Do voto às nádegas

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Dedico este texto às “popozudas” e “piriguetes”.

Pretendo com esse texto colocar minha postura diante de algo que, para mim, marcou a história da mulher na metade do século XX: a “inércia” feminina frente à construção e transformação da sua imagem em objeto “recreativo” e representativo de sexo e sensualidade. Pode parecer exagero, mas percebo, por parte das mulheres, certa “inocência” e conformidade frente a isto; principalmente, e com maior força, no nosso Brasil.

Na Terra de Santa Cruz, onde não há pecado ao sul do Equador, nossas “Marias” absorveram e interpretaram, da pior maneira, o ideal de liberdade e igualdade frente aos gêneros. Essas pobres criaturas, como dizia Schopenhauer (1788-1860), de “cabelos longos e inteligência curta”, acreditam estar exercendo sua liberdade reprimida e de direito, mostrando seus vultosos corpos esculturais sem nenhum pudor e receio. Enquanto isso os homens, de camarote, deliciam-se e “gozam”, ao tempo que gritam:

“Só as cachorras; As preparadas; As popozudas; O baile todo; Vem prá cá; Que eu sou tigrão; Vou te dar muita pressão; Quando vejo um popozão; Rebolando no salão; Não consigo respirar; Fico louco prá pegar; Melhor tu se preparar; Vai a onde tu fugir; Que o tigrão vai te engolir; Se tu corre por aqui; Eu te pego logo ali… (o verso é repetido 44 vezes)

A imagem de fragilidade e servilismo sempre esteve ligada à mulher na História. Marcada pela violência e repressão cultural, cada período histórico contribuiu para fomentar essa imagem – tão criticada nos dias de hoje. De instituições religiosas a pensadores solitários, muitos foram aqueles que se posicionaram frente à figura feminina. Aristóteles (384-322 a.c), certa vez afirmou: “a fêmea é fêmea em virtude de certas faltas de qualidade”; enquanto que para Platão (428-347 a.c), “os homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem”. O medievo São Tomas de Aquino (1225-1274), doutor da Igreja Católica Apostólica Romana, resume, em poucas linhas, a participação político-social da mulher, dizendo: “um ser acidental e falho, e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força e dignidade”. Já na modernidade, apesar dos seus avanços culturais, sociais e econômicos, Nietzsche (1844-1900) afirmou: “o homem deve ser educado para a guerra a mulher para a recreação do guerreiro”. Apesar deste posicionamento, foi nesse mesmo período que o papel feminino começou a mudar.

Até o início do século XX, cabia inquestionavelmente à mulher ocupações relacionadas, direta ou indiretamente, à maternidade, o que implicava o estafante trabalho de cuidar da casa. Ao homem, cabia prover a alimentação da família com seu trabalho, e ir todo o ano à guerra, na qual perdia a vida, ou da qual retornava mutilado. Com o advento da revolução industrialização esses personagens sociais foram sendo, gradativamente, modificados e reinventados: a mulher agora trabalhava nas fábricas, e não somente com os pratos. O cotidiano agora ganhava níveis complexos; fazendo com que as mulheres precisassem escolher entre a vida pessoal ou industrial.

Nesse instante você pode estar se perguntando: sim, e quanto ao Brasil?

Do colonialismo à república, a participação feminina restringia-se ao ambiente familiar e doméstico; a assistência moral e familiar; ao gozo masculino e manutenção da sua linhagem. Esta repressão consolidava-se na subserviência com a qual tinham de tratar os homens, sob a alegação que estes lhe provinham o sustento; a mulher, por sua vez, completava seu papel entre as quatro paredes.

Apesar dessa sociedade de caráter colonial, do catolicismo como religião oficial, onde persistia um sólido Status Quo; alimentada pelo ócio, a boemia, a imoralidade, e a crueldade masculina sobre a mulher, não foi possível impedir que mudanças surgissem – embora a duras penas. Nessa conjuntura se realizou, em 1922, a Semana de Arte Moderna, que tinha como objetivo a mobilização da opinião pública e o incentivo do progresso no campo cultural, em favor de uma mudança nos hábitos e valores sociais. A Semana serviu, dentre outras coisas, para maior projeção da figura feminina – mesmo que algumas já contassem com o respeito do público, como era o caso de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, sem que, no entanto, fosse reivindicado objetivamente um novo status político para a mulher.

