Não podeis servir a Deus e ao dinheiro


Por Maria Déborah Ribeiro Nascimento

Ser cristão é muito mais do que ir à igreja aos domingos, comungar e jejuar nas quaresmas. Ser cristão é um compromisso de vida, é confiar em quem não se pode ver, é entregar sua vida e servir Àquele que te deu a vida. Na situação em que se encontra o mundo, isso se torna cada vez mais difícil, o pecado, as tentações, a impureza, por fim, aquilo que vem do “encardido”, está povoando e criando morada em cada vez mais corações, por todas as partes do mundo.

A cada dia que passa o mundo se enterra num buraco cada vez mais fundo, onde os crimes horríveis e medonhos viram moda, e essa tal de “liberdade de pensamento” aprisiona as pessoas numa vida desregrada de sexo e perdição. Exemplos disso, primeiramente, o caso que atualmente está sendo julgado, de Isabela Nardoni, uma criança assassinada, supostamente, por seu pai e madrasta. E, no segundo caso, o maior exemplo é o do Decreto nº 7037 de 21 de Dezembro de 2009, para o qual está sendo estudada uma possível aprovação. Entre os muitos assuntos que estão pautados nesse decreto, pode ser destacado “Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto”, “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo”, “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” etc.

Infelizmente essa é a realidade vivida… E então vem a pergunta, a quem você serve? A Deus ou ao dinheiro (mundo)? Não responda rápido, é evidente que todos responderam dentro de si: “Ah! Que pergunta! Claro que sirvo a Deus!”. Mas será isso mesmo? Então, antes de responderem à primeira pergunta, respondam essa: você se importa mais com o que Deus pensa de você ou com o que o mundo pensa de você? Reflita um pouco sobre isso…

As pessoas se dizem cristãs, dizem que servem a Deus, mas mesmo assim, pecam e continuam a pecar, mesmo sabendo que isso fere o coração de nosso bom Deus. Mas em relação ao mundo? “Ah! Não vou usar essa roupa por que não está na moda!”, “Hoje tem balada, não posso ir pra Missa, tenho que ficar com meus amigos, o que eles iriam pensar?”…. “O que os outros pensariam?”, “Será que eles gostariam?”, são perguntas muito comuns na vida de qualquer um. Deve-se admitir, o ser humano vive hoje, em função da sociedade. O que a sociedade acha correto ele faz, caso contrário, não faz.

Bem, então o que é correto pra sociedade hoje(uma vez que esse conceito muda periodicamente)? Hoje a sociedade prega o “carpe diem”, que nada mais do que “aproveite o dia”. Até aí tudo bem, mas como se deve aproveitar o dia? Bem, resumindo, as regras são as seguintes: fique ou simplesmente “pegue” o máximo de gatinhas(os) que puder, e o mais importante “pegue e não se apegue”; não seja tímido “extravase” e aproveita a juventude, “beba, caia e levante”; não se importe com o que pensam da sua “opção sexual”, se quiser homem pegue um homem, se não, pegue uma mulher… Ahhh! Quase que passou por esquecido, divirta-se muito, mas previna-se, “use camisinha” e caso não dê certo ou você tenha esquecido, simplesmente aborte. Esses são só alguns exemplos do que essa “Linda” sociedade prega e julga ser correto… Mas será esse o mesmo discurso do nosso Deus?

Quando o ser humano vai seguir as regras do mundo, não há limites, afinal, deve-se manter a “boa fama”, se o mundo diz que devo fazer e que isso é correto, então eu faço. Mas será que isso ocorre com as coisas de Deus? Você faz o que o mundo manda sem se importar com o que Deus pensa, será que você faz o que Deus pede sem se importar com o que o mundo pensa? A verdade é que não, as pessoas se apegam tanto a essa vida aqui na Terra, que se esquecem que a verdadeira vida será lá, junto de Deus. Quando você vai fazer a vontade de Deus, acaba limitando-se um pouco e faz “furtivamente”, para que o mundo não pense mal de você.

