Antítese

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Primeira vez?

Quinta.

Quanto tempo?

Muito. E você?

Um ano.

Hum. O que vai fazer quando sair?

Reconquistar meu filho. Dez aninhos. Não, ela morreu. Mora com minha irmã. Filhos? Se tem filhos.

Não.

Bom. Às vezes ajuda ter alguém. Principalmente quando se está aqui.  Alguns acabam se acostumando, outros não. Nesse momento é bom você direcionar suas preocupações em algo, ou alguém. Procure fazer alguma coisa. Traçar objetivos; ter consciência do que procuras ajuda muito. Qualquer coisa. “Mente vazia oficina do diabo”, lembre-se disso. Posso fazer uma pergunta?

Você já fez.

Brincando. Faça.

Por que está aqui?

***

“Um ano. E vocês?”

“3”.

“4”.

“Quase 2”

“Metas?”

“Pra mim até o fim do ano 39cm ja ta bom de mais. Ja estou com 37 e bem definido. Pegando preparo. E voces até quanto querem chegar ???”

“Preparo?! Cê é frutinha, pode dizer. Se quiser preparo vá correr. eu to com 35 =/. To malhando pq quero bombar véio. Faz parte de mim agora”.

“Verdade. Concordo plenamente. “Preparo”. Kkkkkkkkkkkkk. Essa foi ótima”.

“Acho que 45cm já tá bom pra mim. Estou com 40cm, pra ganhar cada centímetro a partir de agora é fueda”.

“Como medir o braço exatamente? Coloca a fita métrica no meio do bíceps relaxado?”

“Eu nao li isso. Doido quando vc entrou nessa sala vc leu antes? “Chegando aos 40!”. Esse era o nome da sala”.

“Só tirando dúvida. Mal.”

“To parado por enquanto, graças a uma tendinite nos cotovelos, então quando chegar aos 35 ficarei feliz; quando voltar a treinar, é claro. Depois disso com certeza vou querer bem mais, afinal agente nunca está satisfeito, não é?”.

“35? Não vai querer chegar até aonde a genética permite?”.

“Sim, claro.”

“O limite é a genética ;p. Não crio metas. Sabendo que estou crescendo a cada treino já estou feliz”.

“Camba seis tão fueda. A minha meta hoje é chegar nos 40 (tenho 33… frango ainda, demora). quando chegar no 40, traço novas metas… o negócio (pra mim) é não parar. Me sinto bem pra caramba quando chego em casa e me vejo no espelho depois do treino. não quero perder isso”

“Estou com 30 e quero 40 \o/. Vou conseguir (ou não). Tenho um longo caminho pela frente, mas acho que consigo. Caso demore, procuro outros meios…”

“Procure logo então. Cê ta frango demais. Suas fotos no Orkut são ridículas.”

***

Qual é a nova dele?

Malhar.

Podia encontrar coisa mais inteligente para fazer, não. Quebrar coco com a cabeça, talvez.

Não fale assim, amor. É saúde.

“É saúde”, repetiu com um tom desdenhoso.

Não fique me arremedando. As crianças podem ouvir.

Acha que ele vai pirar, novamente?

Sim. Você acha.

Tu conheces nosso filho… tenha paciência.

Contabilizei “quatro”. Ele simplesmente não pode ser normal? Para tudo que faz precisa levar ao extremo? E malhar?! Jesus! Até balé seria melhor. Respirou fundo. As melhores escolas, cursinhos pré-vestibulares, faculdade, e me aparece com “malhar”?!

Ele resolveu vir com essa agora, que posso fazer? A única coisa a ser feita é ficarmos de olho. Não deixá-lo extrapolar.

***

Calma aí irmão! Tem que ir com calma. Como você passa dos 50 kg para 80 kg em um dia apenas? Calma aí. Não! Quem é o treinador? Se quiser peço demissão e entrego o emprego agora. Quer me ensinar, diga. É necessário tempo. Tempo e disciplina. Se não tem paciência está no lugar errado. Cara feia para mim é fome. Muda essa cara e volta para o peso indicado. E tem outra: para de vir aqui duas vezes ao dia. Não tem corpo que agüente. Pela manhã e à noite? Você está malhando sete horas por dia, no mínimo. Vai fazer outra coisa. Namorar. Televisão. Vai ler um livro!

