Um filme brilhante

Mente Brilhante

Por Vinícius Pereira Reis Barbosa

Assim como toda via de entretenimento, um filme é marcado por esse despertar de emoções, esse convite à degustação de uma bela história e conseguintemente de uma obra de arte. Por essa razão, valorizo muito um filme que num todo vá me deixar “empolgado”, empolgado por descobrir outras formas de apreciarmos o mundo em que nós vivemos, as pessoas que nos são caras, as que não são e até mesmo os nossos próprios sentimentos, afinal à medida que conhecemos outras pessoas, personagens, heróis e bandidos, nós mesmos nos conhecemos melhor.

Seguramente eu posso dizer que em muitos filmes eu encontro o que procuro, respeitando a idéia original do roteirista e sempre prestando atenção na qualidade do elenco, acerca de termos condizentes com a personificação do personagem da história no ator escolhido nas mais adversas cenas: as emocionantes, comoventes, frenéticas, engraçadas, amedrontadoras, etc.

Por isso, dentre os tantos filmes que eu tinha em mente, escolhi este que, acompanhado é claro de um ótimo elenco (“equipado” com Russell Crowe, Ed Harris, Jennifer Connelly e Paul Bettany, os quais para mim são ótimos atores. Russel Crowe, por exemplo, está impecável exercendo um papel diferenciado), conseguiu me tocar e até mesmo me comover com a sua idéia, história e incrível sutileza e simplicidade.

Em suma, Uma mente brilhante (A Beautiful Mind, Ron Howard), conta a história de um estudante chamado John Nash, que por causa da sua “inconsistência” com a sociedade não consegue se relacionar com as pessoas comuns à sua rotina, o que dificulta e muito a sua vida na faculdade e também na elaboração das suas idéias. À medida que os anos da sua vida se passavam ele ia procurando resolver tanto os problemas envolvidos pelo seu conhecimento assaz avançado de matemática, quanto os problemas condizentes com a sua vida social.

Em meio a essa trama descobrem que durante a sua juventude, John foi acometido de esquizofrenia e junto a isso o enredo nos mostra o quanto que ele se “iludiu” durante boa parte da sua vida profissional. A partir desse ponto o filme esbanja a sua melhor qualidade, que é quando o nosso John começa a encarar as dificuldades do seu tratamento que agora tomam proporções muito maiores, sua carreira, seus estudos e sua vida familiar.

Mente Brilhante

Num todo, o filme se mostra como uma verdadeira história de superação pelo fato de Nash não resignar a sua capacidade intelectual sujeitando esta a sua enfermidade, junto a isso a conseqüente convivência eterna com as pessoas que são frutos recorrentes da sua peculiar imaginação, superando as barreiras do estresse e da loucura na sua vida e família. Aliado a esta idéia o filme também possui um caráter de romance com um toque dramático que é demonstrado brilhantemente na vida deste homem, mostrando também ao espectador o nível que pode alcançar o amor na vida de um casal, completamente desinteressado e puro, quando o mesmo é colocado à prova.

Além disso, nas cenas decorrentes, temos o valor de uma verdadeira amizade também desprovida de interesses, de uma mão que ajuda, de uma comunidade que acolhe, por fim, da demonstração da tamanha importância e significado que passam a existir na vida desse matemático com o apoio daquelas pessoas que ele menos imaginaria serem suas amigas, e esse também é um ponto muito interessante, pois nos mostra que por mais diferentes que sejamos, nós não vivemos isolados do mundo, e isso vale tanto para o “mundo” quanto para nós. E que com o nosso esforço pessoal poderemos ser pessoas realmente felizes, notáveis e reconhecidas na sociedade.

Mente Brilhante

Para concluir, este filme é para quem gosta de se emocionar, para quem gosta de viver novas possibilidades, e indico para aqueles que, é claro, admiram a matemática, assim como aquelas pessoas que ainda não conseguiram se encontrar no meio em que vivem, por achar que todos são iguais e diferentes deles mesmos.

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8 Respostas para “Um filme brilhante

  1. Antes de qualquer coisa, parabéns pelo texto Vinicius! Preciso aqui ser sincero, como foi Eduardo com o texto de Deborah: primeiramente, não gostei muito do filme; é bom, mas, para mim, não passa disso. Segundo, de todos os seus textos (tirando o conto, claro) esse foi o de melhor degustação; os outros, na minha humilde opinião, não me foram agradáveis; parecia que, assim que eu acabava de lê-los, um gosto rançoso surgia na boca; aqui não: a linguagem é agradável, os comentários claros e as frases muito bem organizadas. Parabéns mesmo Vinicius.

    Espero que aceite esse comentário, porque pode ter certeza: veio do fundo do meu cora…. kkkkkkkkk

  2. Assisti ao Filme. Realmente é muito interessante quando vemos notícias, filmes, livros, resenhas, textos, pinturas, esboços, etc. qualquer coisa que informe, lembre ou prove a genialidade de alguém. Apesar de não ser fã apaixonado de música clássica, ao ouvir sinfonias e composições de Bach, Mozart ou Bethoveen qualquer um fica impressionado com tamanha grandiosidade da criatividade, complexidade, e grandeza destes gênios. A mesma coisa com os filmes, sejam estes que contem histórias de personalidades, ou aqueles que o atrativo maior seja o diretor, o ator, ou até o maquiador.

    Apesar de ter gostado do filme, para mim o filme não passou de um filme acima da média. O personagem é interessante, a esquizofrenia foi mostrada de uma forma muito peculiar, o fato de falar do personagem ser matemático já me toca de uma forma mais pessoal, mas não passou disso. Gosto pessoal apenas, assim como expliquei no texto de Déborah.

