“O Beijo Gay”

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

O primeiro beijo gay da TV brasileira aconteceu; e foi no BBB10.

Muitas foram aqueles que ameaçaram exibir em rede nacional alguma cena de um “beijo gay”. A novela “América”, da autora Gloria Perez – embora fosse perseguida, e quase proibida de transmitir – ousou colocar uma cena com um casal homossexual. A cena aconteceu; não como “todos” estavam querendo, mas aconteceu: os personagens “quaaase” se beijaram (ou não?). Mas o que não faltou foi polêmica após a cena: Jornais dedicaram pautas, programas vespertinos (estilo “Casos de Familia”) “discutiram” o assunto. Apesar da luta da autora pela liberdade e direitos iguais, e do “apoio” da população, não aconteceu como o esperado, causando inquietação e angústia, principalmente na comunidade GLS, que esperava, a todo custo, o “beijo Global”. Não sabiam eles, mas as coisas estavam para mudar.

No dia 17/01/10, na 10º versão do reality Show mais caro e mais bem pago da televisão brasileira, o tabu foi quebrado: o beijo gay aconteceu. Boninho, diretor da versão brasileira do Big Brother, inovou colocando confinados, em uma casa, três homossexuais assumidos. Sua estratégia de gerar polêmica funcionou.

Nesse ínterim surge uma questão: como controlar gente que age “sem roteiro” e encaixar suas atitudes “livres” na classificação “livre”? Questão complicada. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de São Paulo, o Departamento de Classificação Indicativa de programas, órgão do Ministério Público, está alerta para a maneira como a Globo irá retratar os três participantes (Dicesar, Serginho e Angélica).

Inegável que “O beijo gay” cause debates e polêmica; mas devemos estar conscientes que é através desse tipo de situação, que compreenderemos melhor nosso Brasil, e algo que fascinou a todos nesses últimos tempos: a onda do “politicamente correto”. Todos somos iguais e devemos respeitar as diferenças, aceitando e convivendo com elas. Mas se todos são tão tolerantes, qual é o temor em relação às atitudes tomadas pelos participantes do programa? E pelo amor de Deus, foi só um beijo! (Será mesmo?) Foi pensando nisso que realizamos uma grande pesquisa sobre o tema em questão. Percorremos todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal, perguntando à nossa população o que eles acharam do polêmico “beijo gay”. Mais além, queríamos saber se os brasileiros tinham, e se quereriam gays na família.  Foram entrevistadas mais de 2000 pessoas em todo o país, mas pelo número limitado de páginas, selecionamos apenas dez Estados (dois por região) para representar a opinião do brasileiro em relação ao “beijo gay”. O resultado dessa pesquisa? Um tanto quanto curiosa.

Região Sul – Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Primeiro entrevistado: Guilherme Vicenza/RS

Repórter: O que você achou do beijo gay no BBB10?

Entrevistado: “Bah” gostei demais. As pessoas são livres para fazer o que quiserem.

Re: O senhor tem gays na família?

En: Tri! Digo… Sei nada disso não. Nossa família só tem macho: “Mata a cobra e mostra o pau”.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: Uma “Irene” na família? Ninguém quer isso não meu amigo. “Irene” só na TV para agente dar gargalhar.

Segundo entrevistado: Marília Dores Sampaio/SC

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “O tipo do jeito” deles não me agrada: Homem tem que ser homem, e mulher tem que ser mulher. “Me repuna” isso, sabia?

Re: A Senhora tem gays na família?

En: “Minhazarma”! Está de brincadeira pro meu lado, só pode mesmo!

Re: A senhora queria ter um filho gay?

En: Nunca na história da minha família aconteceu esse tipo de coisa, e nunca vai acontecer se Deus quiser: Homem com homem, mulher com mulher? Nunca. “Minhazarma”!

Região Sudeste: São Paulo/SP e Rio de Janeiro

Terceiro entrevistado: Diego Sampaio/SP

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: Bem…beijo gay… Eu concordo “mano”, tem que beijar “memo”.  “Orra, meu!” o “baguio” é deles façam o que quiser.

Re: O senhor tem gays na família?

En: Não. Por quê?

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: Está de ondinha “pu” meu canto mano? Aí são outros treco. “Qué sabê?” Vou “batê” uma real contigo… adeus, fui.