***

A dialética da matéria é uma inversão consciente da dialética hegeliana da idéia. Sob a designação mais respeitável de “materialismo histórico” ou mesmo interpretação econômica da história e da política, Marx faz uma crítica ao que ele chama de visão “especulativa, esotérica”…

Preciso de ajuda. Você sabe o que é. Olha para mim. Estou um palito. Não me venha com essa conversa de... Nada professor. Viado! Pago em dobro. Não é mais suficiente. E então, vai ajudar?

No Prefácio à 2ª edição de O Capital, afirma Marx que “o meu método dialético nos seus fundamentos não só difere do dos hegelianos, mas é o seu oposto direto”…

Sei não doido. Não é falta de confiança em você, é que... Vou pensar.

Embora na 1ª ed. declara-se um discípulo do grande pensador contra os autores medíocres que o tratavam como um “cão morto”.

Pago em dobro. À vista. Preciso. Não consigo mais me olhar no espelho. Faz um tempão que estou malhando, e olha os resultados. BOM?!

Silêncio aí atrás. Por favor! Não temos mais crianças na turma. Como estava dizendo…

Vamos lá doido. To pirando. Preciso desses 40, se não vou enlouquecer.
Amanhã na didática I, perto dos livros. Às 19 horas. Não se atrase.

Considera que na forma mistificada hegeliana, a dialética é a glorificação do que não existe, a idéia; ou melhor,… Vocês dois. Sim, vocês dois. Podem compartilhar com toda a turma o assunto que discutiam? Porque tenho absoluta certeza que ambos estavam discutindo sobre os pontos divergentes entre Marx e Hegel, estou certo? Marx se propôs a inverter Hegel, pode explicar em que sentido?  “Hulk Hogan”, você responde. Silêncio turma! Não tem graça nenhuma.

Não faz a mínima diferença para mim professor.

Então o que está fazendo nesse curso e na minha aula?

Não consegui passar em direito e a matéria é obrigatória. Levantou e saiu. Estarei amanhã às dezenove horas, não se preocupe.

***

Sabe ler?

Brincando. Qual foi o último livro que você leu?

“Como ganhar 10 kg em 10 dias”.

Falo sério. É sério.

Não ria.

Desculpa. Antes desse, então?

“Tratado sobre a tolerância”.

Nossa. Um dos meus preferidos, sem dúvida. Gosta de ler, ou faz apenas por obrigação?

Nunca me fez mal.

Bom. Leu “Vigiar e Punir”? Verdade. Também penso nele assim que coloco os pés aqui.

“Coloco”, ou coloquei?

“Coloco”. Sétima vez aqui. Veterano.

Pode me olhar assim mesmo. Ajuda. Não, não precisa se desculpar. Já me acostumei. E sim. Os mesmos motivos. Mas dessa vez será diferente. Voltando aos livros, temos aqui um pequeno acervo; pequeno, mas excelente. Trouxe um para você e…

Agora é a minha vez de fazer perguntas. São três, pode ser? Quem pediu sua ajuda mesmo? E como conseguiu o livro?

Tirando onda. Queria ver sua reação. O livro.

Ah, sim. O vice-diretor conhece meu pai. Os livros fazem parte da biblioteca dele. Trouxe esse aqui.

“Onde os ve…”

A linguagem é simples. Não, não o trouxe propositadamente para insultar sua ignorância romanesca. Trouxe porque é bom, só isso. O autor soube, de forma genial, quebrar alguns paradigmas literários. Nunca li algo tão divertido, rápido, inteligente e tão bem estruturado. Você vai gostar. Pode ter certeza.

***

Dezenove horas e dez minutos. Está atrasado.

Desculpa. Ônibus.

“Dom Bixona”.

Hum?

Esqueça. Vamos até o meu carro para conversarmos. Devolveu o livro que estava folheando e andou em direção ao estacionamento. Os planos mudaram, disse. Precisamos pegar na fonte.

“Fonte”.

Sim. “Fonte”. Posso usar metáforas, não?

