que você colocou de Oscar Wilde, me fez lembrar daquela vez que eu estava lendo para você e insistindo para Andréa também ouvir as melhores frases desse autor.

    Gostei muito mesmo. Parabéns!!!

  2. Muito legal o texto. Faz a gente lembrar de nossa maior obra: O Curioso e o coco Verde, e como foi divertido escrevê-lo. As desventuras do personagem, referências óbvias a Leonardo-André;
    Não tem nem o que falar de mais… muito criativa a abordagem que Léo usou, acho que se eu fosse escrevereu recorreria ao clássico Tio Patinhas, e sua apegação ao dinheiro;

    Muito bom o texto, continuando a fórmula de contos introduzida por Reinaldo, ficamos agora no aguardo do meu conto…

    xD

    Muito Bom.

  3. Muito bom Leonardo!
    Gostei de ter relembrado nosso conto. E esse final é uma boa deixa não é? hsauashusa
    Pelo menos os velhinhos terminam alegres, eu quase choro. Chorar é exagero, mas deu uma tristeza….

    Parabéns!

  4. Impressionante!
    Dessa vez tenho que admitir, seu texto me fascinou e me encantou. Essa sua linguagem simples, somada a esses detalhes do cotidiano, e de cenas tão vistas por nós moradores de “Paris” xD
    E como Rei Filho falou, no início do texto só lembrei de Mateus e André também!
    Quando acabei de ler logo fui dar pra mainha ler também, e disse que sinceramente todo mundo deveria ler esse texto, inclusive nossos “vizinhos” xD
    Retomar as aventuras de André e ainda mais deixar essa brecha para um outro conto sobre ele, foi muito interessante e uma ótima idéia também. Afinal, ao que tudo indica, André já viveu várias e várias aventuras, só resta criarmos!

    Parabéns pelo texto Léo, gostei muito mesmo!

  5. Leonardo,

    Quando eu fui na sua casa, não pude evitar de comentar acerca do tamanho do seu texto. Mas agora que paro para lê-lo, vejo que a sua ideia foi simplesmente genial, gostei muito! Principalmente pelo fato de você ter conseguido tembém demonstrar a existência do pecado da avareza de uma forma tão sutil e original. O fato de dar ao nosso conto esse tipo de valor – que não está no fato de o mesmo ser citado apenas, mas acrescido de novas possibilidades, mesmo não sendo elas oficiais – caiu como uma luva, despertanto mais uma vez, em mim, o prazer da curiosidade e da criatividade.

    Parabéns.

  6. Obrigado pelos comentários.

    Eu realmente, quando acabei de escrever a história, fiquei com a sensação de dever mais que cumprido. Gostei demais dessa “historiazinha de moral”. Na verdade, comecei a escrever meio sem saber o que iria sair. O “insight” veio em relação à briga entre dois primos (eu via André, meu filho, no meio). Eu utilizaria, então, o universo de André (o do conto) para que fosse dado um exemplo de apego a bens materiais. Pensei então, inicialmente, em mais uma “aventura” e que envolvesse, mais uma vez, um livro, para começar a criar uma característica para as histórias de André, que pretendo continuar a escrever.
    Pensei então em um velho avarento que possuísse um livro antigo, e o desafio da história seria André convecer esse velho a doar o livro à biblioteca. Esse era o meu mote. À medida que fui escrevendo, vocês devem ter percebido que era eu falando, e não o personagem André. Realmente quando penso em escrever, me imagino escrevendo coisas desse tipo: algo que traga uma boa mensagem, um ensinamento que possa ser utilizado pelos leitores.
    Certamente vocês perceberam que eu corri um pouco. Se fosse para ter desenvolvido o conto para umas trinta páginas, eu teria trabalhado bem mais a questão de André e sua avó, muito mais o surgimento da simpatia entre André e Seu Inácio e, obviamente, teria dado mais consistência ao encontro entre seu Inácio e seu Genário.

    Modéstia à parte, acredito que consegui dar bem o recado, principalmente pela fluidez do texto. Como falei antes, era eu contando aquela história para André. Realmente havia ali um pai preocupado que seu filho não se apegasse a bens materiais. E se a história realmente existiu no mundo do outro André, o do conto, ou foi fruto da sua brilhante imaginação, aí já são outros quinhentos, assim como a história de como ele conheceu a sua esposa, sobre o que escreverei oportunamente.

    Mais uma vez, obrigado aos que leram (justo você, Andréa, ainda não leu…) e lembrem-se: onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração…

  7. Rapaz! Vou deixar esse comentário só pra não ficar sem comentar, mas no momento não tenho palavras não… Rsrs. Vocês, pelos comentários, já estão acostumados com esses textos, nota-se até que existe uma continuidade, já que não acompanho. Mas estou realmente boquiaberto. Que cabeça! “Isso não existe não!” Kkk. Eu sabia da inteligência e capacidade do Léo, mas esse texto… “Viajei” mesmo. Deve ser minha falta de costume de ler. Reconheço. Desculpem meu puxasaquismo, mas não tive outro recurso a não ser reconhecer. Apenas reconhecer. Congratulations! Perdoem as brincadeiras também. Só escrevo assim, inserindo brincadeiras pelo meio, pra descontrair. Abraços a todos e, Léo, sou seu fã.