Muitas vezes você recebe dons e presentes tão preciosos de Deus como uma família maravilhosa, um(a) amigo(a) muito especial, ou mesmo um namorado(a), mas o mundo tornou os relacionamentos tão passageiros, tão superficiais e principalmente, tão impuros, que quando um ato de carinho por parte de dois irmãos(ãs) ou amigos(as), de um sentimento que vem de Deus, é mal interpretado e julgado errado. O que você vai fazer? Deixar de viver esse relacionamento puro que vem de Deus para atender aos caprichos do mundo, ou vai fazer o contrário?

Peço que você não saia por aí dizendo ser cristão como se a opção de ser cristão fosse igual a escolher “quem vai pro paredão essa semana”, se bem que na verdade as pessoas refletem muito mais quem vão eliminar no “BBB10” do que sobre a sua fé. Ser cristão não é opção, é um modo de vida, é uma escolha, de se entregar a Deus completamente. E não se pode servir a Deus e ao dinheiro, ou você faz a vontade de Deus ou a do mundo, não há meio termo. Portanto, após passado esse tempo de quaresma, passe essa Semana Santa refletindo:

“Você é de Deus ou do mundo?”.

Pense e escolha, ou você “carpe diem”, ou seja, aproveita o dia com o mundo, ou aproveita a VIDA com Deus. Reflita…

 

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3 Respostas para “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro

  1. Ao escrever um texto como esse, Déborah, você só me faz manter a minha convicção de que você deveria permanecer conosco no blog. Que inspiração! (sabemos que é o Espírito Santo falando em você)
    Que talento, que facilidade para escrever e mandar um recado que, além das palavras, vai para a nossa vida, fala aos nossos corações, apela para a nossa consciência e deixa um abençoado eco a nos indagar a quem vamos servir, se a Deus ou ao dinheiro.
    Quaresma é exatamente o tempo indicado para reavaliarmos a nossa vida. E não pensemos que é sinal de fraqueza ficarmos o tempo todo revendo o nosso comportamento, a nossa espiritualidade, as nossas escolhas e mudando de ideia. Pelo contrário, é sinal que temos a bravura necessária para reconhecer os nossos erros e seguir adiante. Sempre vamos ser empurrados para trás, sempre haverá quem nos arraste para fora do caminho. Ao invés de fugirmos e nos escondermos, nós, que vivemos neste mundo mas não pertencemos a ele, devemos, em contrapartida, arrastar pessoas conosco, daí a urgente necessidade de todos sermos evangelizadores. Há quem evangelize com as palavras, outros pela voz, outros pelo trabalho. Todos, sem exceção, todavia, devemos evangelizar também por meio da vida, pois o testemunho toca os corações. Neste ponto, como é bom saber que tenho uma irmã que é sinal de contradição no meio do mundo: jovem, bela e inteligente, não se deixa seduzir pelas mentiras que o mundo prega, mas permanece fiel, pois sabe que o Deus em quem ela acredita é e permanecerá fiel. Sua vida por si só já evangeliza, Déborah. Suas palavras são o “algo a mais” que Deus, na Sua infinita bondade, permitiu que você utilizasse para tornar ainda mais eficiente a sua missão.
    Deus a abençoe.

  2. Reinaldo disse para eu ser muito cauteloso em relação ao que comentar nos demais colaboradores deste ‘blog’, mas… Não pude ma manter inane do teu belo questionamento titular: discordo de muitas de tuas proposições morais (pessoalmente, não acredito que liberdade sexual seja subsunção satanista, mundana ou anticristã), mas incomodo-me deveras também a hipocrisia de muitos ditos religiosos e /ou “seguidores da Palavra” que pregam uma coisa em feriados santos e fazem o contrário no restante do ano ou então quando vejo festas de padroeiros de cidades interioranas, por exemplo, convivendo lado a lado com as piores demonstrações musicais sub-culturais…

    Sou religioso. Não sei se consigo dizer “cristão”, mas teísta, acima de tudo. Concordo contigo que o Dinheiro é um apelido terreno para o Inimigo de Javé… E não vejo que mal possa fazer a Deus quando vario pessoal e consentidamente acerca das genitálias que lambo, mas gostei de teu questionamento, gostei do título do texto, gostei de ter a possibilidade de discordar e, ainda assim, ter certeza que tens razão em trocentos pontos… Isto é viver em sociedade!

    Fica bem,

    WPC>

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