Quarto entrevistado: Júnior Aristides/Rj

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: Ihh! Ó o cara, aheeh. Que pergunta em boa hora. Quer saber o que eu acho? Aprovo. Tem que beijar “mermão”! Deixa os “boiola” se beijarem e tudo acaba em festa.

Re: O senhor tem gays na família?

En: NENFUDENDO!

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: “Coé, mermão”? Você me conhece? “Filhadaputa” de viadinho na família! Cê tá querendo levar uma “sova”? Vai os viado tudo pro inferno! Eles não querem ser fer..os? Vai ser fer..os pelo capeta!

Região Centro-Oeste: Distrito Federal e Mato Grosso do Sul

Quinto entrevistado: Luis Albuquerque Marinho/DF

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “Cabuloso”! “Pago pau” para Boninho, o cara é “muito louco”. Tem que ter coragem para fazer o que ele fez: colocar dois gays para se beijar? Tem que ser a Globo mesmo.

Re: O senhor tem gays na família?

En: Eu sou gay.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: Adotei uma criança. Ele sabe o que quer da vida dele. Eu educo com liberdade: religião, sexo, política, ele faz o que quiser. Apenas apresento os caminhos para ele. Acho que todos deveriam ser assim. Aprendi com minha mãe que era professora, ela sempre dizia: meu sonho é ter um filho gay. E olha que ela era do Nordeste, daquele povo criado tudo “macho”.

Sexto entrevistado: Renato Emanuel/MS

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “Bejô, bejô, quem não bejô, não beja mais”! Tinha que ser na primeira festa? Isso parece armação. Há tempos que eles estavam querendo esse beijo. Mas… achei curioso. Não concordo muito, mas… todos somos livres, não é?

Re: O senhor tem gays na família?

En: Acho que não. Se for vou fazer o quê? Matar?

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: Querer é outra história, todo mundo quer um homem e uma mulher como Deus fez. É por isso que está lá na Biblia: Adão e Eva, e deles surgirão nações….Vou ser honesto com você moço: isso tudo aí é falta de vergonha na cara! As pessoas falam que respeitam os viados… Gays, desculpa. Mas todo mundo quer que seu filho nasça homem ou mulher.

Regiões Norte: Rondônia e Pará

Sétimo entrevistado: Bento Oliveira/RO

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: Quer dizer que os Gays deram uns “tarracos”? “Gaiva”. É verdade mesmo? “Caô”! To sabendo disso não. Mas se deram fazer o quê não é?

Re: O senhor tem gays na família?

En: Aqui tem alguns “chimangos”, “anibesta”, “cangalhaço”, mas “bixona” não.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: Alôôu! Aqui só tem “guerreiro”. Somos do “tempo do Bumba”, quando os homens ficam com uma ruma de mulher: uma para cada dia da semana.

Oitavo entrevistado: Antônio Nunes/PA

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “Peraí”: aconteceu mesmo foi? E é? Mas úúú! Povo moderninho em? Bem que meu pai disse que isso ia acontecer um dia: homem com homem, mulher com mulher. “Vamos voltar aos tempos da Grécia”, diz ele. Sou do contra nessa “peleja”, pois homem que é homem c… é muié.

Re: O senhor tem gays na família?

En: “Vixe” nossa Senhora! Se isso acontecesse era mesma coisa que uma “facada”.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: ÉEEEGUA! TÉ LEZO, É?

Região Nordeste: Bahia e Sergipe

Nono Entrevistado: Carlos Alberto/BA

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “Chupa que é de uva!”. Que festa foi aquela? Tem que ser bo BBB10 mesmo. Esse programa é “show de bola”. Aquelas “piriguetes” mesmo são gata demais. Eu não sei não. Gosto de falar nisso não que é muito polêmico, só traz problemas.

Re: O senhor tem gays na família?

En: Tenho não senhor.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: “Chuta que é Macumba”. Ninguém quer isso não. É sangue ruim certeza, ou foi espírito de mulher que baixou.

Décimo entrevistado: José Pereira da Silva/SE

Re: O que você achou do beijo gay no BBB10?