  8. Nossa!!!! Quase não pude respirar pensando como seria o final. Como sempre meu maridinho me deixando ansiosa para o final de cada historia. Como somos cabeças duras, só a morte para nos alertar da posição que temos com relação às outras pessoas, pois o que levamos são as coisas que plantamos em nosso coração. A morte ou a espera dela tem pontos negativos e pontos positivos. Um ponto negativo é que ela nos trás tristezas e é traiçoeira. O ponto positivo é exatamente essa idéia que Leonardo trás, o que temos no nosso coração para apresentar a Deus. Quando estava lendo lembrei-me de que tenho um saco de brinquedo do meu filho guardado, sem esta usando e algumas coisas que não uso. Obrigado amor por mais um aprendizado.
    Andréa

  9. Ontem, André chegou com todo o material da escola,que tinha produzido durante o semestre.Todos me chamavam a atenção,mas somente um me deixou orgulhosa e refletindo de que as próprias crianças guardam o que é de melhor e que elas sabem selecionar principalmente o que é simples.A questão é a seguinte:A professora mandou ele desenhar a coisa que ele mais gostava de fazer.Para minha surpresa,pois pensava: ele deve desenhar ,gosto de jogar no computador ou então comer o MEC lanche feliz com meu pai e minha mãe.Quando olhei o desenho pedi para ele me explicar o significado,ai ele disse: aqui é papai e eu conversando na cama, quando você vai para a faculdade mamãe!!!Como aprendo com André. Para isso pego essas pequenas atitudes dele e tento fazer o melhor por ele, e sei que o melhor para André é viver o perdão, ter atenção, viver a reconciliação, viver a transparência e dialogo entre família.

  10. Parabéns pela história!!
    Com certeza é uma lição de vida para todos nós…a pessoa é o mais importante!!
    Precisamos estar atentos naos pequenos gestos que podem contribuir muito para o meu crescimento e o crescimento do outro,principalmente em nossa casa…estar atento aos detalhes!!!

    Hummm!!Gostei muito!
    Abraço!

  11. Aluna : JOSEFA BRUNA Turno: VESPERTINO série: 1º do E.M
    Onde está o teu tesouro é uma obra que traz uma lição de vida e as atitudes presente nela, relata à história de um pai chamado André, pai de família que a partir de uma situação errada envolvendo seu filho Tiago que não queria emprestar o brinquedo (Dragão) ao primo Vitor, para resolver esse fato, André introduz uma história do passado, senhores muito íntimos e amicíssimos, que tinham cortado as relações por motivos do objeto (violão) que era de Genário e ítalo tinha pego emprestado para cantar uma serenata de amor para a sua amada. Mesmo com muito orgulho de pedir a viola emprestada o seu amigo muito cuidadoso falou que era para ter muito cuidado com a viola, mas os conselhos não resolveram, em frente a família da atraente moça ítalo deixa o objeto cair, sem que todos percebam Genário estava pastorando os cuidados do seu admirável companheiro e vendo aquela cena estragando todo seu brinquedo, as regulou e ítalo os ofendeu com um empurrão daí não tiveram mais contato . Mas como o mundo dar muitas voltas e com a ajuda de um garoto, os amigos fazem as pazes após vários anos passados. Por fim ouvindo aquela bela história Tiago entregou o dragão ao pai para que pudesse brincar com seu primo, ficou como uma lição de moral, não devemos nos apegar a objetos e sim as pessoas que estão ao nosso redor que são bem mais importantes do que pequenas coisas como os brinquedos , pois o ser vivo pode lhe dar amor , carinho , atenção ,cuidado e educação , assim como André quis ensinar ao seu filho a ser ético com o seu sobrinho Victor. Diante do texto pode perceber também que o pai tem que controlar as atitudes de um filho não pode o deixarele fazer o que quer, pois com o futuro o próprio filho irá ter péssimas conseqüências no modo de convivência com a sociedade.
    Personagens: Genaro, Tiago, André, Monica Antonio, Vitor e ítalo.
    Espaço ou Ambiente físico: escola distribuição de tarefas como a entrevista , também em uma propriedade local como a casa dos personagens .
    Narrador: narrador personagem

  12. Ana Luiza, 1° ano do ensino médio (VESPERTINO).

    Análise: Narração em 1ª pessoa, onde o narrador é o pai André, que relata para seu filho e seu sobrinho uma de suas histórias de criança que a primeira impressão parece muito simples, mas depois dá a todos uma lição de vida.