Foi em de 1930 – considerados por muitos estudiosos como o verdadeiro início da revolução industrial – que o papel da mulher começou a ser remodelado drasticamente. Após adquirir uma maior participação no panorama econômico, a mulher agora questionava sua atuação nas decisões políticas. Esta punha em dúvida a supremacia masculina em relação ao mando administrativo da nação; assim, não bastava apenas trabalhar nas fábricas, elas queriam escolher seus líderes: Homem ou Mulher.

Nesse período surgiu o movimento sufragista feminino (pelo direito ao voto), tendo como precursora Leolinda de Figueiredo Daltro. Suas manifestações tiveram resultado no governo de Getúlio Vargas, quando todas as restrições às mulheres foram suprimidas, através do Decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, no qual foi instituído o Código Eleitoral Brasileiro; assim, o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, tinha direito ao voto. Tudo, ou quase tudo, estava consumado: do econômico ao político; do social ao cultural. A mulher adentrava com todas as forças nas esferas representativas da sociedade.

As manifestações feministas prosseguiram com energia ao longo de todo o restante do século XX. Nesse período o movimento de caráter social e cultural, de espírito mais libertário e literário, de cultura underground, contra valores tradicionais cristãos, familiares; contra o “sistema”, a guerra, e a favor da paz e do sexo, marcou a vida de inúmeras pessoas. O Maio de 68 surgiu como símbolo maior dessa luta contra a persistência autoritária machista. Tempos em que o singular deu lugar ao plural; quando não se cogitava uma revolução, mas revoluções. Palavra esta que enchia o coração e as mentes de milhões de jovens pelo mundo afora. Dentre tantas manifestações, nenhuma (não para mim) ocasionou tamanha transformação – física, imagética e psicológica – quanto a revolução sexual.  Apresentada para o jovem – para nós em especial, a jovem brasileira, que engole e transforma em “cotidiano” tudo que vem do Norte – em formas coloridas e disformes, sonoras e gasosas; iludida por propagandas que alimentavam a liberdade (ou seria libertinagem?); a revolução sexual questionava valores e obrigações – antes sustentáculos da família.

No entanto vale ressaltar, mais do que um movimento de “libertinação”, essa revolução almejava a igualdade de direito entre os gêneros em todos os níveis da sociedade. Na busca por seu lugar no mundo, a mulher queria deixar de ser considerada um simples “objeto de cama e mesa”, para ser tratada com igualdade.

Apesar dos claros avanços e maior participação nas esferas políticas, percebo que, após tantos séculos de luta, a mulher entregou-se facilmente àquilo tão almejado pelo homem: economizar com os bordéis, já que estes ganharam as ruas. Mesmo que não seja deliberadamente, as pobres criaturas entregam-se aos homens acreditando estar exercendo seu direito de ir e vir – ou sentar.

Como foi apresentada no início do texto, a figura feminina foi considerada, em vários períodos históricos, instrumento pecaminoso e por isso deveria ser coberto, para não incitar o desejo carnal no homem. A respeito disto salientava Michel de Montaigne (1533-1592), quando dizia: “proibir algo é despertar o desejo”. No passado o nu era coberto, no presente o nu é exposto. Não tenho dúvida que hoje os homens gozam em tempos constantes por apreciar, em revistas e músicas, programas à la Big Brother ou de auditórios, mulheres apresentando seus saborosos corpos, e rabos ao léu.

A pouca vergonha está estampada em todos os lugares e horários. Lembro do tempo (que homem velho) onde era necessário ficar à espera da madrugada para se ter contato com tamanha nudez. Hoje? Faça o teste e você verá como o nu feminino foi “coisificado”, e consecutivamente transformado em mercadoria. E o pior, elas gostam e dançam conforme a música masculina, acreditando piamente estarem exercendo ali sua liberdade reprimida. Pura especulação (ou brincadeira), mas imagino que isso teve maior força no Brasil por este ser um país subdesenvolvido e tropical. Aqui os mercados informais são comuns, ganhando as ruas e feiras. Para ilustrar isto lembro como se fosse ontem, ao folhear um jornal, e em meio a notícias de roubos, assaltos, estupros, esquartejamentos e violência policial, uma que faria enfurecer – se essas do “além” ou do “aquém” pudessem ler – as feministas das passeatas e barricadas de 68: “Mulher Moranguinho vai ficar peladinha”. Título de capa. Já na última página, outra notícia para reforçar a idéia de que a mulher não passa de fruta para alimentar os famintos e felizes homens: “A Mulher Melão será um dos destaques da Parada Gay”. Não posso esquecer que dias antes era a vez da “Mulher Melancia” que mereceu um número especial da Playboy. Assim anda a revolução sexual de 1968.