En: “Rapaz”… Você viu aquilo? “Tá doido véi”. Mas acho que a televisão “tá” fazendo “inxame” demais. Acho normal aquilo. Deixa “os cara” se beijar. A boca é deles.

Re: O senhor tem gays na família?

En: Gay-Gay tenho não; mas tem uns que parecem que foi criado pela avó: tudo “mocinha”, com frescura; não dão um “prego numa barra de sabão”, que já fica chamando a mãe. “Cê tá doido!”…. rapaz.

Re: O senhor queria ter um filho gay?

En: “Azar do fí do…”. Para ser sincero queria não. Filho viado é muito azar. Homem tem que se homem, gostar de mulher. E se quiser desmunhecar pra meu lado eu quebro de reio. Viado na família? Jamais!

Essa pesquisa tinha como meta principal descobrir se o brasileiro é honesto com ele mesmo. O que descobrimos? Não. Quando falamos de preconceito, racismo, direitos iguais, o “politicamente correto”, todos afirmam de “pés juntos” que lutam pela liberdade, igualdade e fraternidade, mas quando são colocados frente a uma pergunta tão simples – embora um tanto capciosa – suas respostas parecem não conter um mínimo de sintonia e lógica, frente a esse discurso que é pregado, diariamente, pelos nossos programas de televisão e rádio: somos iguais (então não faz diferença ser um ou outro). A intenção com a pergunta “O senhor/senhora queria ter um filho gay?”, é, para mim, mais uma prova de que o brasileiro fala da boca para fora. A lógica é simples: algo que é bom para você automaticamente você deseja para seu filho; algo ruim então você não deseja para seu filho. Simplificando demais as coisas? Pode até ser. Mas para aqueles que não entrevistei deixo essa pergunta, e que esta seja respondida com toda sinceridade, sem medo de retaliação ou coerção social. Responda: O senhor/senhora queria ter um filho gay?

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30 Respostas para ““O Beijo Gay”

  1. Esse assunto é muito complicado para se falar se eu quero ou não ter um filho gay.Se eu tivesse um filho gay o aceitaria com muito amor e o trataria como os outros filhos, mas se fosse para eu escolher de ele ser gay ou homem, claro que o meu desejo é que ele fosse homem de verdade como esta escrito na palavra de Deus:Homem e Mulher para povoar a terra.

    Parabéns Reinaldo!!!!

    • Andréa, quem somos nós pra julgar o outro? Toda forma de amor é válida, desde que haja respeito! As pessoas deveriam ter respeito e humildade para debater um assunto,sem ofensas verbais e fisicas.

  2. Desde cedo precisamos conversar com os nosso filhos sobre as coisas que acontecem no mundo.Acredito que muitas vezes alguns rapazes se acham que tem desejo por homem por que nunca teve oportunidade de conversar com os pais, ou até mesmo de saber o que será o certo ou errado.Todos nos tivemos uma face de descoberta da vida,por isso os pais precisam esta atentos as perguntas de seus filhos e está perto nos momentos que eles mais precisam, seja na adolescência seja na infância. como o bbb, já não tinha o que fazer para chamar a atenção dos telespectadores, trouxeram o que seria mais baixo para chamar a atenção: um casal gay e uma lésbica.vejam que as mulheres que tem lá e os homens são todos sem graça.Agora podemos dizer: Que a baixaria comece.Nossa!!!! hoje não posso perder,o bbb10.kkkkkkkkkkkkk

  3. Essa é uma questão realmente polêmica. Temos que ter todo respeito do mundo em relação a qualquer pessoa, independentemente de ser homossexual ou não. Isso é uma coisa. Apoiar ou torcer por toda essa libertinagem é outra coisa. Sou contra casamento gay, contra adoção de crianças por “casais” gays e não, não quero ter um filho gay. Como Andréa falou, se acontecesse, iria amá-lo do mesmo jeito, mas a vida pede heterossexualidade. Se todos fossem nessa onda de “é tudo permitido” e chegasse o tempo em que todos fossem gays, em uma geração o mundo se acabaria. Acredito na união que, por natureza, gere vida. Essa é a minha visão. Politicamente incorreta? Não me importo, sinceramente…
    No mais, parabéns pela criatividade, Reinaldo.