    Quanto a escrita, Rei falou muito bem. Nunca me tomo com referência para ninguém, e não que estou fazendo isso aqui. Mas seu texto está muito mais claro. Não há frases ambíguas, nem com sentidos mau-explicados. E antes que alguém diga que estou falando isso por ter achado seu texto parecido com o estilo simples buscado por mim e meus irmãos (a máfia… rsrs) Devo dizer que não lembra nem de longe. Seu estilo de escrever está muito claro ainda, no primeiro parágrafo já se percebe que o texto é seu. o que se apresentou nesse novo artigo foi uma evolução natural que todos estamos sofrendo ( seria esta a palavra correta?).

    Bem desculpe se meus últimos comentários foram amargos ( no seu texto e no de Déborah), lembrarei mais uma vez que falei do filme e não do seu texto.

    Muito Bom o texto, Parabéns.

  3. Bem, se eu dissesse que gosto de filmes emotivos, sem dúvida não seria nenhuma surpresa. E principalmente quando está incluso um amor puro. Num mundo mesquinho e imundo em que vivemos é tão difícil ouvir essa palavra tão bela: pureza. Mais difícil ainda é presenciá-la. Visto que só o que vem de Deus é puro, não é difícil deduzir o porquê da falta da pureza.

    Ninguém quer o que vem de Deus que é tão difícil, mas preferem o fácil que vem do mundo.
    E apesar desse cenário nada promissor, rezo para que Deus me ajude para que eu mantenha sempre a pureza em meus relacionamentos, acredito que a felicidade verdadeira só é possível dessa forma.

    Parabéns pelo texto, não assisti esse filme, mas a forma como o descreveu, sem dúvida despertou minha curiosidade. 😉

  4. Desculpem a demora para comentar. Estava sem internet até poucos minutos atrás. Assisti boa parte do filme e vi que as atuações são boas e se trata de uma bela história. Na minha opinião (lembrem que se trata de uma opinião pessoal) a história não justificaria um filme, ou o filme não fez jus à história. Sim, era um gênio; sim, era esquizofrênico. Vendo o filme, quase todo o tempo eu esquecia que ele era um gênio. O que ele fez, afinal? Só no final é que alguém fala para ele que suas pesquisas estavam causando impacto no mercado financeiro mundial e mais em outras diversas áreas.

    A impressão que dá é que todos que assistem ao filme já conhecem, de antemão, a história do matemático John Nash, faltando apenas descobrir que esse gênio também era esquizofrênico.
    O problema é que, pelo menos no Brasil, não sabemos sequer quem era John Nash, quanto mais se ele era um gênio ou ainda esquizofrênico.

    Um filme do gênero do qual gostei foi Gênio Indomável. Claro, não se baseou em fatos reais e lida mais com a descoberta da maturidade, mas para mim, o filme soube dosar a genialidade do personagem e os seus conflitos. Assistindo a “Uma Mente Brilhante”, só se vê conflitos e esquizofrenia. O filme não se preocupou em demonstrar como, mesmo na esquizofrenia, seus estudos foram progredindo, e seus resultados foram aparecendo.

    Fora isso, concordo com Déborah que o que mais chama a atenção na história é a fidelidade e o amor da esposa. Eu imaginei, no começo do filme, que ela seria uma conquistadora, e que o abandonaria no final. Ela, indo contra a maré do mundo, que escolhe as soluções mais fáceis, encara essa árdua batalha com seu esposo e, ao final, puderam usufruir de uma bela e justa vitória.

    Parabéns pelo texto, Vinícius. Espero pelo seu “pecado”.

  5. Parabéns Vinícius!
    É realmente notório como nesse texto sua escrita foi mais suave. Tanto que quando acabei de ler pensei: “já?” hushush
    Não assisti ao filme, mas parece ser muito bom já por se tratar de um gênio da matemática. Por falar em genialidade, acho que foi a Veja da semana passada, ou retrasada, que trouxe uma matéria falando sobre o cérebro de Einstein. Muito interessante. Alguns especialistas em neurologia estudaram cada parte do cérebro dele e fizeram comparações com pessoas normais, e era absurda a diferença de determinadas áreas do cérebro de Einstein para de uma pessoa normal. Ele só tinha uma deficiência muito grande que era com as letras. Chegou até a reprovar em alemão, se eu não me engano. Queria saber porque que a maioria dos gênios tem tamanha facilidade com cálculo quanto tem dificuldade com a expressão. Normalmente são anti-sociais, excluídos, são os “nerds”.
    Parace ser muito bonita também a história de amor de Nash com sua esposa. É difícil lidar com a loucura, principalmente partindo de uma pessoa amada, é triste.
    Pretendo assistir a todos esses filmes que ainda não vi.

    Parabéns de novo Vinícius! Belo texto

  6. O maior problema no texto de Vinicius foi na questão “fotos”… CRIATURA, CADÊ AS FOTOS DE JENNIFER CONNELLY?! Pelo amor de Deus Vinicus!!! Que chance você perdeu. Essa mulhaer é linda demais!!!

  7. Quando soube que você ia falar desse filme, tive a oportunidade de assisti-lo. As cenas que mais me chamaram a atenção é realmente a dificuldade na família, como você mesmo falou: “mostrando também ao espectador o nível que pode alcançar o amor na vida de um casal, completamente desinteressado e puro, quando o mesmo é colocado à prova”. Achei fantástico. É através de um filme como esse que é passado uma dimensão de como é realmente o verdadeiro amor de um casal, em que muitas pessoas acham que o verdadeiro amor é quando o casal não enfrenta dificuldades. Eles enfrentaram muitas barreiras, principalmente a esposa por saber que estava até correndo uma serie de riscos, mas ela mesma diz que nunca iria abandoná-lo, iriam enfrentar as dificuldades juntos.
    Parabéns Vinicius!!!!

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