Confissões – Santo Agostinho

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

“É um grande da história que se confessa.”

Para quem busca o aprimoramento pessoal, quer se tornar uma pessoa melhor – falando em termos religiosos, quem busca a santidade – e para quem quer apreciar um mestre da retórica fazendo reflexões sobre diversos assuntos, as “Confissões” são um prato cheio.

No meu caso, prevalece a primeira razão, apesar de eu dar bastante valor ao estilo de Agostinho. Mas são os tesouros espirituais colhidos com a leitura deste livro que o fazem tão especial.

Há reflexões feitas pelo Bispo de Hipona que são verdadeiras pérolas:

“Todos aqueles que se afastam de ti e contra ti se rebelam, a ti estão imitando de forma pervertida. Ainda que imitando-te desse modo, mostram que és o criador do universo e, portanto, que não há para onde nos possamos afastar totalmente de ti.”

“Onde estava eu quando te procurava? Estavas diante de mim, e eu até de mim mesmo me afastava, e se não encontrava nem a mim mesmo, muito menos podia encontrar-te a ti.”

Para quem quiser conhecer, antes de ler o livro, a poesia presente nas Confissões, recomendo o vídeo abaixo, no qual a Irmã Kelly Patrícia canta a belíssima Tarde te Amei, a partir das palavras de Santo Agostinho:

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3 Respostas para “Confissões – Santo Agostinho

  1. A história de minha vida!

    Tu não sabes o quanto este livro me salvou, quão bem ele me fez em diversos contextos, gosto mesmo! Fico, inclusive, contente ao ver esta obra-prima confessional ser revalorizado por seu potencial intrisecamente religioso, visto que, infelizmente, nem todos com quem eu converso sobre o tema, se interessa pelo maravilhosos vieses pessoais do bispo de Hipona. Em breve, verei a versão que meu padrinho artístico Roberto Rossellini realizou sobre sua biografia.

    Quanto a Kelly Patrícia, “Passos no Silêncio” é um dos meus álbuns mais cultuados. Nos meus álbuns de Orkut, não raro suas letras emolduram alguns fotos. “Solidão” e “Vivo sem Viver em Mim” são verdadeiras odes ao tipo de redenção (tardia, mas sempre possível) que o Santo Agostinho prega. De coração, sinto-me particularmente tocado por esta postagem!

    Aproveito o ensejo para te indicar um filme. Não por ser necessariamente “bom” (apesar de eu tê-lo achado ótimo), mas porque sinto muita curiosidade em saber o que tu acharias dele, inclusive no que diz respeito ao teu arcabouço religioso: MARTYRS (2008), do Pascal Laugier. Pode ser?

    Por falar em Pascal, este é meu filósofo favorito, o que influenciou sobremaneira minha relação de obsessão a seus influenciados-mor: George Besnanos (autor de um de meus livros de cabeceira, DIÁRIO DE UM PÁROCO DE ALDEIA) e Robert Bresson (que adapta Dostoievski por uma via cristã jansenista incrível).

    Aguardo resposta, visse?

    E, mais uma vez, insisto: tocaste-me profundamente agora!

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  2. Pode ser. Mande por Reinaldo.
    Kelly Patrícia tem o dom de tocar as pessoas com a sua voz “sem expressão”, rasa, estável… Ela me evangeliza de verdade.

  3. De verdade, mesmo!
    Mas não é só a voz que me toca, mas o fanatismo de suas letras mesmo, o fervor…
    A canção em que ela invoca jesus por ter perdido uma chave (“O êxtase de Santa Teresa”, se não me engano) é soberba!

    E o filme já está com Reinaldo…

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