    • Leonardo, eu sou a favor da felicidade, não mim interessa se a pessoa é Gay, Hetero ou Bi. Você disse! Se todos fossem nessa onda. Que onda Cara? Acorda, ser gay não é uma escolha nem uma opção! Estamos no séc 21, somos a geração da tolerância!

  4. Na verdade não sei… Acho que se meu filho tendesse para este lado eu teria um desgosto muito profundo que seria muito difícil de ser curado. Eu seria um pai muito triste e depressivo, e ele cresceria revoltado por não ter um pai presente que o amasse de verdade. Essa seria uma possibilidade possível, a outra é como descreve Leonardo. Eu o amaria incondicionalmente, afinal ele faz parte de mim e de Renata, estaria sempre a seu lado, mas claro que nunca aceitaria que ele vivesse o homosexualismo. Ia rezar noite e dia pela alma do meu filho, para que ele nunca cometesse tal pecado.

    Essas duas possibilidades são possíveis, e a ocorrência de uma ou de outra dependeria apenas de meu próprio controle emocional e também de como Renata se portaria diante de tal fato. Só Deus saberia ao certo, mas acho que no final das contas o amor de pai e mãe seria maior, e nós sempre estaríamos do lado dele para ajudá-lo e aconselhá-lo.

    O texto foi original e trouxe um tema bem polêmico à pauta. Parabéns Reinaldo Filho, o que você trará depois para discussão? fico no aguardo, hehehe, parabéns, ótimo texto!

  5. Respondendo à pergunta: Não, eu jamais queria ter um filho gay, ou uma filha lésbica. Sempre que sou questionada sobre isso, eu sempre respondo o seguinte: eu não vou deixar de falar, ou tratar mal quem for homossexual, mas também não concordo com seu modo de pensar. Não quero dizer com isso que não sou preconceituosa, por que sou. Muitas vezes me pego, fazendo comentários maldosos a respeito dessa pessoas.
    Tenho essa convicção, que vem da minha formação familiar e religiosa, que homem e mulheres se completam, e só! E pretendo passar esse meu pensamento para meus filhos, netos, e por aí vai…

    Um ótimo tema Rei, parabéns!

  6. Tema bem polêmico esse…
    Quando se trata de preconceitos todo mundo tem ressalvas. O que eu penso já falaram aqui. Não concordo, como Déborah falou, do modo de vida dos homossexuais, mas não vou excluí-los do mundo por causa disso. Se bem que se me perguntassem o que eu faria caso uma lésbica desse em cima de mim, ou se saíria para uma festa com uma lésbica, não saberia responder. No momento é que a gente sabe que reação tem.
    Uma vez uma menina do colégio, que é lésbica, chegou quase que do nada perguntando meu nome e se eu já estudava no arqui ano retrasado, e tudo mais. Eu respondi sorrindo, mas juro que não sabia para onde olhar. Antes disse acontecer, eu esperaria ter uma reação normal, mas fiquei meio nervosa. Então não tenho como saber que reação eu teria. Não seria nada como “Ah eu vou matar você seu viado safado” e nem “Meu sonho é ter um filho gay”.
    Mainha tem uma amiga de trabalho que é lésbica e um professor que é gay, e eles conversam um monte de coisas com ela. Não imoralidades, mas coisas absurdas, que a gente fica pensando “Meu Deus, em que mundo nós estamos?”É estranho, mas ela diz que aprendeu a conviver com eles, e hoje não tem tanto preconceito como tinha antes. Mas ainda não tem coragem de sair com a colega de trabalho por receio do que as outras pessoas vão falar.
    Com isso eu vejo que por mais que a pessoa diga que é liberal e tudo mais e que não tem preconceitos, sempre tem uma coisinha preconceituosa lá no fundo.
    É divertido ver imitações de gays ou gays de verdade, todo mundo se diverte com isso. Seja em filme, novela, BBB, amigo de alguém. É muito engraçado. às vezes quando estou acordada que vejo o BBB me acabo de rir com os “coloridos”, mas nem por isso eu aprovo ou reprovo eles. Quem sou eu para julgar?
    Mas acho que acolheria meu filho ou minha filha.