Não haverá desenvolvimento político, social e econômico com justiça, se não houver igualdade de oportunidades para homens e mulheres. Isso é fato. Tantas “Marias”, que lutaram para vencer as diferenças, hoje lutam, apenas, pelo discurso da “igualdade dos pelados”. Parece exagero, mas vejo como maior avanço da mulher no fim do século XX, após o direito ao voto e trabalhar ao lado de homens poderoso, apresentar, feliz e saltitante, suas formosas nádegas e volumosos seio siliconados, ao som das músicas carnavalescas e “pancadões”.

Se tudo isso que apresentei fosse mentira nosso país não seria conhecido apenas pelo futebol, carnaval e prostituição. Nossos governantes sorriem ao saber que nossa identidade nacional está resumida a esses três pilares.

Exemplos não faltam na história de preconceitos contra o gênero feminino; alguns continuam a resistir ao tempo e precisam ser eliminados do seio da sociedade. Embora ainda fique me perguntando se alguns destes preconceitos não sejam aceitos tranquilamente, e sem nenhuma revolta, por algumas mulheres. Simplificar a mulher pelo corpo é um destas persistências, e para mim o que melhor lustra isto são as músicas, que cada vez mais trazem em suas letras “piriguetes”, “safadonas”, “cachorronas”; mulheres frutas, que se apresentam em toda forma e tamanho, da mulher-melancia à maça. Rótulos, que em seguida cristalizam-se em epítetos, acabam fazendo sucesso entre o público masculino, e que como eu, termina por resumir e encurtar as pobres mulheres, do seio à genitália; tendo o cérebro como um pontinho solitário no vácuo.

Brincadeirinha!!!

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13 Respostas para “Do voto às nádegas

  1. Acho que homens e mulheres evoluíram de modos diferentes porque tinha de ser assim. Os homens caçavam, as mulheres ficavam com o grupo. Os homens protegiam, as mulheres cuidavam. Como resultado, seus corpos e cérebros tomaram rumos diversos no processo de evolução e se transformaram para se adaptarem melhor às suas funções específicas. Os homens se tornaram mais altos e mais fortes que a maioria das mulheres, e seus cérebros se desenvolveram para cumprir as tarefas que lhes cabiam. As mulheres ficavam satisfeitas de ver seus homens saírem para trabalhar enquanto elas mantinham o fogo aceso na caverna. Seus cérebros, então, evoluíram para atender às funções que precisavam desempenhar, Mas não se justifica tamanha barbarie em relação aos direitos oprimidos da mulher.

    muito bem Reinaldo, texto de grandes informações e contraste.

    Randolfo F.S

  2. Pode até ser que seja isso Randolfo, mas desde muito antes a mulher já era menosprezada e subestimada. Qual o marido que não traía sua esposa na época das “mulheres de atenas” e até hoje? Com a revolução sexual a mulher queria mais expressão. Umas achavam que conseguiriam tal expressão expondo seus corpos, outras desempenhado serviços de homens sem deixar a desejar. Não concordo com a primeira forma de se expressar e que com o tempo foi muito distorcida, transformando-se nos pancadões dos quais você falou. Mas o fato é que assim como tem homens exercendo função de cozinheiro ou cabeleleiro melhor que muitas mulheres (e nós reconhecemos isso), existem muitas mulheres fazendo melhor as funções dos homens e estes, por um machismo ridículo e ancestral, não reconhecem o trabalho da mulher. O que nos irrita, e é sempre o ponto de partida para discussões grandiloquentes, é exatamente essa falta de reconhecimento. Por que vocês homens são melhores que nós? Por que não temos a mesma capacidade que vocês? A força física, talvez seja a única diferença, mas é melhor deixar isso com Chuck Norris ou Vandame.
    Toda vez que se começa uma discussão sobre a vulgarização da mulher, vocês dizem: “Ah, mas é muito mais feio uma mulher “dada às pessoas” do que um homem”. Realmente. Mas até onde sei isso é feio para os dois sexos! Não é porque é mulher ou homem que pode fazer essas barbaridades que andam fazendo. A mídia ajuda (ou atrapalha) bastante nesse processo. O que aparece na televisão todos imitam. E o que aparece? Homens bombados e mulheres “popozudas” se mostrando.
    Quando comentarem mais eu volto para o debate hsuhasuh
    Muito bom texto Reinaldo. Impecável. Mas não concordo com muitas coisas – óbvio hsauhsa
    xD

