Moscati, o Doutor que virou Santo

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

No post anterior (Son of Rambow) falei que, na grande maioria das vezes, assisto a filmes por diversão. Moscati não é um desses casos. Trata-se de um filme italiano católico, feito para a TV, sobre a vida do Dr. Giuseppe Moscati (1880-1927), médico de Nápoles, canonizado em 1987 pelo Papa João Paulo II.
Assisti como um programa de formação religiosa, e assim é necessário encarar a obra para poder dela usufruir. Isso porque esses filmes religiosos normalmente são bastante deficientes no aspecto técnico, e a história é tão tradicional quanto possível. Deixando de lado este aspecto, concentro-me no Dr. Morati e nas razões que o levaram à santidade. Tratava-se, segundo conta a película, de um médico bastante inteligente, competente e, em especial, obstinado. Tinha, ademais, um diferencial: o amor.
Uma escolha interessante do roteiro é o fato de que o longo filme – cerca de 200 minutos – passa todo o tempo mostrando o médico imerso no seu trabalho. Ele é santo, mas um santo no seu trabalho, um santo que fez as escolhas durante toda a sua vida, que empregou os talentos que Deus lhe deu. Há apenas uma cena que mostra o médico rezando: ele está diante de uma imagem de Jesus morto, coberto com o sudário, pedindo que o Senhor se mostrasse para ele. E Jesus se revela nos doentes.
Causou uma revolução no hospital em que foi trabalhar no início da sua carreira ao tratar os pacientes com carinho, ao ir ao encontro das pessoas mais miseráveis, chegando a acolher doentes em sua própria casa. Com o passar do tempo, vai abrindo mão de sua própria vida – perde a noiva linda e rica, deixa passar a oportunidade de se tornar professor universitário, um dos seus sonhos, se desfaz dos bens que herdou dos pais, perde a própria saúde. Tudo em prol da sua fé e da certeza de que Jesus, como ele suplicara, se revelava nos doentes e necessitados.
Compartilho a crença do médico: o amor é maior que tudo, porque o amor é Deus. Se eu acreditar nisso, só posso fazer o bem, porque nenhum bem nasce fora do amor.
Ser santo não é algo inalcançável ou reservado a freiras, padres e eremitas de séculos atrás. Nos tempos atuais, vivendo neste mundo – mas não sendo seduzido por ele – é possível ser santo. E isso significa buscar incessantemente fazer a vontade de Deus. Não é ser perfeito, mas buscar a perfeição. Não é não pecar, mas lutar incansavelmente contra o pecado. E, acima de tudo, amar. O verdadeiro – e único – amor.

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20 Respostas para “Moscati, o Doutor que virou Santo

  1. “Normalmente, são bastante deficientes no aspecto técnico”…

    Razão: não são propriamente filmes, na maioria dos casos, mas minisséries compiladas, como bem deve ser o caso deste, que eu não conhecia até então. Em verdade, apesar de eu ser bastante religioso, incomodo-me bastante com evocações tradicionalmente “religiosas”, conformadas, mostrando visões de amor que fazem com que os descrentes se sintam na liberdade de proferir baboseiras como “desinteressa-me o céu porque lá só tem pessoas de branco e entediadas”… Humpf!

    Não sei se verei este filme caso não penetre num programa de formação religiosa como o teu, mas… Tive uma experiência interessante na paróquia local, aqui do conjunto Eduardo Gomes, onde resido desde que tinha 2 anos de idade: chamaram-me como “consultor” de um grupo de jovens (que nunca me acolheu como membro por causa de minha sexualidade infantil incandescente, à época) e pediram que eu escolhesse um filme para ser exibido antes da missa. Optei por SANTO FORTE (1999), genial documentário do Eduardo Coutinho sobre as imbricações pragmáticas entre o catolicismo e o espiritismo, mas nem sei se todos entenderam bem o que quis expor, em especial porque, só para acender o debate, pus um medalhão da Pomba-Gira no pescoço (apesar de ser avesso ao politeísmo sacrificador de animais – sou vegetariano militante! – do candomblé!) antes de entrar na sala… Mas foi válido. Bons tempos aqueles…

    Hoje eu estou sendo conduzido a uma espécie de evangelismo proto-pentecostal e diletante, mas gosto de aprender com estes exemplos que tu agora citaste e que volta e meia são mal-biografados por católicos bem-intencionados mas parcos em matéria de técnica e/ou estilo cinematográfico. Conclusão: sou daqueles que crêem que boas intenções fazem, sim, a diferença! Que venham mais!

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  2. PS: espero não ter parecido desrespeitoso com teus valores religiosos/institucionais. Longe disso! Apesar de não conseguir ser um cristão, no sentido mais estrito do termo (aceitar Jesus como “o filho de Deus”), tenho muito orgulho de minha formação católico e de mandamentos fortes e indispensáveis como “amar ao próximo como a mim mesmo”…

    Digo mais: eu estou tentando, juro!