    Vixe, ficou um pouco grande..huashu

    Parabéns pelo texto Reinaldo! Interessante a pesquisa. Legal mesmo.

    xD

  7. Andréa, quem somos nós pra julgar o outro? Toda forma de amor é válida, desde que haja respeito! As pessoas deveriam ter respeito e humildade para debater um assunto,sem ofensas verbais e fisicas. Leonardo, eu sou a favor da felicidade, não mim interessa se a pessoa é Gay, Hetero ou Bi. Você disse! Se todos fossem nessa onda. Que onda Cara? Acorda, ser gay não é uma escolha nem uma opção! Estamos no séc 21, somos a geração da tolerância! Eduardo, desgosto é ter um filho marginal, estuprador, ladrão. Déborah, as pessoas independentemente de sua sexualidade elas são diferentes. Renata, pra cada ação uma reação, entendo você! Renata diz a sua mãe o que vale é a consciência dela e o que as pessoas vai pensar sobre ela isso não importa, o que importa é o caráter das pessoas! Preconceito é falta de conhecimento, preconceito é filho da ingnorância, preconceito é atraso da humanidade.

  8. Quem somos nós para julgar ,pois hoje em dia temos na nossas sociedade,vários Gays,então acho assim…se fizessem mi um pergunta se eu gostaria de ter um filho gay,claro que eu responderia não,mas não podemos escolher, pois ninguém escolhe o que quer ser!
    mas hoje em dia ainda encontramos muito preconceito,na nossa sociedade’
    tenhe pessoas que não se dão conta,que um dia poderia ter um filho e pode ser gay.
    Então,eu não queria ter um filho Gay,mas se tivesse iria tratar com maior amor possível,pois não é porque ele é gay,que deixaria de ser meu filho.

  9. Luana Santos, 1° ano do ensino médio (VESPERTINO)
    As pessoas quando nasce tem várias escolhas a fazer, seus pais lhe apresentam todos os caminhos que podem seguir, só basta a cada um fazer as certas.
    Mais independente de cada caminho seus pais sempre tem que estar lhe apoiando em todos os momentos da sua vida, mesmo que esta se torne uma polêmica, como esperar um filho, cuidar e este se tornar homossexual.
    A humanidade se diz tanto não ser hipócrita, mas acabam jugando os “homossexuais”, mais não ver que são seres iguais a qualquer outro, independente de qualquer coisa.
    Se um dia eu tiver um filho concerteza não vou ficar o jugando por esta escolha, não vou passar a tratar ele mal por este motivo, vou ficar do lado dele pois foi a sua escolha.

  10. (risos)

    Nem tinha prestado tanta atenção quando este texto foi escrito, mas, já que voltou á baila, cabem aqui alguns apontamentos de minha parte: em primeiro lugar, os truques ficcionais do Reinaldo não foram sequer aventados no comentário, por causa do andamento (i)natural da polêmica, que assumiu contornos mais moralizantes do que o texto pedia; em segundo lugar, o problema de foco aqui é que é “desvirtuado”, sujo mesmo: pior do que ser homossexual ou deixar de ser é dar trela para este programa nojoso de TV, que deturpa noções “aceitas” de voyeurismo em prol da audiência; em terceiro lugar, fico triste ao perceber que ainda se confunde muito preceitos (religiosos) pessoais com opções ditatoriais de imposição da felicidade (o comentário de Eduardo sobre a ausência paterna decorrente de sua depressão reativa me apavora pessoalmente), mas… Viver com gente tem dessas, sou recepcionista, sinto na pele; e, em quarto lugar, o apelo ao autor, que aqui assina um texto FICCIONAL com outro intuito, mas que não teve ainda a opotunidade de dizer o que pensa: este é um bom truque (estou sendo elogiosamente sincero) e sendo eu vítima/algoz de uma paixão homossexual doentia e confessada por ele, fico imaginando o quanto fui ou sou responsável por seus (novos?) posicionamentos pessoais sobre o assunto hoje em dia… Afinal de contas, como se disse por aí, generalizar não é uma boa medida. NÃO É MESMO!