    A história é fantástica, sinceramente quando comecei a ler que vi o tamanho e aquele diálogo aparentemente “sem importância” pensei em desistir da leitura, mas a cada palavra percebia que valia a pena. Emocionou-me muito ler a parte em que André deixou de impressionar a sua amada na gincana para preservar seus novos amigos: Inácio e Genário. Pois na vida real infelizmente temos que fazer escolha muito difíceis como, por exemplo, entre uma amizade e uma paixão, portanto escolher entre o ruim e o bom é muito fácil, mas e escolher entre o ótimo e o perfeito? Não é tão simples dizer não ao amor da sua vida, menos ainda ser incompreendida ao até mesmo magoar sua melhor amiga, esses são tipos de sentimentos que só pode falar quem já sentiu ou senti por isso não julgar os atos de uma pessoa é primordial para uma convivência amigável. A história dos dois velhinhos, também é muito bonita, pois mostra que guardar rancor só faz mal para a própria pessoa.

    A cada texto que leio nesse blog mais vontade sinto de fazer os meus próprios textos, pois gostei muito da ideia de fazer contos, romances etc. como se estivesse falando de sua vida, relembrando assim aventuras da juventude.

  13. Achei o texto com um ótimo contexto abordado, emocionante e que nos ensina muitas coisas, precisamente o valor da amizade que é muito importante, tanto olhando de um modo simplista ou sentimentalista, a visão crítica que o você (autor) teve ao escrever esse texto foi extramamente magnífica e explendorosa, agora só tenho a dizer que Parabéns! Espero que toda essa inspiração se concretize para poder usá- la em outras obras’
    Aluna do 1º série, Colégio Ages, turno matutino’

  14. Carolina Melo 1° E.M Vespertino
    Onde esta o teu tesouro , é uma história muito interessante , que tras uma lição de vida,de humildade !
    Tudo começa quando um Pai da uma lição no seu filho que não queria emprestar um brinquedo ao seu primo ! o pai repreende o seu filho , e conta um fato que aconteçeu com ele : ele precisava numa gincana arranjar um livro velho e em bom estado , na procura do livro ele conheçe um senhor que guardava com ele , uma magoa de 70 anos , comovido com a historia do senhor , Ele o aconselhou a ir perdir perdão ! O senhor vai , e se emocoina e é perdoado ! Isso é uma realidade , onde as pessoas guardam magoa , as vezes por coisas sem insignificantes (besteiras) . Espero que com a leittura desse texto as pessoas procurem entender o verdadeiro signicado do perdão , da amizade ! que nunca e tarde pra voltar atras é pedir perdão ! ” o que importa não são as coisas, mas as pessoas. Tire todos os objetos que têm ocupado espaço em seu coração, porque eles impedem que as pessoas o habitem.”

  15. Lorena Vasconcelos- 2° ano E.M Matutino
    Confesso que fiquei emocionada com a história e até mesmo com a lição que ela passa pra nós. “Onde está o teu tesouro” despertou em mim o que há de mais profundo em relação as amizadas e me fez ver quantas pessoas preciosas existem em nossa vida e muitas vezes nem nos damos conta.
    Percebi também que não adianta se ligar em bens materias toda a vida se quando morremos levamos apenas a alma e deixamos a carcaça inerte que depois acaba sendo engolidas por bichos que a transformam em pó.
    Parabenizo o autor do texto pela bela história que envolve, perdão, amizade, apego material e entre outros pontos que muitas vezes nem nos damos conta que existe.

  16. Realmente, uma história fantástica, e, é muito bom de se apreciar histórias desse tipo, que nos fazem perceber o quão é importante uma amizade, por mais distante que la seja, na nossa vida.

    Muitos podem se perguntar: “Onde você guarda seu tesouro?” Mas, qual tesouro? Qual é o principal tesouro que temos na vida? De fato, posso dizer-lhes que o principal tesouro que temos, nós, na vida, não é aquele guardado num baú velho, antigo, ou “dentro de uma parede”, mas sim, o principal tesouro que temos é aquele que guardamos dentro do coração. E sim, posso dizer, uma amizade, por mais simples que seja, é aquilo que nos dá a força que precisamos para viver.

    Aqueles que estão com você nos momentos ruins, dando-lhe força para superar; nos momentos bons, fazendo-nos sentir melhores ainda; então, o valor de uma amizade é algo que não se pode medir de forma alguma, não tem tamanho, não tem preço.

    Não devemos nos apegar a coisas materiais. Principalmente pelo fato de que, quando morremos, nenhum desses materiais vai sentir a nossa falta, nenhum desses materiais vai chorar por ter-nos perdido, e isso, é o principal ponto para se dar valor a uma boa amizade: amigos de verdade, aqueles que sentem a sua falta, aqueles que estão com você nos momentos bons e ruins, e dividem a situção junto a você.

    Então, a história nos mostra tamanho que é o valor de uma amizade, assim como Genário e Inácio, que ficaram sem se falar durante 60 anos, sem coragem para pedir perdão ao outro, mas, quando o pequeno garoto de apenas 10 anos (André, pai de Tiago, que conta a história ao filho) põe os dois frente a frente, a amizade fala mais alto nesse momento. Essa é a verdadeira amizade, mesmo por terem discutido, e mesmo após sessenta anos sem se falarem, um não conseguiu criar rancor pelo outro, um não conseguia odiar o outro, principalmente pela forte amizade que tinham.

