Ensaio sobre a sorte

Por Vinícius Pereira Reis Barbosa

Temos aqui um texto que irá tentar por si mesmo, ao invés de esclarecer aos leitores interessados a definição do que temos por sorte, abrir brechas para as mais diversas possibilidades de manifestação da mesma em nosso cotidiano, caso contrário, este tema não se mostraria na prática um tanto complexo de se discorrer e ao mesmo tempo pessoal. Tentando também observar este fenômeno sob um ponto de vista um pouco mais racional do que o comum, explicarei brevemente como a sorte em si é assimilada pelo ser humano nas situações mais corriqueiras das nossas vidas, convidando também o leitor a partilhar dessas experiências comigo.

Primeiramente, poderia achar até um pouco mais fácil fazer um ensaio sobre o azar do que sobre a sorte já que esta, como veremos, não se mostra apenas como algo envolvido por sorteios ou obtido à deriva, mas também como tudo aquilo que é referenciado como agradável a uma pessoa e que ao mesmo tempo possui poucas ou raras chances de acontecer. Por outro lado, o azar é tido como algo ruim em suas interpretações mais óbvias, mostrando-se mais viável de se descrever. Entretanto, como a sorte, tudo aquilo que se permite ser referenciado possui uma definição de sentido um tanto flexível já que isto também pode estar sujeito a diversos pontos de vista que podem ou não divergir. O que nos mostra que a sorte de um indivíduo pode ser o azar de outro a depender de como esta mesma sorte é contemplada.

Mas afinal, temos aqui neste momento a sorte ou o azar de estarmos neste momento lendo este texto (:p), mas como percebê-lo? Como toda designação abstrata e relativa que se preze, essa resposta depende não apenas do observador a título de ponto de vista (relativo), mas também do meio e das circunstancias aplicadas a este observador (abstrato), ou seja, do que o observador aceita como agradável ou não para ele em meio aos fatos do momento, a fim de que assim, este observador possa estão avaliar as chances de esses acontecimentos ocorrerem. E mesmo assim, às vezes temos o impulso designar como sorte ou azar aquilo que nos é ou não favorável mesmo sendo este ocorrido um tanto comum e condizente com o normal. Mas por quê?

Receio que o ser humano gosta de sentir certo tipo prazer proveniente da valorização das coisas simples que como exemplo, infelizmente, gostaria de citar as vezes que jogo aquela “pelada” com os meus amigos aqui na quadra – que tá mais pra matadouro – do condomínio onde moro, que uma vez ou outra (:p) acabo chutando o chão. Analisemos os fatos: O espaço onde jogo futebol oferece um grau de periculosidade alto, por não ter as dimensões correspondentes ao de uma quadra de futsal propriamente dita e por ter um piso demasiadamente acidentado; eu não jogo lá essas coisas todas (:p) e também gosto de jogar com os pés descalços. Percebem? Jogando um esporte de contato sob essas condições, as chances que tenho de me machucar são muito grandes e, mesmo assim, eu sinto o impulso de que um chute no chão que eu tenha dado aconteceu mediante uma maré de azar que eu passei naquele instante, e o mais interessante é que quanto maior for a gravidade do meu machucado, maior é o azar. Mas esse azar veio de onde? Ora, quase ninguém se machuca naquela quadra menos eu, ou seja, tento também avaliar a minha sorte em meio à sorte dos outros, como forma de me tornar comum, logo, involuntariamente, percebo que o fato de eu ter me machucado é sob este prisma, um fato incomum.

Tendo mostrado este exemplo, concluirei este texto enfatizando novamente a idéia de que nós,as vezes, ao darmos a certos acontecimentos um valor maior do que o real em alguns aspectos, damos também a estes um valor de acaso tornando-os especiais ou memoráveis nas nossas vidas, o que justifica também o prazer que temos em viver arriscadamente ou não.

Por fim boa sorte a vocês!

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7 Respostas para “Ensaio sobre a sorte

  1. Mesmo curto e com pouco (eu disse pouco? ou seria nenhum?) fundamento teórico – porque era algo que colocamos para todos caso pegasse “ensaio” como forma -, o texto é interessante. Acredito que você voltou ao “velho Vinicius”: linguagem rançosa e “complicada” (desculpa a sinceridade, mas acho que ele foi feito para você e não para outros leitores. Ah, sim! Não fique pensando que quando falo “complicado” quero dizer com isso que não entendo o que você escreve, mas sim afirmar que está confuso).

