A Solidão e Sua Porta – Carlos Pena Filho

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar 
(nem o torpor do sono que se espalha)

 Quando pelo desuso da navalha 
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

Arquitetar na sombra a despedida 
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.

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Uma resposta para “A Solidão e Sua Porta – Carlos Pena Filho

  1. Transitório: ê palavra que me dá medo!
    Quanto à dor relatada pelo poeta, ainda estou cá agoniado com a significação que a Virginia Woolf me passou no livro recém-lido…
    Numa interjeição, portanto: ai!

    WPC>

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