    “Se queres viver muito, guarda um pouco de vinho velho e um velho amigo.”

    “Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.” (Elmer G. Letterman)

    Parabéns José Leonardo, autor dessa brilhante história, que transcreve-nos o quão é importante sabermos o valor de uma amizade, e que, mesmo errando, a principal coisa a se fazer é pedir o perdão.

    ‘José Walker de Matos Pinheiro, Aluno da 2ª Série do Ensino Médio, Turno Matutino ..!’

  17. É incrivel como os valores são capazes de edificar o carater do ser humano . A vida nos mostra que as vezes os pequenos detalhes fazem a diferença . Uma das virtudes mais significativas que o ser humano possui é a amizade . Ter um amigo de verdade está acima de qualquer circunstancia , diferença , sentimento , escolha , vontade , desejo , problema . Amigos de verdade são guardados com amplitude , sinceridade e amor em nossos corações . Mesmo com todo sol e tempestade , com toda realidade e superficialidade , uma das únicas coisas que devemos preservar é a nossa amizade .
    Diante disso , convidamos e ilustramos a extrema e signficativa importancia da amizade através do conjunto de ideologias transmitidas e até mesmo transbordadas na obra “Onde está o teu tesouro” . A obra mencionada traz a capacidade de nos emocionar , sensibilizar e tocar o nosso coração através da alegria de termos amigos e sabermos perdoa-los no momento em que se precisa executar tal ação . Tudo começa quando um pai chega no quarto do seu filho e presencia uma cena em que seu filho nega o emprestimo do seu brinquedo (Um dragão Dourado) a seu primo . Sentindo-se encomodado com isso , o pai pede que a criança empreste o brinquedo e aproveita o momento oportuno para contar uma historia a seu filho e seu subrinho . Resumidamente , a historia conta uma briga entre amigos , devido a quebra de uma viola . Diante disso , o filho assim como o pai sentem a necessidade de rever o amigo para pedi-lo desculpas . E então , convido a voces a fazer uma reflexão . Preserve , ame , cuide , trate bem , abraçe , aconcelhe , brigue quando necessario , defenda , seja carinhoso , use a sinceridade , cative , seja fiel e leal , divirta , sorria , chore quando preciso (…) com os seus amigos! Porque a vida nos ensina muito quando não damos o valor necessário a eles e sem eles perdemos a nossa propria essencia e então , deixamos de lado a nossa alegria para com o mundo e com as coisas! E principalmente quando não temos amigos que serão lembrados por toda uma vida , esquecemos o apego as coisas materiais e então , alcançamos a FELICIDADE! Amigos pra todas as horas, pra todos os minutos, pra todos os segundos, pra todos os momentos, pra todas as risadas, pra todas as conversas, pra todas as zuêeras, pra todas as baladas, amigos pra toda vida são uma das razões da existencia humana . Pense nisso! Sem amigos não ganhamos a condição humana existencial para sobreviver espiritualmente . Enfim , sem AMIGOS não somos nada! Imagine só , vivermos sozinhos no mundo de hoje? :/

  18. O texto trás uma ótima abordagem a respeito do valor da amizade e o apego material. Como podemos definir a amizade? Para mim, amizade é amar e compreender o outro em todos os momentos da vida, respeitando e aceitando as diferenças de cada um.
    “Onde está o teu tesouro” nos mostra uma bela lição de vida e nos sensibiliza, fazendo-nos refletir. Na atualidade, é muito comum qualquer pessoa dizer um “eu te amo”, pois muitas pessoas o vêem como um simples “bom dia”. Mas qual é o verdadeiro sentido de ter um amigo? Por mais distante que ele esteja, ele nos mostra o real valor de ter pessoas do nosso lado, nos acolhendo, rindo, chorando, concordando, discordando e ajudando nos momentos difíceis, sem querer nada em troca.
    No texto, a amizade de Genário e Inácio era muito forte, mas por um desentendimento essa amizade foi destruída e eles passaram 60 anos sem se comunicar. O apego material levou Genário a se preocupar mais com coisas fúteis, ao invés de confiar mais em seu amigo, que sempre estava com ele. Coisas materiais não nos trás felicidade, o que nos deixa feliz são os amigos, pois não conseguimos viver sozinhos. A avareza de um lado e o orgulho do outro, nos fazem refletir e nos convidam a aceitar o outro como ele é, perdoando quando necessário. Muitas vezes agimos por impulso, mas nos arrependemos profundamente quando o momento da “raiva” passa. O orgulho e até o medo de corrigir o erro, nos fazem perder amizades extremamente importantes para nós, pois perdemos boa parte da nossa vida não estando ao lado das pessoas que realmente importam. Genário e Inácio se entendem e até se divertem com tudo que já viveram e passaram juntos. Levamos como lição o dever de tomar uma atitude, deixando de lado as coisas fúteis e compreendendo a maravilha que uma amizade nos proporciona, pois devemos dar valor as pequenas coisas, são elas que no final fazem a diferença.