  3. Minha opinião claro é muito parecida com a de Reinaldo Filho. O equívoco maior das mulheres, quanto a esse assunto, é a falta de entendimento (novidade… rsrs, é brincadeira!); o fato é que quando falamos “As mulheres são assim…” não estamos dizendo “vocês são assim…”, ou “todas as mulheres são assim…”, estamos falando em um sentido global, geral. Da mesma forma que pode se dizer que os jovens (homens, rapazes) hoje em dia não tem cérebro, e só pensam em festas e academia, não estamos incluídos neste grupo, ou seja, não são todos, são a maioria.

    Estando isso esclarecido, e espero que ninguém venha dizer que o que falei acima é mentira, pois estou sendo o mais justo possível, continuemos o assunto que Randolfo e Renata discutiam. Não podemos falar no sentido de que as mulheres eram oprimidas a até alguns anos atrás por que queriam, seria injusto. Em todas as culturas, desde indígenas, bárbaras, cristãs, ou atéias, homens e mulheres tinham o seu papel. Mas é claro que o da mulher sempre foi secundário, e até terciário, quando sobrepujado pela força física do homem. Esse tipo de relação sobreviveu a até alguns anos, afinal faz pouco tempo que as mulheres realmente buscaram sua plena igualdade com os homens.

    Como Reinaldo Filho mesmo disse, algumas mulheres mais desprovidas de cérebro, ou intelecto se preferirem, no tempo da revolução sexual serviam seus corpos e sua nudez para provar sua liberdade quanto ao sistema, o que, na verdade, apenas mudava seu papel na servidão ao mundo masculino. Antes elas serviam aos homens se forma escondida, hoje elas servem às claras, na televisão, na rua ou nas revistas. Elas acham que são livres, mas ainda servem aos homens. A revolução serviu sim para aquelas mulheres que, seguindo os passos das grandes idealizadoras da liberdade, fraternidade, e igualdade, hoje estão se mostrando grandes profissionais em ramos diversos, desde carreiras que sempre forma tipicamente femininas (não me crucifiquem por isso) como cozinha, cabelos, unhas, e faxina, a cientistas, médicas, engenheiras, contadoras, motoristas, professoras, atrizes, etc.

    A questão exposta aqui não é o como todas as mulheres são incapazes, mas como, mesmo com todos estes direitos conquistados depois de tantos séculos de opressão, algumas ainda não perceberam que estão longe de ser livres, sendo apenas fantoches de alguns homens.

    PS: Também não entendo o porquê de vocês mulheres se importarem quando dizemos que as mulheres são burras. Por quê você sempre tentam defender estes grandes ícones do mundo feminino (mulheres-fruta, mulheres do than, mulheres do BBB, etc.). Será que elas representam vocês tão bem para o mundo? Rsrsrs… Mais uma piadinha… Não fiquem estressadas!

    😀

  4. Reinaldo, primeiramente parabéns, o seu texto para mim está muito bem bolado – fora alguns erros de revisão e vícios de linguagem – e, francamente, estou impressionado com esse potecial discurssivo que este seu tema ofereceu, tomara que nos proximos texto nós tenhamos outras oportunidades de expor tão dinamicamente as nossas opiniões.

    Primeiramente, devemos expor com cuidado as nossas opiniões a respeito de determinados assuntos buscando sempre não generalizar a ideia, muito pelo contrário, absorvê-la com temperança e humildade buscando um fundo moral para a nossa realidade de vida.

