Uma breve análise do que entendemos por tempo

Por Vinícius Pereira Reis Barbosa

Olá pessoal, antes de tudo, queria me justificar por ter enviado um texto que não condiz com o tema proposto, pois não dispus de oportunidade de poder sentar e imaginar um assunto adequado que me permitisse discorrer de maneira aceitável aos integrantes deste blog. Espero que com o meu outro texto (tema paralelo) não aconteça esse tipo de problema.

Quanto a este texto, o mesmo é simplesmente (mas não tão simples assim, ou mesmo clara por se tratar de um tema abstrato) uma breve análise que eu fiz ao começar o meu estudo da Bíblia. Neste, eu busquei entender as duas definições de tempo que são conhecidas por todos nós: o tempo como uma convenção ou algo que influencia não só o nosso crescimento e desenvolvimento humano, mas também os acontecimentos que se encontram intrínsecos na nossa história e na do nosso mundo; e/ou o tempo como simplesmente algo que não nos influencia diretamente, mas sim, é utilizado por nós como algum tipo de referencia gradual  que nos baseamos ao organizar os fatos atuais e subseqüentes da nossa vida.

Frente a essas definições, busquei também a tentativa de equilibrá-las no contexto da minha análise e ao mesmo tempo da sagrada escritura visando a um entendimento justo – pelo menos a meu ver – no que diz respeito a nossa religião e princípios.

Bom, sem mais delongas, espero que vocês achem interessante.

+ “No princípio…” (Gn 1,1)

No inicio de tudo. Mas antes mesmo de o tempo haver sido criado? Afinal, o tempo é algo mensurável ou apenas uma convenção? Se o tempo for algo mensurável pelo homem (que ainda não fora criado), significa que a partir do versículo em questão pode-se assimilar a existência de uma seqüência de fatos que sucederam a este, o que com o decorrer da narrativa, é o que realmente ocorre. Por outro lado, quando o tempo é tratado como uma convenção, deve-se deixar de lado toda influencia que o mesmo exerce sendo o versículo citado descrito numa ocasião num todo inexistente. Todavia, seria uma hipocrisia e uma autentica falta de temor ao nosso Deus que ontem, hoje e sempre concilia  todas as coisas viventes e imagináveis.

Mas afinal o que essas duas distintas definições têm em comum? Na nossa concepção, o tempo é algo que envolve lapso, decorrência, seqüência, na maioria dos casos inevitável e em ordem crescente.

Em termos de influência, pode-se dizer também que o tempo descreve tanto o passado e presente, como o futuro, abrangendo fatos que ocorrem, ocorreram  e irão ocorrer, servindo de referência ao que ocorre no momento em que analisamos, já que vivemos no presente. Contudo, através da nossa merecida fragilidade humana, não nos foi concedido saber os fatos que ainda irão ocorrer, do contrário, não conseguiríamos  ter confiança na plenitude do ser cristão, na qual o nosso bom Deus, acima de toda a compreensão humana, fez-se carne para que nós, seres ingratos, pudéssemos nos redimir de nossas culpas.

Portanto, torna-se lógico o fato de que o tempo, utilizado como uma convenção que nos permite abranger os fatos da nossa história, pode também ser posto em organização, de forma crescente, a fim de que o ser humano na sua fragilidade, possa compreender os fatos do presente e do passado na sua história. Afinal, o que é possível se contabilizar, quando contabilizado, já fez parte de uma contagem menor do que a atual.

Conclui-se então que um determinado espaço de tempo pode ser aplicado numa ocasião onde nem a compreensão humana nem o tempo existiam, pela vontade de Deus, sob duas condições:

A primeira é que o tempo pode ser mensurado na sua decorrência natural, apenas de forma gradativa e crescente sob um intervalo contábil universalmente assimilável e constante, para que o ser humano não se sinta tentado a compreender o futuro de forma desordenada.