  19. Onde está o teu tesouro história muito interessante de ser ler!!!
    História que traz uma lição de vida pra todos nós, vemos que apegarmos a bens materiais não nos leva a nada!!!
    Que material algum, paga o preço de uma amizade…
    Uma amizade, vale mais que um simples violão, brinquedo…
    Amigos verdadeiros não tem preço.
    A vida nos traz oportunidades e cada uma delas devemos agarrar de uma certa maneira, que seja certo!
    E vemos uma amizade tão bonita como a de Genário e Inácio acabou-se por um simples motivo sem razão, um por avareza, outro por agulho não deram o braço a torçer para reconçiliar uma bela amizade…
    A raiva tomou conta do coração por poucos dias, mas a ligação entre eles era tão forte que um ao outro não conseguiam se odiar!!
    E um simples menino encorajou um a pedir perdão ao outro!
    E assi fica uma lição na vida: Temos que dar valor a pequenas coisas na vida, são elas que nos traz felicidade, dinheiro não paga nenhuma amizade muito menos a felicidade!!!

  20. Esse texto é uma verdadeira lição de vida e reflexão.
    Ele nos ensina a não apegar-se aos bens materiais e dar valor ao nossos amigos,quebrando todos os nossos defeitos, pois amizade não se compra,ela se conquista.
    Perdoe ou peça desculpas a quem você ama e não sinta-se inferior ou envergonhado. Amigos a gente leva por reto da vida,em nossas lembranças seja elas tristes ou felizes….Bens materiais a gente consegui em um estalar de dedos e pode ter certeza ele nunca será melhor do que os seus momentos presenciados ou vividos com seus amigos…
    ´´O tempo de quem adia, sempre será mais curto.Pois ao labor das coisas do seu dia a dia será somado aquilo que foi adiado.“
    (Natan poeta)
    Texto muito liindO !!!
    Parabéns !!!!

  21. 1º Ano Ensino Médio Vespertino.

    Onde está o teu tesouro história muito interessante de ser ler!!
    História que traz uma lição de vida pra todos nós, vemos que apegarmos a bens materiais não nos leva a nada!!!
    Que material algum, paga o preço de uma amizade…
    Uma amizade, vale mais que um simples violão, brinquedo…
    Amigos verdadeiros não tem preço.
    A vida nos traz oportunidades e cada uma delas devemos agarrar de uma certa maneira, que seja certo!
    E vemos uma amizade tão bonita como a de Genário e Inácio acabou-se por um simples motivo sem razão, um por avareza, outro por agulho não deram o braço a torçer para reconçiliar uma bela amizade…
    A raiva tomou conta do coração por poucos dias, mas a ligação entre eles era tão forte que um ao outro não conseguiam se odiar!!
    E um simples menino encorajou um a pedir perdão ao outro!
    E assi fica uma lição na vida: Temos que dar valor a pequenas coisas na vida, são elas que nos traz felicidade, dinheiro não paga nenhuma amizade muito menos a felicidade!!!

  22. Parabéns Leonardo,

    “onde está o tesouro” é sem dúvida nenhuma uma bélisima história de vida que nos dá uma lição muito importante sobre a vida.
    O tesouro para cada um de nós tem que ser a amizade existente com todos os nossos amigos, que são sem dúvida nenhuma as pessoas que fazem com que a nossa vida se torne ainda mais interessante, além disso pra que o tesouro seja encontrado é necessário que sse exista algo possível para que a amizade das pessoas seja realmente provada, assim como a amizade de Seu Genário e de Seu Inácio que mesmo passando um longo tempo “de mal” um com o outro conseguiram reviver a amizade a partir das lembranças existentes dos momentos felizes que passaram juntos.
    O apego a bens materiais é algo que querendo ou não está enraizado na personalidade de cada um de nós, isso ocorre principalmente por culpa da nossa sociedade, que põe a busca por bens materiais acima da busca por amizades, no entanto mesmo que boa parte da sociedade saíba que os amigos são realmente mais importantes que os brinquedos, é quase impossível se desfazer dos bens materiais, o que torna essa história um exemplo mais belo, com a grande lição de vida que deve ser respeitada, que é: O que realmente importa é a amizade, pois por mais esquecida que esteja ela sempre estará guardada no fundo de nosso coração como uma forma de lembrança em relação as coisas que realmente importam.