    Com relação a este tema em especial, defendo que o que os brasileiros realmente nada tem a declarar a respeito, visto que estes tipos de consequências expostas no texto não apareceram da noite para o dia, nem tampouco foram provindas de ideias vindas de uma ou duas mulheres ou homens. Portanto, não acredito apenas em mulheres que lutaram por uma posição mais privilegiada na sociedade resumirem o que ela entendem por respeito e diversão coisas tão baixas e inadequadas, mas, acredito também em homens que vivem a sua vida de maneira irresponsável e descomprimissada frente ao seu próprio orgulho e auto-respeito, ou seja, assim como eu vejo uma mulher se requebrando ao som de uma música de pagode ou de funk, eu vejo também homens que regem estas mesmas músicas. Portanto, para mim, a banalização de um estilo musical ou cultural não passa de apenas um mal exemplo que não deve ser seguido a titulo de formação religiosa e ética, entretanto quando este é colocado como argumento para uma discurssão política esta pode potencialmente tomar uma dimensão que aos poucos irá marginalizar o próprio objeto de discurssão: a mulher.

    Se fomos parar para pensar, assim como nós homens criticamos as mulheres por suas atitudes naturalmente submissas e levemente sedentas de atenções masculinas, quando que executadas de maneira desrespeitosa, estas podem muito bem, e com direito, achar que os homens modernos estão não só mais preguiçosos em relação a antigamente mas como mais promiscuos, e que estes, em sua grande maioria, apreciam estas atitudes pecaminosas, gerando um ciclo vicioso. E isto, meus amigos, é fruto da tão sonhada liberdade de expressão.

    Por tanto, para mim, mal exemplo de uns e outros e grandes revoluções são algo que devem ser comparados cuidadosamente, sem fazer menção a um ou outro estilo musical tomando como referência uma boa educação ou bons valores, pois isso é algo muito variável nos dias de hoje. Caso contrário, estaremos de maneira injusta fazendo com que o mal exemplo de uns e outros – homens ou mulheres – influenciem na assimilação de uma grande e planejada ideia revolucionária.

    No mais, parabéns mais uma vez pelo seu texto Reinaldo.
    (quero ver quem é que vai ler isso tudo :))

  5. Texto polêmico, não é, Reinaldo?

    Devo dizer que concordo com você. Basta olhar ao redor. Déborah conhece bem de perto uma experiência pela qual passei sobre umas fotos no orkut e uma coroinha. Nem vou comentar aqui, mas demonstra o vácuo cerebral que está presente nas cabeças em geral. Nas mulheres, todavia, parece que há uma só diretriz: seja vulgar, o máximo possível, de forma a chamar a atenção dos outros. Só assim é possível ser feliz!
    Um exemplo emblemático disso é o caso da estudante da Uniban. Acho toda aquela história absurda. Primeiro, os estudantes totalmente preconceituosos: fazerem todo aquele alarde porque uma estudante foi vestida de garota de vida fácil para a Universidade. Tantas e tantas pessoas fazem isso por aí! Realmente discordo totalmente dos alunos. Apesar de não ser adepto do estilo de roupa da estudante, ele não estava tão agressivamente vulgar quanto supunha o comportamento dos alunos. Em seguida, o comportamento ainda mais preconceituoso da Universidade, que, ao invés de procurar punir os alunos que causaram aquele constrangimento à garota, expulsou-a, como se ela fosse a criminosa.
    O caso ganhou repercussão nacional, todos sabem, e, quando se esperava uma atitude digna da aluna, cujo nome não me atreverei a citar, eis que ela explora, sem limites, sua imagem: tira fotos com o famoso vestido, vai ao “cabeleireiro das famosas”, contrata um empresário (!), coloca silicone nas sombrancelhas (ou em outro lugar, não lembro), faz lipoaspiração, espalha-se o boato de que ela estava de namoro com o nobre e respeitável apresentador do “Geral do Brasil”, recebe propostas para fazer filme pornográfico…
    Percebe-se que, para ela, toda a situação ocorrida foi um grande lance de sorte. Se, para uma pessoa com o mínimo de dignidade, aquela exposição ocorrida na Uniban seria motivo de vergonha e de revolta, para ela foi um trampolim para mostrar ainda mais.