    WPC>

    • Para ser cristão você deve viver como Cristo viveu. Muito pelo contrário o que você está vivendo, pois você faz parte da seita candomblé.Deus te abençoe e Maria te guarde. Pra mim a sua opinião acima não tem peso nenhum.

      • Nossa que comentário ridículo,não é a religião que impressiona a Deus mas o coração ,poxa sou agnóstico acho difícil aceitar alguma religião em minha vida sendo que a maioria delas confunde as pessoas deturpando o conteúdo do evangelho de Cristo com dogmas,rituais e rótulos,repense se você esta seguindo Cristo mesmo, ou apenas algum engodo dogmático!!!!

  3. Assisti o filme do santo Moscate , mais vida e testemunho , um homem inteligente , com dicernimento , uma riqueza para enriquecer a nossa Igreja . Penso que Jesus sempre esta feliz com homens que se santificam . Um médico , que cientista , um homem que praticava a caridade e como a caridade é a maior virtude , esta aí um estímulo para nós católicos . Vou indicar esse filme para o maior número de pessoas …

  4. Assisti este filme na TV Aparecida, fiquei profundamente impressionada com a vida desse médico santo…

    Que alma genorosa, despreendida, verdadeiro cristão, que assumiu a radicalidade do Evangelho de Cristo em sua profissão…

    Já assisti duas vezes, e pretendo assistir mais…

    Maravilhoso exemplo de vida.

  5. Realmente este filme nao só conta a vida de um homem santo como deixa-nos um exemplo a ser seguido…Lindo emocionante se praticassemos um gota dos exmplos por Ele deixado…com certeza o mundo estaria bem mehor…Vale a pena assistir rever e rever novamente para que assim possamos por em pratica no nosso dia dia…

    Luciana Barbosa-Rio Verde GO.

  6. O filme é ótimo. Ao invés de críticas por que não tentar viver da mesma forma ? Estenda suas mãos ? Esqueça-se de si mesmo. Está disposto ? Se sim, ótimo. Se não, ao menos não critique. Cala-te. Tem alguém fazendo por você.

  7. VI O FILME E COMPREI PARA MUITAS PESSOAS, QUERO COMPRAR MAIS E TEM MUITOS CONHECIDOS QUERENDO EM TORNO DE 100, INFELIZMENTE NÃO TENHO ENCONTRADO MAIS À DISPOSIÇAO. O LOCAL QUE COMPREI FOI NO SUPERMERCADO BREDAS EM JUIZ DE FORA A PREÇO POPULAR. POR FAVOR DIVULGUEM PARA QUE A DISTRIBUIDORA FORNEÇA MAIS. OBRIGADA! MEG

    • Obrigado pela visita, Margareth!
      Está publicado o comentário. Espero que a distribuidora atenda o seu pedido (apesar de que no site – http://www.casablancafilmes.com.br – o filme custa R$ 99,00!!!). Encontrei no mercado livre por trinta reais, mas ainda assim não é barato, e é só uma ou duas unidades.

      Volte sempre ao nosso blog!

  8. Amei, me emocionei mto cheguei ate a chorar, nunk vi nada igual uma historia linda, de fé amor e compreensao, vou levar isso pr minha vida keria pod ter pelo menos um pouco do q ele tinha.
    Lindo. Gessica bosco.

  9. Assisti a segunda parte do filme hoje,achei lindo,triste e emocionante.Uma lição de vida,um amor incondicional,precisamos mais de gente como esse médico. Chorei na primeira e na segunda parte. Amei ,vou recomendar para mais pessoas. Já tinha visto falar desse filme ,mas nunca tive a oportunidade ,ontem resolvi assisti-lo e não me arrependi! Vou assistir de novo quando passar.

  10. Henrique Dias, o próprio Deus vivo em Jesus Cristo disse: tu és pedro, e sobre ti edificarei a minha igreja.(não as minhas),e as portas do inferno não se prevalecerão contra ela…já se passaram mais de 2000 anos,e a igreja católica(santa,porque foi fundada por Deus mas também pecadora,porque os homens pecam) continua viva! Se Deus não ha quisesse não ha teria fundado.

    • Henrique Dias, o próprio Deus vivo em Jesus Cristo disse: tu és pedro, e sobre ti edificarei a minha igreja.(não as minhas),e as portas do inferno não se prevalecerão contra ela…já se passaram mais de 2000 anos,e a igreja católica(santa,porque foi fundada por Deus mas também pecadora,porque os homens pecam) continua viva! Se Deus não ha quisesse não ha teria fundado.

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