    Thalisson Ribeiro Andrade, aluno do 1° Ano do Ensino Médio do Colégio Ages, turno matutino

  23. Segundo o dicionário Houaiss, a amizade significa sentimento de simpatia, de afeição, concordância de sentimentos ou posição a respeito de algo. Podemos exemplificar essa afirmação com a história “Onde está o teu tesouro”, que nos sensibiliza, fazendo reflexão e mostrando o real valor que a amizade pode construir entre os indivíduos.
    A amizade é o real significado de que viver sozinho não tem sentido algum. Sem amigos a felicidade se torna inalcançável, já que, é com nossos amigos que compartilhamos momentos de alegrias, tristezas, coisas boas e ruins. Na história, Genário e Inácio eram grandes amigos desde pequenos e por um simples apego a uma viola a amizade entre eles foi destruída e só depois de 60 anos voltaram a se falar. Às vezes perdemos muito tempo com coisas fúteis e que não nos fazem bem como ter uma amizade. Coisas materiais nos fazem perder preciosidades que poderíamos ter para sempre, pelo simples fato de não confiar em si mesmo e não saber pedir perdão por um erro cometido.
    Diante disso, podemos concluir que, a amizade é fundamental para a formação social de um sujeito, pois ela nos ensina a dar valor às pequenas coisas, por mais simples que elas sejam, elas tem um enorme significado.

  24. Este conto é realmente uma bela lição de moral, a cada parágrafo lido a emoção se torna maior, ele nos mostra que a aparência das pessoas não é tudo. Muitas vezes nos deparamos com pessoas frias e orgulhosas, mas que lá no fundo do seu coração são na verdade pessoas que precisam de amigos que possam lhe ajudar, pois ninguém é feliz sozinho, o ser humano necessita do seu companheiro para sobreviver como é o caso de Genário. O orgulho também é um defeito do ser humano que deve ser superado, as pessoas precisam ter consciência que é necessário admitir os seus erros para não magoar as pessoas e para que seja alguém na vida. O dinheiro muitas vezes é quem traz o orgulho, pois com ele muitas pessoas (aquelas que não conseguem segurar a barra quando veem tanto dinheiro na sua frente) acham que podem pisar nos outros, mas na verdade, (como foi dito no conto) o que devemos guardar no nosso coração são as pessoas e não o dinheiro, pois essas sim são essenciais na nossa vida e são o nosso verdadeiro “tesouro”.
    Parabens pela história: simplesmente maravilhosa!!
    Emília Sousa Silva, aluna do 2º ano do ensino médio, do Colégio Integrado Ages.
    Turno: matutino

  25. Rosalmira Santos Leal- 2° ano E.M Matutino
    Esta é um linda historia que nos mostra, o quanto os sentimentos podem significar, é uma lição que deveria ser ensinada nos dias atuais, já que as pessoas preferem acumular bens ao inves de ter mais tempo para ficar com as pessoas que ama. Esse foi um dos melhores textos que eu ja li ele ensina o valor da amizade.

  26. Parabéns, a história é realmente fantástica !

    Esse conto é uma boa abordagem da realidade. Sendo uma lição de vida, para qualquer pessoa, mostrando que a amizade, é um dos maiores bens que temos na vida, a cima de qualquer coisa, porque amigos de verdade, são raros, e quando são encontrados não devemos deixar que coisas banais, deixem que a acabem. E por orgulho, não pedimos desculpas, pensando que podemos viver bem sem aquela pessoa, mais é impossível uma pessoa si sentir feliz e segura, estando só.
    O texto nos faz perceber, o quanto é importante ter amigos, estando presentes nos momentos mais dificeis, nos fazendo rir, nos apoiando, ajudando sempre, sendo que o valor da verdadeira amizade não pode ser definido, não tem preço, é essencial na vida de qualquer pessoa.
    Apesar que hoje em dia, amizade está tão banalizado, as pessoas dizem que são amigos, que si amam, como si fosse uma coisa tão simples, sem sentindo, não entendo o verdadeiro significado.
    Na verdade só damos valor a alguma coisa quando perdemos, que foi o caso de Genário e Inácio, por isso, dê valor antes que perda, porque muitas vezes, o orgulho nos impedi. Por isso, ame, sorria, ajude, preserve, cative…seja feliz com seus amigos, então vai ser descoberto o verdadeiro sentindo da vida.

    1ª série do ensino médio, matutino.

  27. A história “Onde está o teu tesouro” é uma bela história, apresenta os principais meios para o ser humano se sentir feliz, ou seja, um deles é os amigos. A amizade é algo muito importante em toda a nossa vida, os amigos são pessoas que completam os nossos momentos, aqueles que nos mostram caminhos, que nos excutam, que da conselhos esses são os verdadeiros amigos, aquele que está sempre junto a ti.
    Assim, podemos perceber na história acima que o amigo é algo incomparavel a qualquer ser, muitas pessoas acham melhor os bens materiais do que está vivenciando com aquela pessoa que esta sempre ao seu lado de apoiando, ajudando … Percebemos que no mundo atual isso está se tornando algo muito anormal, devido as conclusões pessoais de cada ser.
    No entanto, percebemos que o bom amigo é mais precioso de todos os bens. Está sempre pronto a auxiliar sempre pronto a auxiliar… Há homens, contudo, que investem toda a sua energia no cultivo de árvores, para colher frutos, e são negligentes com o amigo, o bem que mais frutifica. Por isso, concluirmos tendo em mente que o AMIGO é algo muito precioso para todos nós.