    WPC>

  11. Comentários críticos de diversas pessoas nos mostra como o preconceito esta se tornando uma tradição diante a sociedade. O beijo primeiro “beijo gay ” acontecido em um programa da rede globo, foi um fato marcante , por mostrar os homossexuais se relacionando. Eu não tenho nada contra os gays, até mesmo porque são seres vivos que tem os mesmos direitos que qualquer homem ou mulher, tem boca pode beijar quem quiser, basta sentir vontade.
    Se eu tivesse um filho e ele tivesse esse mesmo motivo que muitos acham ridículos e levam a intuição como um ‘ DEFEITO” o aceitaria da mesma forma, e os apoiaria sempre ,pois amor de mãe não ver os defeitos de nenhum filho, assim como tem o ditado ” O AMOR É CEGO” . Mas acho também que a comunidade deveria aceitar tudo e todos, pois a cada momento e fase, anos que passamos as coisas só irão se desenvolver certamente pior , mas pretendo que seja para o melhor e o bem de todos , basta todos estarem com a consciência limpa e esta com o coração repleto de amor e felicidade.

  12. Ana Luiza 1°ano do ensino médio.

    Querer ter um filho gay eu sinceramente não quero, pois sei das dificuldades que este infrentaria diante da sociedade mas se fosse a vontade de Deus simplismente ajudaria ele a enfrentear seus desafios.

  13. Pergunta muito difícil de se responder!!!
    Mas se um dia chegar a ter filhos, educarei da minha forma, e quando estiverem “crescidos” deixarei que façam suas escolhas, mas confesso não sei se estarei pronta para essa decisão! Com certeza não vou querer filhos gays! Pois sei dos inúmeros problemas que essas pessoas enfrentam, preconceito diante a sociedade e etc…
    Mas se fizerem essa escolha nada tenho a fazer, éaçeitar, respeitar, e ajudar a enfrentar nos problemas!!!

  14. A sociedade acha engraçado os gays que conhece e por fato dele ser gay pensa que pode tratar de qualquer jeito, deixando de lado os seus valores e os seus direitos de ser humano pois seja ele quem for : o preto,o branco,o gay,a lébisca, o pobre, o rico…os direitos são totalmente iguais, e que a qualquer momento pode aparecer um gay na sua familia, e vc vai fazer o que? ai fica a pergtunta que poucos sabe responder.
    E o fato de ter um filho gay, sinceramente tendo saúde ,não sendo ladrão e nem assassino por mim tudo bem, é claro que é chato, mais não vejo nenhuma vergonha através disso pois é nos momentos mais diviceis igual a esse que a familia tem que estar unida e apoiando o maximo possivél.
    Taiane 2° ano do ensino médio (vespertino)

  15. Com o tempo e o amadurecimento (nem tanto assim), conseguimos perceber melhor certas coisas. Hoje, pensando um pouco sobre esse assunto, e considerando já os comentários recentes, posso afirmar que, mesmo que estejamos sendo sinceros de coração, afirmando que sim ou que não, o mais sensato é simplesmente não responder, ou dizer que não se sabe. Essa é minha opinião hoje; não sei o que eu faria, mas sei que não seria nada daquilo que falei em meu comentário anterior. Esse é um daqueles assuntos que não adianta comentar, ainda mais por que eu não sei, ainda, o que é ser um pai. É impossível prever minha situação, mas de certo continuaria amando-o(a).

    • (risos)

      Engraçado neste teu adendo, Eduardo, é que o pessoal costuma responder com dicotomias falsas como “é melhor um filho viado do que um traficante” ou algo do gênero. Pois, coitada de minha mãe (risos): ela tem um viado, um traficante viciado em ‘crack’, um aidético e uma evangélica casada com um coicainômano em casa e, pasme (ou não), ama de coração os quatro! Nós é que somos injustos muitas vezes em retribuir o extremo afeto que ela demonstra por nós… Definitivamente, família disfuncional não é indício de ausência de amor e sinto orgulho em possuir exemplos mui pessoais para validar este aforismo.

      Aliás, percebi também que não respondi ao que nos pergunta a instância narrativa ao final da postagem: parafraseando Eduardo, talvez o mais sensato seja mesmo não responder, não se antecipar diante do que não se pode prever. Se eu quero ter um filho ‘gay’? Se eu gostaria? para quê? De que me adianta gostar ou deixar de gostar ou querer ou deixar de querer o que outros querem fazer com suas vidas?! Como brinca um colega de trabalho, “o importante é ser limpinho” (risos)

      É isso… Num contato mais pessoal, sentiria orgulho de comentar mais o assunto, inclusive porque já tive a extrema honra de ser defendido por Reinaldo numa conversa familiar, segundo ele mesmo me confessou algum dia. Isso me bastou.