    E é isso que nosso povo está se tornando: um bando de oportunistas. Outro exemplo bem recente é o da famosa “dançarina do enfiado”, e houve até quem a defendesse… Imaginem os seus filhos vendo na televisão que a sua professora se comporta daquele jeito…

    É para refletir mesmo. E seu texto, mais do que polemizar, provoca reflexão.

    Parabéns, Reinaldo.

    Bela escolha.

  6. Pois é….

    O que muita gente não entende é que, ao menos eu, também reconheço que a maioria dos homens se assemelham hoje aos australopitecos. Lembro do episódio que ao sentar em um banco no shopping com Renata, passaram vários grupos de rapazes. Sempre andando de 4 em 4, ou 5 em 5, os meninos usavam as mesmas roupas, a mesma corrente, o mesmo tênis e boné, só mudavam as cores. A maioria dos jovens (todos temos casos bem próximos), homens, não apresentam um desenvolvimento cerebral totalmente evoluído. Só conseguem pensar em duas coisas ao mesmo tempo, assim escolhem: academia e mulheres tão, ou mais, burras do que eles próprios. Nem mesmo de futebol eles conseguem entender, poi este nunca é escolhido como uma de suas 2 habilidades.

    Mas como Já disseram acima, deve-se entender que no caso das mulheres há uma maior propensão a, como não se pensa em coisas úteis e inteligentes pois esse tipo de raciocínio é difícil de conseguir, utilizar do corpo, e não do cérebro, para resolver seus problemas. Foi assim nos exemplos citados por Leonardo e também nos outros comentários.

    É mais ou menos assim: Os homens ao não se utilizarem do cérebro para coisas úteis tem várias possibilidades de futilidades a seguir. Mas no caso das mulheres seu leque de opções é menor. Academia, para algumas, novelas, que já não dão muito resultado, moda em geral, que já começa a caminhar para o lado “pelado” da vida, e namorar, que é o lado corporal de suas “habilidades”. Assim, com o passar do tempo o lado corporal vem se destacando pois para a moda nem todas tem a criatividade e a sensibilidade necessárias, e no caso das novelas, estas soam repetitivas até para seus cérebros “microcéfalos”.

    A evolução, globalização, ou seja lá como queiram chamar, está destruindo com os valores antes tidos com indispensáveis. Se antes havia vergonha quando uma menina namorava demais, ou falava de sexo, hoje, com a advento da “modernidade” tudo isso é natural, e normal. Claro que, neste caso, os justos não pagam pelos pecadores. Assim como existem gênios masculinos, existem os femininos, e isso em todas as áreas que a humanidade pôde alcançar. Logo, as mulheres não devem argumentar preconceito, pois estamos nos apoiando em casos verídicos e absolutos (rsrs), e claro todos reconhecemos o valor e a capacidade feminina.

    😀

  7. Gostei muito dos comentários, principalmente pelo tamanho destes, demonstrando por parte daqueles que leram – sou muito grato por isso-, atenção e respeito pelo meu trabalho. Apesar de ficar muito satisfeito com os comentários a respeito do tema, gosto mais ainda daqueles que focam o “corpo do texto”: a construção, sentido, coerência… Acho que não preciso falar isso para vocês. Essa preocupação me persegue e me preocupa muito, pois pretendo sempre melhorar, tornando a leitura agradável a todos.

    Sobre o tema.

    Venho pensando em escrever sobre isso faz tempo, pois o tema sempre chamou a minha atenção (ou os olhos). Falar sobre “Mulher” realmente merece um cuidado a mais, porque como disse meu velho irmão Eduardo:
    “As mulheres complicam tudo. Devemos sempre, na medida do possível, explicar titim-por-titim. Elas entendem tudo da maneira mais complicada, parecem que têm mania de perseguição ( essa última parte eu acrescentei um pouquinho.kkkkkkkkk)

    Mas é verdade mesmo. Você diz: como você está bonitinha meu amor? Elas respondem: bonitinha? Isso aí é sinônimo de feia. Se você me amasse diria que eu estou linda…bua,bua,bua,bua. Então vai o “besta” explicar que “bonitinha” traz consigo um sentido meigo, de carinho e intimidade……….
    Outro exemplo: Minha irmã, ela disse que ficou muito irritada assim que terminou de ler meu texto. Disse que teve vontade de rasgar o papel (ela imprimi todos os textos antes de deixar algum comentário no blog). Acho que isso aconteceu porque, assim como ela, alguns não entenderam bem minha mensagem. Minha intenção não foi de forma alguma “resumir e encurtar as pobres mulheres, do seio à genitália”; nada disso. O que quis foi colocar minha opinião sobre a “inércia” ( e isso está muito claro) das mulheres frente a essa “coisificação” de sua imagem; além, é claro, de estas acreditarem estarem exercendo a liberdade reprimida e blá, blá, blá, blá… Nunca quis generalizar a “Mulher”, o que posso até fazer é colocar na mesma cesta as “frutas”; mas as Mulheres não.