    Parabéns ao Leonardo, seu texto está otimo nos mostrando o que vale a pena darmos valor. Beijos

    Michelle Ribeiro 2º ano Ensino Médio

  28. Vilmara Deysielly 1º ano ( VESPERTINO )
    Às vezes o seu ser realmente não esta bem, você esta confuso, com medo, angustiado; O mundo parece que esta de mal com você, todos “te odeiam” parece que não existe mais ninguém, porém, em velocidade luz SEU AMIGO percebe aquele sorriso sem nenhuma graça, triste e nebuloso; Então ele lhe abraça, tenta lhe ajudar de alguma forma, faz o possível ao seu alcance e o mais importante ele te CONFORTA. Infelizmente em meio a uma sociedade tão gananciosa a aqueles que quando perguntamos: Onde esta o teu tesouro? Estes respondem: esta na minha conta bancária; É incrível como o amor próprio pode depredar os valores humanos e esse conto vem a ACORDAR aqueles que acreditam que sua felicidade esta nos bens materiais, uma história muito emocionante, e reflexiva. André mostrou ser uma grande pessoa, ele conseguiu reatar uma amizade sincera destruída por orgulho e amor por um simples OBJETO, sendo que este com um tempo pode vim a ser destruído ao contrário de um afeto VERDADEIRO. Parabéns Leonardo, ótimo texto.

  29. Parabéns!
    Essa é mesmo uma bela história e uma ótima lição de moral. Além de mostrar o valor das pessoas, nos faz refletir sobre as nossas amizades que são o que há de mais importante em nossas vidas. E, para que essas amizades não se acabem, é preciso apenas saber perdoar e reconhecer nossos erros, pois se houver alguma briga ou desentendimento entre amigos e algum deles saber perdoar sempre, essa amizade não irá acabar. Devemos lembrar também que verdadeiras amizades são raras e não há dinheiro que pague o valor delas, pois ter alguém para estar sempre conosco não tem preço. Os amigos são mesmo nossos verdadeiros tesouros .

    Antonia Carine, 1º e.m. Colégio Integrado Ages, turno: matutino

  30. A Amizade é um dos maiores valores da vida. Amigos são conquistados por simpatia, pelo reconhecimento de valores ocultos ou abertos que são demonstradas com o desenvolvimento de uma convivência, assuntos comuns, visões semelhantes e, é claro, aventuras.

    “Amigos são para toda a vida”. Sábia frase que mostra o quão é importante um bom e verdadeiro amigo. Questões soberbas, orgulhosas, avarentas devem ser deixadas de lado em uma amizade sincera. Nunca um objeto valerá mais que uma “cadeia” de amizades.

    O egoísmo vem da natureza interior humana. Diversas vezes são deixadas de lado profundas relações em troca de pequenas coisas dominadas pelo orgulho. Brigas, discussões, falsidade, todas elas criadas a partir de um único sentimento que, de repente, sobressai-se de pequenas e infantis situações.

    “Onde está o teu tesouro” descreve uma brilhante situação proposta pelo autor, dois grandes amigos brigados durante sessenta anos conseguem reatar uma amizade, devido à curiosidade de André, a vontade de conseguir o que desejava, a persistência demonstrada pelo garoto consegue que uma verdadeira amizade se comprove após sessenta anos.

    O verdadeiro tesouro humano não está em seus pertences, fato que acontece atualmente, mas ele está contido no coração, nos sentimentos, nas ações movidas pelo amor, pela consideração presente em cada um, demonstrado em formas diferentes, portanto, a amizade é o sentimento que torna todos capazes de pensar e sentir pelo próximo.

    Parabéns Leonardo, a brilhante situação proposta na narrativa torna uma linguagem bem elaborada em um ensinamento que nos acompanhará por toda nossa vida, a amizade é a coisa mais importante em nossas vidas, e, brigas são invitáveis, entretanto uma verdadeira amizade é capaz de ser reconstituída por uma simples palavra: o perdão.

  31. A Amizade é um dos maiores valores da vida. Amigos são conquistados por simpatia, pelo reconhecimento de valores ocultos ou abertos que são demonstradas com o desenvolvimento de uma convivência, assuntos comuns, visões semelhantes e, é claro, aventuras.

    “Amigos são para toda a vida”. Sábia frase que mostra o quão é importante um bom e verdadeiro amigo. Questões soberbas, orgulhosas, avarentas devem ser deixadas de lado em uma amizade sincera. Nunca um objeto valerá mais que uma “cadeia” de amizades.

    O egoísmo vem da natureza interior humana. Diversas vezes são deixadas de lado profundas relações em troca de pequenas coisas dominadas pelo orgulho. Brigas, discussões, falsidade, todas elas criadas a partir de um único sentimento que, de repente, sobressai-se de pequenas e infantis situações.

    “Onde está o teu tesouro” descreve uma brilhante situação proposta pelo autor, dois grandes amigos brigados durante sessenta anos conseguem reatar uma amizade, devido à curiosidade de André, a vontade de conseguir o que desejava, a persistência demonstrada pelo garoto consegue que uma verdadeira amizade se comprove após sessenta anos.

