O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Por José Eduardo Ribeiro Nascimento

08/07/2010

Terminei de ler mais um dos livros que estava na minha lista desde sempre: O Hobbit. Quando começamos a jogar RPG, mais ou menos no final de 1999, ouvíamos falar em O Senhor dos Anéis, o livro que havia inspirado o D&D, e sempre nutrimos a vontade de ler os grandes romances. Muito difícil em nossa realidade de habitantes do interior, sem dinheiro e sem livrarias para nos informar, ler, olhar etc., o sonho quase que se tornou uma utopia, ou algo do gênero. Sempre quis ler o livro, ainda mais depois dos filmes.

Há algum tempo comprei o volume único com os três livros do Senhor dos Anéis (nos próximos meses pretendo relê-lo), e me apaixonei por Tolkien e sua criação. A terra média é impressionante, pois nas mãos de seu autor, ganhou vida, em cada detalhe, cada grão de pó, cada folha é descrita por Tolkien. Isso criou em mim uma obsessão em conhecer todos os trabalhos  deste autor, e começo pelo relato de onde tudo começou.

O Hobbit foi escrito para os filhos de Tolkien. Diferente da trilogia, a linguagem, apesar de descritiva, é simples e muitas vezes o narrador se põe a falar diretamente com o leitor, para criar atenção. Não pretendo aqui dissecar a obra, já que estragaria surpresas para aqueles que pretendem ler um dia, então ditarei apenas uma sinopse geral. Bilbo Bolseiro é um Hobbit comum, vivendo em sua toca confortável no Condado. Gosta de comer, beber, fumar, e é muito gentil com as pessoas. Um típico hobbit. Apesar de ser Bolseiro, Bilbo tem um pouco de sangue Tûk, uma família mais dada a “aventuras”, e por isso tem um status de “perturbadores da paz” no pacífico condado. Um dia, de tardinha, Bilbo estava fumando seu cachimbo em frente a sua casa, e eis que aparece Gandalf e o convoca para uma aventura que o deixaria rico. Depois disso acontecem várias coisas para atormentar o pobre Bilbo: treze anões chegam em sua casa, eles partem para matar um dragão, enfrentam trolls, orcs, aranhas gigantes e elfos, recebem ajuda de águias, corvos, e conhecem um curisoso homem urso, chamado Beorn.

Exceto em algumas poucas ocasiões, quando Bilbo já estava com o suposto anel de invisibilidade, eles sempre fogem nos momentos de perigo. Este sempre era superior às suas forças, o que torna, claro, o mundo realista. E como o livro foi escrito para seus filhos (crianças), fica fácil imaginar-se como parte de um mundo onde temos algo a temer. Os leitores reconhecem melhor os protagonistas, e se identificam com eles. Outro ponto importante é o fato de que sempre que o livro abordava um ponto mais calmo da jornada, o narrador utilizava de ferramentas para aguçar a curiosidade do leitor, liberando “Spoilers” discretos do que pode acontecer no futuro. Por exemplo, quando Bilbo acaba de enfrentar uma dificuldade, e conclui que passou pelo maior perigo de toda sua vida, o narrador fala algo como “mas Bilbo estava enganado,pois havia uma guerra por vir, porém falaremos dela mais tarde.”

E diferente do que acontece em O Senhor dos Anéis, onde o final é cheio de melancolia, o “nunca mais nos veremos de novo” rola solto (num livro onde a amizade entre os heróis é o mais importante, o adeus final é muito triste), em O Hobbit temos um verdadeiro final feliz. O Dragão morto, Os elfos, anões e humanos com uma grande aliança pro futuro, os orcs derrotados, e todos cheios de dinheiro no bolso.

Termino O Hobbit com muita alegria, e a sensação de ter lido algo realmente bom. Para os fãs de Tolkien, leitura obrigatória, para aqueles que desejam um livro divertido, rápido e cheio de aventuras em um mundo desconhecido e perigoso, O Hobbit é obrigatório.

Anúncios

6 Respostas para “O Hobbit – J. R. R. Tolkien

  1. Pôxa, tu dizes que não vais falar muito sobre o livro para não estragar o prazer de quem ainda não leu – que nem eu – e conta logo o final? Puxa…

    para falar a verdade, eu não sou muito fã desta cinessérie do Peter Jackson não (apesar de gostar muito de O SENHOR DOS ANÉIS – AS DUAS TORRES), mas confessar-me-ia empolgado se soubesse que a versão cinematográfica de O HOBBIT caísse mesmo nas mãos inspiradas do Guillermo Del Toro…

    WPC>

  2. Na verdade não foi bem contar o final, uma vez que este é bastante óbvio. Contei aquilo mais para provar que o especial do livro não é nem o começo nem o fim, mas o desenrrolar do enredo e das aventuras.

    🙂

  3. O Senhor dos Anéis é uma referência obrigatória para quem já jogou/joga RPG. Confesso que somente com essa retomada da literatura eu comecei a ver a obra como um livro, e não como um mundo para se jogar RPG. 😀
    Está na fila, na minha LOOONGA fila de livros por ler.

  4. Pingback: Algumas considerações sobre Tolkien « Catálise Crítica

  5. Pingback: O Hobbit – J. R. R. Tolkien « Catálise Crítica

  6. Pingback: Sorteio Especial: 4 anos do Catálise Crítica!!!!! | Catálise Crítica

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s