      Fico cá comigo, encasquetado: é possível ser homossexual e BOM, ao mesmo tempo? De coração, eu juro que tento…

      WPC>

  16. Amor de pai e mãe é algo que não se explica, ou ao menos não deve ser explicado. Simplesmente é. Esse tipo de comparação que citaste (“é melhor um filho viado do que um traficante”), me deixa totalmente irritado (e me irrito facilmente). É muita falta de inteligência (talvez esse não seja a palavra certa) comparar coisas de universos tão distantes, sem nenhum tipo de ligação em comum.

    E é como você disse: “Quero ter um filho Gay? Para que?”, esse tipo de frase soa como se a pessoa estivesse apenas querendo aparecer no meio da multidão, como alguém sem preconceitos e que ama seus iguais… Isso tudo é baboseira. Ninguém, de fato, pode saber como seria caso acontecesse de fato.

    E sobre sua última frase: “é possível ser homossexual e bom?” O mundo é bem mais do que o certo e o errado, o bonito e o feio. Então, o fato de tentar já pode ser motivo de tranquilidade. Ou não.

  17. Bom essa é uma questão meio complicada , mas, essa é a realidade do nosso dia-a-dia hoje isso é normal. Querer ter um filho gay? eis a questão, bem querer mesmo eu não quero mas se por acaso isso venha a acontecer aceitarei, se eu não posso fazer nada para impedir essa decisão!
    Mª jussara 2º ano Vespertino

  18. Ainda existe muito preconceito contra os gay, mas cada pessoa tem o direito de escolhe sua sexualidade, pois cada pessoa faz da vida sua vida o que bem entender. Acho que em um pai queria que seu filho fose qay, mas quando acontece de ser os pais tem quer aceitar por filho por um filho é tudo. Tem pessoas que ver um gay é fica rindo da cara dele, mas um gay é um ser humano como todos nós.
    Aline Santos 2º ano do ensino médio (vespertino)

  19. Democracia: “direitos iguais para todos”, é assim que nas leis escritas deve ser uma sociedade, acontece que na realidade, pouco se encontra o respeito e a humildade na vida das pessoas. Quando um indivíduo preconceituoso principalmente acha que não é tratado na maneira que deseja ele diz, EU TENHO MEUS DIREITOS, mas, quando esse mesmo indivíduo tem qualquer tipo de preconceito, um homossexual, por exemplo, ele lembra que este também é um ser humano, com sentimentos e emoções? Que ele também não gosta de ser tratado com exclusão, desrespeito e ironias? Não ele não lembra, faz mais questão de ser uma pessoa baixa, e tentar de muitas formas humilharem o próximo. O BBB 10 trouxe uma polemica muito grande, um beijo de gays, algo novo para muitos e que chamou a atenção de todos, particularmente eu não sou contra os gays, acredito que cada um segue o que achar que for melhor pra si, afinal pra que existe a liberdade de pensar? Mas, ao refletir e pensar em eu um dia ter um filho gay, acredito que seria muito difícil pra mim aceitar toda essa situação, no início creio que minha reação seria infelizmente rejeição, pois diante de minha concepção o homem nasceu pra amar a mulher e vice-versa, eu iria conversar muito com ele e mostrar qual deve ser o caminho certo a ser seguido e se eu percebe-se que não haveria solução eu iria junto com ele lutar por uma convivência melhor, jamais deixaria de amá-lo, pois eu saberia que mesmo ele tendo uma opção sexual diferente, ele também ama e também deseja ser tratado com carinho e respeito. Resumindo acredito que ninguém deve interferir na vida de ninguém, seja qualquer o motivo, as pessoas devem aprender de uma vez por todas que o outro vive sua vida, e você vive a sua, nunca desrespeite a opinião do outro, pois você não sabe se amanhã você vai pensar como ele.