    O verdadeiro tesouro humano não está em seus pertences, fato que acontece atualmente, mas ele está contido no coração, nos sentimentos, nas ações movidas pelo amor, pela consideração presente em cada um, demonstrado em formas diferentes, portanto, a amizade é o sentimento que torna todos capazes de pensar e sentir pelo próximo.

    Parabéns Leonardo, a brilhante situação proposta na narrativa torna uma linguagem bem elaborada em um ensinamento que nos acompanhará por toda nossa vida, a amizade é a coisa mais importante em nossas vidas, e, brigas são invitáveis, entretanto uma verdadeira amizade é capaz de ser reconstituída por uma simples palavra: o perdão.

    1ª série do Ensino Médio – Matutino

  32. “Onde está o teu tesouro…” realmente é uma linda história, que nos faz refletir muito. Quantas vezes deixamos de dar um objeto para uma pessoa necessita, pensando que irá fazer falta? Esses e outros questionamentos passaram em minha mente enquanto lia essa história.
    De um lado estava à amizade e do outro lado os bens materiais e o orgulho, podendo chagar a conclusão que para uma pessoa ser feliz ela precisa deixar de lado o bem material, e o orgulho se quiser constituir realmente uma amizade.
    Porque não vale a pena primeiro levar uma lição da vida, como a de Genário e Inácio durante 60 anos perdido, para se perceber que não adiantava nada na vida do que o amor ao próximo.
    Às vezes, por exemplo, deixamos de lado família e amigos para irmos atrás de bens materiais. E só vamos dar valor a essas pessoas quando a os perdemos, mas mesmo lendo histórias como essa nunca aprendemos, só quando passamos por situações parecidas. E nada melhor do que ter uma pessoa, como André, para mostrar os verdadeiros valores da vida…

    Érica Menezes, 2º ano do Ensino Médio – Matutino.

  33. “Onde está o teu tesouro…”, é uma linda história, que fez com que despertasse em mim todos os sentimentos que estavam escondidos, ou que pelo menos eu tentava esconder, por muitas vezes ser uma pessoa “fechada” para todos. Pois um ser humano sem amizades é um ser incompleto. Todos precisam de alguém para chorar, desabafar, compartilhar e ouvir segredos, apoiar nas decisões, e também aconselhar quando este estiver errado. Porque amigo verdadeiro é aquele que se desapega dos bens materiais, deixa o orgulho de lado, dando e aceitando o perdão.
    Mas onde está o meu tesouro? Onde está o teu tesouro?
    Nenhuma dessas perguntas pode ser respondida por aqueles que são apegados aos bens materiais, para os orgulhosos, avarentos, invejosos, falsos, enfim, para quem possui sentimentos ruins, que assolam a humanidade, e a torna cada vez mais cega. Não podemos nos colocar acima de tudo e de todos, pois o que existe acima de nós é Deus, nos trazendo todos os sentimentos bons, e que nos dará a paz eterna, no entanto aquele que está abaixo, só quer que cometamos o pecado, que tenhamos sentimentos horrorosos, que nos levaram a amargura, solidão, e a queimar no fogo do inferno. E o que está entre o céu e o inferno?
    Estamos nós, para sermos testados, e serão justamente nossas virtudes que irão pesar na balança, decidindo assim, a sentença final. Somos peças de um tabuleiro, porém quem decidi se perderemos ou ganhamos no jogo da vida, somos nós mesmos, com as nossas atitudes, posturas, e o modo que usamos nossa razão. Podemos escolher qual caminho seguir, e mesmo que sigamos o errado o perdão pode nos salvar.
    Portanto, podem somente responder a estas perguntas, os que valorizam tudo o que nos foi dado, que são solidários, que prezam por suas amizades, e não dão aos bens materiais tanta importância, porque o ser humano vale mais do que um simples objeto, os que perdoam e são humildes ao pedir perdão. Assim o tesouro está no coração, mesmo que ele esteja bem enterrado, ele nunca deixará de estar lá, é só da uma oportunidade a si mesmo.

    Jamylle Catarina Passos Carregosa, 2º ano do Ensino Médio – Matutino.

  34. MUITO IMPRESSIONANTE!
    Será que realmente damos importâncias as nossas amizades?Ou deixamos que elas passassem despercebidas, pelo fato de orgulho ou apego a bens materiais?
    O verdadeiro valor da amizade estar no afeto,compreensão,simplicidade e independente de qualquer coisa a lealdade.Apesar do orgulho as vezes tomar conta de nossas cabeças e levarmos a cometer um erro,entretanto a força da amizade constrói o perdão ,porém quem é o ser humano que nunca cometeu erros?!Os bens matérias não nos trazem felicidade nenhuma, apenas o orgulho de saber: possuímos algo melhor que o outro talvez não possa ter. É A REALIDADE do mundo atual!
    Afinal as amizades são RARAS, o que podemos perceber entretanto hoje são falsidades,egoísmo e muito mesmo orgulho!

    Isabela 1º ano ( Vespertino)

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