    Não existe diferença entre homem e mulher. É fato. Mas o que temo, é que “elas” querem, e estão fazendo, as mesmas coisas horríveis cometidas por “eles”. Exemplo clássico:

    Carnaval-bloco- 1 homem- ficar-50 mulheres= Garanhão.

    Carnaval-bloco-1mulher-ficar-50homens= Galinha.

    Estou errado? Estou aqui dizendo que isso é correto? Não. Mas realmente queria saber se as “Mulheres” sentem inveja desse tipo de atitude. Sentem? Porque caso sintam, me desculpem, imaginava muito mais de vocês.

    Para mim os dois estão errados; mas entendo que mais feio ainda é a Mulher sentir inveja. Querer ser livre…

    O mundo é machista e continuará sendo, podem ter certeza. A mulher, então, deveria demonstrar aí sua superioridade. Mas o que vejo: elas querem entrar no “chiqueiro” que eles se encontram. Isso tudo para demonstrar liberdade e igualdade. Será que vale esse esforço? Não existe maneira mais decente de demonstrar liberdade, ou igualdade? Será realmente isso liberdade ou igualdade? Para os dois gêneros, pergunto.

    Bem, essa foram as minhas considerações finais. Espero resposta por parte de todos.

    Obrigado.

  8. Sempre trago para minha vida os ensinamentos de Jesus, tendo como base a Bíblia Sagrada. Quando Deus fez o homem e a mulher em momento algum ele disse que o homem seria maior ou melhor do que a mulher. Sempre “ele coloca que a mulher deve obedecer a seu marido e homem ame sua esposa” ou então quando ele diz que tirou a mulher da costela é justamente para mostrar que o homem e a mulher tem direitos iguais.Que perfeição a de Deus. Mas quando Deus os fez, eles começaram a distorcer as coisas cada vez mais. A mulher a querer ser o centro, mostrando tudo o que ela tem de melhor, neste caso seu corpo, e ainda disputando com outras mulheres, e o homem para ser um verdadeiro homem teria que “pegar” a mulher mais gostosona da festa. Em conseqüências disto posso citar como exemplo: casamentos que não deram certo, paixões desenfreadas, e muitas doenças se espalhando pelo mundo todo. A única coisa certa de uma pessoa de mentalidade vazia e que só pensa em curtição do próprio corpo, resume sua vida em um único dilema: “È, acho que estou com a pessoa certa, mas se não dê certo é só se separar, vivemos em um país de democracia”. Sempre tivemos direitos iguais, o que acontece é que as pessoas não sabem o que são direitos iguais.

  9. Dessa vez eu realmente me recuso a dar parabéns ao seu texto! Motivo? Por que a cada palavra que lia, me vinha a vontade quase que incontrolável de rasgar a folha!
    Não é que eu discorde da existência dessa apologia ao corpo feminino, mas a forma como vocês MACHISTAS generalizam e transformam em motivo de piada a condição feminina me dá nojo (e raiva, principalmente raiva).
    Não vou discutir isso aqui e agora, apesar de não conseguir me calar em frente a tamanha ofensa, vou deixar que meu texto fale xD. Afinal, filha caçula com 4 irmãos mais velhos e um pai totalmente e absolutamente machista, há muita coisa que está presa na garganta.
    Ah! Só mais uma coisa a esse primeiro comentário aí, acho que o cerébro que não desenvolveu direito foi desse cidadão aí, sinceramente… Ah! leiam meu texto, depois continuamos o debate! =P

  10. Que polêmica!!!!!

    Digamos que Reinaldo não seja muito “sutil” com as palavras (entendo que, em nenhum momento ele teve a intenção de ser sutil; pelo contrário, seu objetivo foi realmente polemizar). Mas daí a Déborah se recusar a parabenizá-lo pelo texto, já são outros quinhentos…