A segunda é a respeito de como aceitamos o tempo como uma convenção. Com certeza essa é uma tese coerente já que também é fruto da imaginação humana. Todavia, para que mesmo assim não haja incoerência neste conteúdo, somos convidados a aceitar que o tempo que nós criamos não é o fator que influencia nos acontecimentos passageiros da nossa vida, assim como em nossas meras mutações orgânicas, mas sim o nosso Deus e a sua incontestável vontade de nos manter na sua luz. Mas uma demonstração do mistério que é a humildade.

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7 Respostas para “Uma breve análise do que entendemos por tempo

  1. Sua capacidade de abstração é interessante, Vinícius. Gostei do texto, mas fiquei com a impressão de que ele foi interrompido bruscamente, como se você tivesse parado bem no meio de alguma ideia e simplesmente encerrasse o texto.
    A reflexão sobre o tempo requer um esforço de nossa parte, pois nossa existência, em relação ao tempo, é completamente irrisória. Como então podemos imaginar que o NOSSO tempo é nosso realmente? Não podemos nos esquivar do fato de que, independentemente das convenções adotadas, dos calendários, das medidas que fazemos para registrar a passagem dos dias, a verdade é que nós passamos: nossa vida, como tudo, segue um ciclo que se encerra – pelo menos na vida terrena – com a morte. Só Deus permanece, com sua Palavra: “um dia para Deus são como mil anos, e mil anos, como um dia”.
    Nunca compreenderemos esse mistério, mas é suficiente que reflitamos sobre a grandeza dessa verdade e entendamos que há Quem seja indiferente ao tempo, que é perene, estável, eterno.

    Bela reflexão você nos trouxe, Vinícius. Só acho que poderia tê-la desenvolvido mais.

  2. O que eu poderia falar sobre o tempo? Pensei eu ao ler seu texto. Não entendi muita coisa, mas gostaria de chamar atenção de uma frase: ”O tempo nos permite abranger os fatos da nossa história, pode também ser posto em organização, de forma crescente, a fim de que o ser humano na sua fragilidade possa compreender os fatos do presente e do passado na sua historia”. As coisas de Deus são tão perfeitas que mesmo ele sabendo que somos frágeis e sujeitos a pecar nos deixou o tempo que é uma coisa às vezes tão insignificante, mas tendo um valor tão grande. O tempo pode ter varias significações para as cada pessoa, mas para mim ele é para que possamos ser curados, ser amado e amar. É somente pelo tempo que podemos tirar a dor profunda de um ente querido, por exemplo, que morreu nos restando somente à saudade. Para concluir só poderia terminar com uma frase que tenho guardado sempre no meu coração: “Não percamos tempo para amar e esta perto das pessoas que tanto amamos, mesmo que leve um tempo para estarem juntas”. Aproveite o tempo que Deus te deu.

  3. Aff minha gente. Esse é um dos meus primeiros textos, portanto esperava apenas uma valorização da ideia original, quanto a este, eu busquei apenas duas formas de se interpretar o tempo na Bíblia e ainda um jeito de unificar o entendimento destas duas formas, temo estar meio incompleto quanto as minhas ideias, mas isso eu reconheço não se preocupem. Obrigado pela siceridade 🙂

    Mas vamo ver se num erra nos comentarios ein gente. Eu pensei que a galera toda já havia comentado. sasasasasasasa

  4. Interessante a idéia, mas, como havia conversado com o Léo, achei que o texto foi cortado bruscamente. Tirando isto, achei ótimo.

    Sobre o tempo…Bem… Não sei muito o que dizer. Para mim não passa de uma convenção. Uma maneira para delimitar e organizar, como também para nos preocupar com o fim inevitável. Sim, o fim. Fim este tão bem apresentado por Cartola na música “o mundo é um moinho”. Que, a título de curiosidade, apresento a letra para vocês:

    Ainda é cedo amor
    Mal começaste a conhecer a vida
    Já anuncias a hora da partida
    Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
    Preste atenção querida
    Embora saiba que estás resolvida
    Em cada esquina cai um pouco a tua vida
    Em pouco tempo não serás mais o que és
    Ouça-me bem amor
    Preste atenção, o mundo é um moinho
    Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
    Vai reduzir as ilusões à pó.
    Preste atenção querida
    De cada amor tu herdarás só o cinismo
    Quando notares estás a beira do abismo
    Abismo que cavaste com teus pés

