O Mercador de Veneza – William Shakespeare

04/05/2010

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Eu acho que já vi isso em algum lugar:

“Shylock – Acompanhai-me ao notário e assina-me o doumento da dívida, no qual, por brincadeira, declarado será que se no dia tal ou tal, em lugar também sabido, a quantia ou quantias não pagardes, concordais em ceder, por equidade, uma libra de vossa bela carne, que do corpo vos há de ser cortada onde bem me aprouver”. (pág.204-205)

E durante o julgamento para pagar a dívida:

“Pórcia – Um momentinho, apenas. Há mais alguma coisa. Pela letra, a sangue jus não tens; nem uma gota. São palavras expressas: “Uma libra de carne”. Tira, pois, o combinado: tua libra de carne. Mas se acaso derramares, no instante de a cortares, uma gota que seja, só, de sangue cristão, teus bens e tuas terras todas, pelas leis de Veneza, para o Estado passarão por direito”.

E viva Ariano Suassuna (ou seria a William Shakespeare?)




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4 Respostas para “O Mercador de Veneza – William Shakespeare

    • O termo “bela carne” ficou extremamente sardônico no trecho que destacaste…

      Oh, como esta obra me deixou FURIOSO! Furioso!

      WPC>

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