Achei engraçado. “Fonte”. Você fala como se estivéssemos preparados para roubar um banco ou enfrentar a máfia italiana. Gargalhou.

Não tem graça.

Desculpa.

Vamos.

Vamos.

***

Carlos…Carlos…Carlos…

“CaRlos”? Nome de mexicano da porra! Desatou a rir. Casa de rico e o doido tem um nome de mexicano!

Cala a boca porra! Pare de rir.

Mal.

Nos fundos de uma residência os dois esperavam pela “fonte”. Por aqui. Ouviram uma voz. Por aqui. Diz aí doido! Seu brother? Então é meu brother também. “Tá” querendo ficar fortinho é?

Se possível.

Se possível? Olha o meu braço rapaz!

É isso que eu quero.

Vamos entrar. Quero ser acusado de nada não. Entra aí.

***

Uma gargalhada acorda o veterano. Ainda atordoado ele presencia uma cena que o deixou fascinado: o mais novo visitante lendo o livro que tinha emprestado e rindo como uma criança que acabara de ganhar um presente de natal. “Diversão solitária. Às vezes é difícil resistir”, pensou.

Divertindo-se?

Ah, você. Desculpa. Não quis acordá-lo. É que não resisti. Você precisa ouvir isso:

Vou fazer uma coisa agora totalmente idiota mas vou fazer assim mesmo. Se eu não voltar diz à minha mãe que eu a amo.

Sua mãe morreu. Llewelyn.

Então eu mesmo digo

Muito bom mesmo! Toda vez que leio morro de rir! É muito…

“Toda vez”?!

Sim. “Toda vez”. Por quê?

Você lê um livro mais de uma vez?

Claro.

Para quê?

Absorver tudo que ele pode oferecer? Tudo não, mas boa parte (Talvez, pensou).

Não sei se teria paciência.

“Paciência requer muita prática”.

William Shakespeare. Até essa eu sei. Por falta dela estou aqui conversando com você.

Parece que está disposto a mudar. Responda apenas se eu estiver correto.

Tenho te agüentado todo santo dia, quer mudança maior?

***

Deve estar pirado mesmo! Você está doido! Ainda pergunta “por quê”? Onde o “Rodrigo Nogueira” é mais eficiente que o “Brock Lesnar?”.

Sei que não deveria estar ali. Sei que estava exagerando (será?). Sei que Carlos vendia drogas. Mas sei também que ele, naquele momento, era minha única saída. Estava precisando. Malhar era minha vida. Queria mais. Estava pirando.

Está ficando tarde.

O quê?

Está ficando tarde.

Ah, sim. Precisamos “zarpar”, Carlos.

Beleza. Mas e então, já escolheu qual delas vai levar? Apontou o indicador para a mesa realizando um movimento circular. Nela estavam espalhadas várias cápsulas de esteróides.

É com você.

Oh, desculpa. Estou voando. Qual a mais eficiente?

Temos a Durateston, Hemogenin, Proviron, Parabolan e Primobolan. Mas como você parece desesperado, aconselho essa aqui: Winstrol. Uma semana. Te dou uma semana. E você estará com o corpo “pocado”.

Chego aos quarenta?

Se tiver sorte passa disso.

Beleza. Quantas cápsulas por dia?

Dia? Quer morrer eu dou outro tipo de comprimido. Uma pílula por semana. Uma. Certo?

Certo.

Temos que ir Carlos. Valeu mesmo pela força. Ajudar um amigo meu é o mesmo que estar me ajudando.

Relaxe. E lembre-se: Vocês nunca me viram.

Certo. Falou.

***

Alguns meses depois.

Quantos?

Vinte obras.

Parabéns! Impressionante! Quando você começa alguma coisa parece não querer parar.  E era sobre isso que estava querendo conversar. Estava dando uma lida na sua ficha. Seu problema é curioso, não entendi muito bem os termos médicos, mas seria algo do tipo “impaciência crônica”. Quando se engaja em alguma coisa sempre acaba exagerando. Quer chegar ao limite em tudo que faz. Parece piada.

Não, não tem graça alguma.

Mas vou mudar.

Sei disso.

Sabe?

Bem, imagino. No mínimo seu problema está direcionado para a leitura. Seus pais ficarão felizes.