    A música não trata especificamente do tempo ou da morte, mas de alguém (imagino que seja uma mulher) que possui uma beleza incomparável, e devido a isso, torna-se muito orgulhosa. O “tempo” então, para Cartola, irá podar esse pecado capital, ensinando-lhe que tudo passa. Não tenho dúvida alguma de que o maior inimigo do tempo é a beleza, e seu maior amigo, a sabedoria. O primeiro morre com ele (o tempo), enquanto que o segundo surge apenas quando este é generoso.

    Parabéns Vinicius!!! Texto, um tanto quanto, curioso. Mas ainda espero de você algum texto que gere discussões mais polêmicas; porque, segundo a sua pessoa, este deveria ser a maior função desse blog.

  5. Me desculpe a todos e principalmente a vinícius. Estou aqui em paris, e apesar de ter sido culpa minha o atraso, é mais difícil para mim acessar a internet aqui do que em Aracaju.

    Quanto aos seus últimos temas eu já vou começar com uma crítica, e espero que você não leve a mal, mas como você vive discutindo com Reinaldo Filho, você diz que os temas do blog são muito parados e passíveis de comentários, sendo que não geram discussões. Mas nenhum dos temas tratados por seus textos trouxeram temas discutíveis. Gostei da maioria deles, mas eles não são discutíveis, até mesmo encontrar um comentário é difícil. Não estou falando que este é um erro seu, pois os meus textos também são assim ( é difícil fazer um bom comentário pra um texto sobre arte), mas como você dizia que o seu interesse pelo blog estava por um fio por causa dos temas, seria natural que você viesse e trouxesse algo mais “discutível” para estas páginas. (não leve a mal este comentário).

    Quanto ao tema não tenho muito a dizer, o tempo é algo muito abstrato e ter uma idéia nova sobre ele é praticamente impossível, pois ele teoricamente não existe, é uma convenção criada para servir como referência para as atividades humanas.

    Parabéns por sempre trazer temas difíceis para o blog, mas pensando em suas próprias palavras e seu estudo da bíblia, você poderia trazer muitas coisas novas que gerassem comentários que realmente formassem uma opinião, e até trazer coisas polêmicas como Reinaldo Filho trouxe, colocando o que Jesus pregou face a face com a realidade do nosso mundo.

    Fica a opinião… 🙂

    No mais, parabéns, e que venham mais!

  6. Que tema abstrato hein Vinícius!
    Parabéns!

    Meu único porém é que ficou a sensação de que faltou mais alguma coisa realmente. Pareceu que eu rodei e não saí do lugar. Mas isso também pode ser só uma falha na minha interpretação.

    Acredito que o tempo é uma convenção, como tudo (ou quase tudo) em nossa vida. Mas que a contagem que nós fazemos do tempo, essa convenção, é só nossa. “O tempo Dele não é o nosso”, mais ou menos isso. Porque como se explicaria ser apenas uma convenção, se quando vamos para o espaço esse tempo é dilatado? Mais uma prova de que somos incapazes de compreender esse mistério que até pouco tempo achava-se ter sido entendido.
    Foi uma boa abordagem, Vinícius.

    E a beleza nem sempre é inimiga do tempo. rsrsrsr

  7. Bem, sinceramente não entendi muito do que você quis dizer no seu texto. Para mim, a linguagem foi complicada, e afinal, o tema abordado também não é nenhum pouco simples.
    Para mim, quando se fala de tempo, me vem logo à cabeça o passado, presente e futuro. è esse espaço medido através de anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos. Que nos amadurece, que faz nascer e que faz morrer. Mas nunca refleti demais sobre isso. Acho que o tempo não é para ser entendido, mas apenas vivido. ^^

    Parabéns Vinícius!

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