O HOMEM ELEFANTE – DAVID LYNCH

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Em um determinado momento do longa o Dr. Frederick Treves procura se desculpar do que havia ocorrido a John Merrick (O homem Elefante), este, por sua vez, responde:

“Por favor, não se culpe. Não se preocupe comigo. Sou feliz cada hora do dia. Minha vida é plena, porque sei que sou amado. Eu me descobri”.

Mas nem sempre na vida de John Merrick ele foi amado…

Do diretor David Lynch, o filme O Homem Elefante conta a história da relação entre doutor e paciente na Inglaterra da Era Vitoriana. Portador de uma doença que desfigurou 90% do seu corpo, Jonh Marrick (interpretado pelo excelente John Hurt) é conhecido como “O Homem Elefante” no circo onde “trabalha”. Criado pelo seu dono – “desde sempre” –, essa pobre criatura é utilizada como meio de vida para sustento dele. Mas a sua história começa a mudar quando o Dr. Frederick Treves (vivido pelo genial Anthony Hopkins) encontra-o e resolve tratá-lo no hospital no qual trabalha. A partir daí os dois começam a construir, no decorrer de “curtíssimas” 2 horas de filme, uma amizade que cativa o espectador. Mais do que isso, o filme, que foi baseado em uma história real, convence e toca nosso coração, graças às lindas e comoventes interpretações dos atores.

Como não gosto de esconder quando choro… chorei.

Um filme para ser assistido com Andrea e Renata.

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Uma resposta para “O HOMEM ELEFANTE – DAVID LYNCH

  1. Se tu que és tu, meu caro, choraste, tu não queiras nem saber o que este filme me causa sempre que revejo…

    SEMPRE!

    “Nada nunca morrerá”: jamais conseguirei entender à altura estes enigmáticos dizeres maternos, nem tampouco, com a perversão que me é cara, conseguirei entender o porquê de, dentre os 10% não consumidos pela doença, os genitais do John Merrick serem justamente uma parte não-afetada…

    Extraordinária interpretação do John Hurt (sua entonação vocal é perfeita… Lembra dele em V DE VINGANÇA? É o ditador. Diferente, né?)… e, quando ele se encontra (e obviamente, se apaixona) pela atriz vivida pela Anne Bancroft (a mesma de A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM), nem preciso dizer no que penso, né?

    Obra-prima!

    Detalhe: apesar das semelhanças conteudísticas e discursivas, os demais filmes do David Lynch vão por outra linha formal, mas te recomendo todos dele mesmo assim (incluindo o malfadado DUNA, que talvez faça mais sucesso contigo do que comigo)

    É isso…

    E dá-lhe choro justificado!

    WPC>

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