    Vilmara 1º ano E.M. (VESPERTINO)

  20. Isabela 1º ANO Ensino médio (vespertino)
    Muito difícil de responder!
    A cada dia nos deparamos com situações, que nos impressiona, e de acordo com a evolução do mundo os pensamentos também vão evoluindo, assim coisas que eram ”anormais”, passam a ser totalmente simples.
    Na verdade um filho gay não queria, porém se acontecer de ter, aceitaria, pois se colocamo-los no mundo independente da situação temos de criá-los com muito amor ,carinho e respeito que merecem,e principalmente enfrentar com ele o preconceito ainda existente.

  21. Ana Karolline
    2º Ano E.M (Vespertino)
    Em um mundo de tantas transformações já é muitos comuns casos de homossexuais, mas ainda existe um grande preconceito vindo de grande parte da população que não querem e não aceita esse tipo de escolha, mas também existem algumas pessoas que não tem nenhum tipo de preconceito em relação a esse assunto. Então surge a questão ter ou não ter um filho Gay? Aceitar ou não aceitar? Não é uma questão de escolha, pois quem irar decidir a sexualidade do seu filho é ele próprio algo que ninguém vai poder interferir na sua decisão, e o que acaba restando para os pais independente da escolha de seus filhos é aceitar e dar o máximo de apoio possível e sempre estar ao seu lado ajudando no que for necessário.

  22. THAÍS
    2ºANO VESPERTINO
    Em pleno século XXI esse questionamento preocupa, um gay antes de mais nada é um ser humano como qualquer outro, com lágrimas e porque não sorrisos e gargalhadas?o mais importante de um ser humano esta muito alem da sua religião,da sua forma de falar ou da sua opção sexual,não afirmo que quero ter um filho gay, mas se acontecer vai ser meu filho do mesmo jeito nada vai mudar.

  23. José Bruno
    2° ano vespertino

    Eu acho que ter preconceito com pessoas gay e uma coisa absurda por que cada pessoas tem direito de escolher com quem quer se relacionar seja com mulher ou com outro homem isso vem de cada pessoa e não pode ser mudado por que muitas não concordam.

  24. 2ª Ano do Ensino Médio (Vespertino)
    -Bem pra falar a verdade é um caso de se pensar muito, pois esta bem presente em nossa dia-a-a dia e de uma forma ou de outra temos que conviver com isso porque todos somos seres humanos merecemos respeito. Então surge a questão ter ou não ter um filho Gay? Na minha concepção não tem problema nem um por tanto que venha com saúde pra bom de mais e sempre estarei ao lado dele para enfrentar todo o preconceito desse mundo.
    Lembrando também que o preconceito não é só com os Gay e sim todo todo o mundo temos preconceito de cor, de corpo, de familia, de religião, de política e ate na forma das pessoas falarem há uma certa restrição entre alguns. O que temos que entender é cada um tem seu jeito sua forma apenas temos que aceitar os outros como são .

  25. Carolina Melo 1°ano Vesoertino
    Bom , gosteei muito do texto que relata um assunto muito polemico ! Algumas pessoas tem preconceito , não gostam de falar de gays , e banalizam o beijo gay ! pois um casal de namorado (homem&mulher) se beijar em publico e super normal , agora dois homens e duas mulheres se beijando na boca e nojento #Boom eu acho muito nojento’ , Eu acho que ultimamente os gays e as pessoas estão se sentido super a vontade ao falar sobre o beijo Gay ! Pra mim seria uma catastrofe ter um filho Gay , mais buscaria entender e aceitar , afinal cada um tem sua opção sexual , só nos resta aceitar “E O IMPORTANTE E SER FELIZ! “

  26. Paula Maria
    1° Ano do Ensino médio (vespertino)
    Acho que ninguem sabe direito como responder.
    Algumas pessoas falam que iriam amar eles do mesmo geito, mas falam só na teoria por que na pratica já é uma coisa completamente diferente. Há outras que iriam amar realmente eles. Já outras reijeitarião !
    Somos seres humanos tenhos varios defeitos, varias reações, varios pensamentos, varios modos de ver a vida …
    Eu sinceramente não queria , mas, foi ele que escolheu o caminho para sua felicidade e não é da conta de ninguem (dos outros) o que ele faz ou deixa de fazer !!!
    Afinal, todos nós com o passar do tempo sabemos o que queremos. Não podemos julgar ninguem por escolherem caminhos “diferentes”, se eles são felizes assim sejam !

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