    Você não quis fazer, ou não entendeu a nossa proposta sobre esse “ensaio”; embora tenha sido muito bem explicado:

    “Queremos que o tema seja pesquisado e que tenha referências: livros, artigos, outros ensaios. Pelo que parece seu esse texto veio todo de sua cabeça, e mais nada além disso. Não estou diminuindo sua capacidade, mas você, assim como no primeiro texto do blog, não cumpriu com o trato. Não vejo pesquisa nem referências no seu texto, além de estar muito curto.

    Do mais…. o texto está bom. Parabéns.

  2. Obrigado mais uma vez por ser essa pessoa sincera Reinaldo. Confesso que houve desatenção da minha parte no que diz respeito a forma como eu devia escrever, nunca havia feito um ensaio antes, apenas artigos e trabalhos. Na minha cabeça estava apenas a preocupação em escrever e não em como escrever devido a uma serie de contratempos que tive. Mas pelo menos o texto tá com cara de cronica.

  3. Confesso que achei esse texto ainda mais incompleto que o anterior, Vinícius. Se você tirar a introdução e aquelas considerações sobre azar, as suas divagações sobre o lugar e o sentido da sorte, sobre pouca coisa, principalmente se considerarmos as características do texto, conforme combinado no sorteio – um ensaio. Você disse que nunca havia feito um ensaio, e eu digo que você nunca fez – ainda não fez…
    Gostei da abordagem quando você fala da sua falta de habilidade e jeito para o futebol. Foi uma maneira criativa de abordar a sorte no cotidiano.
    No mais, fica a lembrança de que devem ser observadas as regras de cada rodada, algo que você não fez neste caso, nem quando o assunto era um livro (na primeira rodada). Se você for disciplinado, escrevendo à sua maneira e cumprindo o que cada rodada manda, tenho certeza de que os textos sairão ainda mais satisfatórios.

  4. É muito difícil entender Sorte e Azar, pois muito se depende do referencial que se usa, “lentes históricas” de interpretação… hehehe. Por exemplo, para mim ter encontrado Renata foi providência Divina, Deus quis que eu a conhecesse, pois ela é perfeita pra mim e eu para ela. Mas para outros esse acontecimento não passa de sorte, coincidência, ou destino. No exemplo de Vinícius, ele poderia ser taxado de azarado, lerdo, ou burro, por ser sempre ele que se machuca.

    É importante sempre penasr neste referencial. Té mesmo um pensamente filosófico seria carregado de um tipo de visão, e esta não seria a universal.

    Tema legal, mas fica o recado deixado pelos meus irmãos.

    Parabéns, mais cuidado da próxima vez.

    xD

  5. Muito interessante essa sua análise sobre a sorte e mais interessante ainda essa comparação co9m um fato comum do seu dia-a-dia. É realmente interessante essa mania que temos de dizer que tudo que acontece de ruim conosco é azar. Porém, quando algo dá certo não julgamos ser sorte, mas competência nossa.
    Tudo isso realmente é muito relativo, algo dar errado pode estar ligado ao fato de você estar preparado ou não para realizar tal fato e vice-versa.

    Parabéns pelo texto Vinícius!

  6. Sorte e azar é um tema bastante filosófico, bem à Vinícius 🙂
    Não sei bem dizer como eu vejo a sorte e o azar, mas é mais ou menos como se eles não existissem. Muitas vezes eu falo “eita sorte” ou “eita azar”, mas na maioria das vezes aconteceram porque tiveram que acontecer. Alguma coisa ruim aconteceu para você prestar mais atenção, e a boa para incentivar. E acredito também que sorte e azar estão relacionados, na maioria das vezes, a fatos que não interferem em nossa vida, pois como disse Einstein: Deus não joga dados com o universo.

    Parabéns Vinícius. Mas você é capaz de fazer melhor 😉

    xD

  7. Quando alguem comenta sobre azar ou sorte penso logo em supertição, pois é algo lógico pelo fato de eu ter convivido com pessoas supersticiosas.esse quadro se inverteu quando conheci a canção nova, pois muitas vezes estamos sujeitos a tal situação ou não,como exemplo poderia citar a loteria federal: suponhamos, que Vinicius jogue dos os meses e eu nunca jogo ai resolvo jogar uma vez, quem está mais sujeito a ganhar? acredito que será um dos dois, tirando a idéia da experiência de Vinicius ,pois os dois estão apostando, ou seja estão expostos ao que vier a ocorrer.

    parabens!!!

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