Verdade.

Vejo que está em boas mãos.

Ah, A Montanha mágica , disse enquanto olhava fixamente para o título. Seus olhos pareciam penetrar àquelas folhas rasgadas e mofadas; seu peito estufava quando terminou de pronunciar “Thomas Mann”.

Que disse?

Thomas Mann.

Gênio, não.

Muito.

Hans Castorp será sua companhia quando eu partir.

Sei disso. Mas até ele está se despedindo. Levantou o livro, mostrando, com orgulho, as últimas páginas.

Sempre tem mais alguém. Essa é a graça da leitura: nunca estaremos sozinhos.

***

Quantos?

Quarenta gostosa! Aqui tem “quarenta cravados”. O “júnior” está com quarentinha, disse o rapaz beijando seu bíceps direito.

Quarenta?!

É grande o suficiente?

E como é! Muito grande.

Seus olhos lacrimejavam. Não podia suportar tamanha vergonha. “Poderia ser eu”, pensava ele. Olhar aquele “maricas” ao lado daquela “gata”. Suas lágrimas escorriam pelo rosto, e, enquanto fechava a mão formando um punho rígido, imaginava-se ao lado da formosa garota. “Não posso mais”, pensou.

Enxugando os olhos, ele atravessou o corredor até o elevador do prédio onde morava. Enquanto subia, tirou do bolso um frasco com várias cápsulas. “Uma pílula”, pensou. Mas não era suficiente. Seu desgosto correspondia a uma dose maior. Sabia dos riscos. Sabia que se tomasse além do recomendado, poderia não acordar mais. Pensou. Decidiu. Sacudiu o frasco fazendo cair na palma da mão, aberta em concha, três comprimidos.

***

Ah! É dela que a tocha aprende a luzir com fulgor!

Sua beleza junto ao rosto escuro da noite.

É qual jóia soberba presa à orelha de um etíope.

Bela demais para os usos da vida, preciosa demais para a terra…”.

Fascinado? Impressionado? Encantado? Pode escolher.

Hum? O que disse?

Fasci…Ah, deixa para lá. O tempo passa rápido quando lemos, não?

Verdade.

E então, teve mais daqueles ataques por causa do “bagulho” que usou?

Às vezes. Estou tentando controlar. Vou conseguir. Já fiz muita gente sofrer. Gastei muito tempo com merda.

Quando terminar Romeu e Julieta pretende ler o quê?

Não sei. A única certeza é a de continuar lendo.

Bom. Não fique chateado com os “ataques”. Todos nós mudamos.

***

Reabilitação.

Reabilitação, doutor?

Sim, isso mesmo. Foi uma dose muito forte. É necessário limpar o organismo. Ele precisa de acompanhamento médico. Apoio. Nada mais que isso. Além do tratamento, claro.

Tem certeza, doutor? Não sei se ele receberá bem a notícia.

Não tem escolha.

Certo. Vou avisá-lo. Mas…

***

Chegou meu dia.

Não precisa agradecer, não precisa agradecer. Estamos aqui para ajudar. Tem uma data para sair daqui?

Sete dias.

Acha que vai durar uma semana sem mim? Sozinho fica um pouco difícil.

Nesse instante ele riu. Olhou na direção do mais novo amigo levantou a mão direita e com ela um livro. Raskólhnikov será minha companhia nessa semana.

***

Redenção. Redenção era o que procurava, apenas não sabia onde. Precisei folhear 590 páginas para encontrar a resposta. Dostoiévski é genial. Suas palavras inquietam e fascinam; impossível permanecer inerte após uma leitura assim. Impossível não citá-las no fim:

Mas aqui já começa uma nova história, a história da gradual renovação de um homem, A história da sua transição progressiva de um mundo para outro, do seu contato com uma nova realidade, completamente ignorada até então. Isto poderia ser o tema de uma nova narrativa… mas a presente narrativa termina aqui.”

