Disney: Clássicos da Literatura – Volume 6

Por José Eduardo Ribeiro Nascimento

As Aventuras de Marco Polo
História produzida em 1982
Roteiro de Guido Martina e Romano Scarpa e arte de Romano Scarpa
102 Páginas

O tesouro de Marco Polo
História produzida em 1973
Roteiro de Carl Fallberg e arte de Tony Stroble Steve Steere
16 Páginas

Quando eu tinha uns 16 anos, li uma adaptação de Marco Polo feita por Ana Maria Machado chamada As Viagens de Marco Polo, da editora Scipione, série Reencontro. Fiquei fascinado. Os relatos, apesar de resumidos, por se tratar de um livro juvenil, eram fantásticos. Um dos que me lembro, e que achei muito engraçado na época, foi quando Polo chegou em uma vila onde as mulheres guardavam potes cheios de pedras. Cada vez que ela tinha relações sexuais com alguém, ela depositava uma pedra no pote. Na hora de encontrar um noivo, este tinha preferência por aquelas que carregassem mais pedras em seu pote.

Mickey escreve uma adaptação da história que deveria ser transformada em mini-série por uma rede de televisão do Tio Patinhas. Claro que para cortar custos com atores de verdade, Donald desempenha o papel de Polo, Patinhas é o Tio Mateus e Kublai Kahn, Ludovico é Nicolau Polo, pai de Marco, e assim por diante.  A HQ é dividida em 4 partes (é a maior história da coleção até agora): A arca de Noé (Polo afirmou ter encontrado a lendária arca no meio do deserto), Até as muralhas da China, Missão em Saiangfu, e a princesa Koracin. O enredo escrito por Mickey é bastante fiel à história original, desenrolando-se enquanto este narra a história a todos. Sempre que uma capítulo termina, Patinhas elimina-o da série dizendo que o custo da produção o deixará falido. Os elementos literários que tornam os viagens de Polo um épico estão todos presentes, desde a paixão que o imperador nutre pelos estrangeiros, até as missões que Polo desempenhava por ordem de Kahn, viajando por todo o reino. Ler a HQ é quase como estar no livro. A história é fiel, e a encarnação dos personagens muito divertida. Ponto para o roteirista Guido Martina, que já é um dos autores que mais aparece na série.

A última história não tem muita coisa de especial, sendo apenas mais uma das muitas aventuras estilo “Ducktales”. Patinhas ganha uma mapa com a localização do tesouro perdido de Polo. Ele, Donald e os três meninos viajam em busca das relíquias. Curta e direta, não é uma grande história, mas completa o volume sem fazer feio, afinal são mais algumas páginas para ler.

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2 Respostas para “Disney: Clássicos da Literatura – Volume 6

  1. Como suas resenhas estão bem feitas! Que bela iniciativa você teve de ler e contar suas impressões a respeito dessa série especialíssima!
    Fiquei com muito vontade, agora, de ler Marco Polo…

  2. Concordo. Gosto muito dos seus textos. Não pretendo ler (por enquanto) esses quadrinhos, contudo pretendo ler o número que trará como inspiração Guerra e Paz, de Tolstoi, e Crime e Castigo, de Dostoievski. Esperando com muito ansiedade.

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