    Entendo o ponto de vista de Déborah, mas é preciso analisar a intenção do texto. Eu concordo plenamente que a figura feminina vem sendo vulgarizada. E não falo somente da grande massa, que dança ao som de “mais embaixo”. A mulher tem lutado pela dignidade e pela igualdade com os homens. O que tem acontecido é que, se tiver que optar entre a igualdade e a dignidade, ela tem escolhido o primeiro. É preferível “pegar” quantos homens puder, falar palavrão, ser vulgar, perder a feminilidade, a manter a dignidade. Hoje não se acredita mais em castidade, em pureza; conversando com uma jovem, outro dia, ela me falou que várias mulheres casadas a aconselharam a não se casar com o seu atual namorado, porque ele havia sido o seu primeiro parceiro sexual. “Você pode até casar com ele mais tarde”, elas disseram, “mas antes, termine o namoro por um tempo e saia com o maior número possível de homens, para não ficar num só”. Isso é conselho que se dê? Só porque os homens fazem isso agora as mulheres têm que perder a sua dignidade e fazer também? Um exemplo interessante é uma “pensante”, uma “intelectual” figura feminina, que representa os anseios da oprimida mulher: Fernanda Young. Ela não se faz de objeto sexual, ela pensa… peraí! Ela acabou de figurar na Playboy! E lançou um livro: O PAU! Fala sobre traição e uma mulher que vai cortar o “apêndice do corpo masculino”. Mas ela não está se vendendo, ela não está querendo ganhar dinheiro. Ela está pensando a questão feminina…

    Falar “a mulher” e “o homem” é generalizar, mas, infelizmente, há uma generalização hoje em dia. Vá a um colégio e veja quantas pessoas se comportam decentemente. Meninos e meninas, homens e mulheres, ambos parecem animais no cio, cada um tentando ser mais vulgar que o outro.

    Esse tipo de igualdade para a mulher eu abomino. Se tiver que escolher entre isso e a dignidade, eu – HOMEM – fico com a dignidade.

    Parabéns pelo texto, Reinaldo, provocou muitas discussões e reflexões, e isso é bom.

    • O fato de eu dizer que não daria parabéns ao texto de Rei não foi como forma de protesto ou desrespeito. É só que muitas frases do texto dele, falando de mulheres, generalizando é claro, não me agradaram só isso, então a essas partes do texto, ao conteúdo em si eu num dou parabéns.
      Mas o texto dele está muito, mas muito bem escrito. E a maneira como o tema foi abordado e descrito, foi fascinante. Dá até a impressão que ele escreveu o texto numa ALEGRIA. xD
      Além disso, não acho que foi tão ruim assim esses dois textos “polêmicos”, garanto que despertou a curiosidade e atenção de todos os catalisadores, também visto pelo tamanho dos comentários…
      Mas se foi um erro meu então perdão: Parabéns pelo texto Rei, mas, pessoalmente, não gostei muito do conteúdo.
      Valeu!

  11. Realmente, este é um texto polêmico ao extremo. (“Abre parênteses para rir” – Não é Rei? – hahahaha). Mas, parabenizo pela forma que foi escrito, detalhes históricos, conteúdos verdadeiros. Claro que, de certa forma, também me senti ofendida, tive picos de raiva, mas, passou (hahahaha). Sei que o meu intelectualismo vai muito além das “coisas” banais da nossa atualidade. Entendo o que Déborah sentiu e sente, afinal, ela convive com o machismo, as desigualdades no seu dia a dia. Uma certeza eu tenho, as mulheres inteligentes ultrapassaram e muito a “vidinha” das “infelizes” (Pensamento.) senhoras que viviam somente para seus “maravilhosos” e “incríveis” maridos dos séculos passados. Quanto as mulheres que gostam de se expor, é… “O mundo tá acabando, meu Deus!” (hahahaha). Estas procuram o dinheiro e a uma “certa” fama fácil; só espero que elas saibam que o corpo “cai”, só a inteligência fica, se elas não usam, vão morrer de fome no futuro bem próximo.

    Abraço e Parabéns pelas qualidades textuais.

    Claudia Nívia

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