 

Fim

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6 Respostas para “Antítese

  1. Li o texto, na sexta-feira ainda, quando Reinaldo me enviou para que eu revisasse. Disse, ao terminar, que aquele era o primeiro texto diferenciado do blog, no sentido de que estava em um nível acima de todos os outros.
    Nunca quis estimular competição entre nós, do blog, até porque é algo completamente sem sentido e que foge inteiramente aos nossos propósitos, por isso, ao dizer isso, não estou desmerecendo ou diminuindo os outros textos (estão incluídos nesses “outros textos” todos os meus, alguns dos quais considero bastante bons). Pelo contrário, acredito que essa inspiração e essa fina execução desse texto por parte de Reinaldo mostram que é possível evoluir. O texto dele suplanta todos os textos que ele mesmo escreveu de uma forma incomparável.
    Claro, essa é a minha opinião, e ela não deve criar qualquer expectativa de que todos os textos dos outros e do próprio Reinaldo estarão neste mesmo patamar.
    Reinaldo produziu um texto brilhante, e certamente produzirá outros, mas nem todos os seus outros textos serão tão bons quanto esse.
    A mim resta elogiar e (acredito que estas valem para todos nós) ser cada vez mais esmerado na hora de escrever e ler, ler muito para ter conteúdo para colocar no papel.

    Parabéns pelo belíssimo texto, Reinaldo.

    A redenção por meio da leitura é algo realmente utópico, mas que a sua apurada descrição tornaram real. Foi uma grande satisfação ler seu conto.

  2. Ufa!!!!! quase não acabo de ler.Estou de volta!!rsrsrsr

    Gostaria de fazer as palavras de Leonardo as minhas mas….não posso, tenho que ser autentica.

    Gostei muito do seu texto.Fiz questão de dar essa retomada , começando pelo seu belíssimo texto, com uma historia fantástica.

    Parabéns,você é um exemplo de um leitor que faz acontecer.

    Sucesso!!!

  3. Logo depois de receber os elogios de Leonardo, Reinaldo Filho me falou que gostaria de saber por que Léo tinha gostado tanto de seu texto. Ora, seu texto realmente foi algo revolucionário no blog. Não quero dizer que este deve ser um novo modelo buscado por todos para seus futuros posts, pois, afinal, não há forma correta ou errada de se escrever; o que acontece é que este seu texto reflete tudo que você aprendeu com os muitos livros que você leu. Esta diversidade mudou seu jeito de escrever, de descrever, de narrar, enfim, de pensar.

    Li duas vezes o texto antes que você mandasse para Leonardo postar, e ficamos mais de meia hora discutindo sobre a forma, sobre os argumentos, e simplesmente chegamos a conclusão de que nada no texto deveria ser mudado. E isso é espetacular!!

    Parabéns! muito bom!

  4. De fato diferente de tudo que já apareceu aqui no blog.
    E diferente também do seu último debate com Déborah não é? Este aqui foi bem mais contido. kkkkk
    Além de que você ainda misturou estudantes inteligentes e bons leitores com a completa ignorância e vaidade que levam algumas pessoas a usarem esses tipos de drogas, e isso tornou seu conto ainda mais especial.
    Parabéns mesmo!

    xD

  5. Agradeço a todos que leram e comentaram. Agradeço pelos elogios e considerações pertinentes. Realmente foi o meu melhor texto, o mais interessante e o mais desafiador. Como havia escrito nas considerações finais do meu último conto, começaria a escrever esse texto aqui, no início da semana (não deixando para a quinta ou sexta, como era de praxe), para que eu tivesse tempo suficiente de revisá-lo, além, é claro, de ter novas idéias no decorrer dos cinco dias. Consegui. Foi uma experiência gratificante; porque, além de inserir idéias minhas, o livro, sobre o qual me debruçara, foi de um valor incomensurável (me refiro ao incrível “Admirável mundo novo, de Aldous Huxley). Do mais, agradeço novamente. Tentarei sempre dar o meu melhor, para que vocês sintam prazer em ler o que escrevo, e para que eu aprenda cada vez mais.

    Flw, e boa leitura.

  6. Mesmo depois de um atraso imperdoável, não poderia deixar de comentar o texto. Li várias vezes, tentando “absorver tudo que ele tinha a oferecer” e achei simplesmente fascinante o modo como a narrativa se desenrola e, principalmente, as palavras finais. Está perfeito!
    Penso que nem meus parabéns são suficientes para expressar minha admiração.

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