Diário de Campanha: Império – 2º Episódio: Acampamento Pirata

Por José Eduardo Ribeiro Nascimento

Personagens:

Hiev – Paladino Humano

Mirana – Druida Elfa

Diven – Guerreiro Humano

Assim que o último homem-sapo caiu, os heróis examinaram o cômodo onde estavam. Esse andar do farol também estava vazio. A lâmpada a óleo estava apagada, e não havia nenhuma gota de combustível dentro dela. De cima do farol eles avistaram, mais ao sul, uma pequena casa. “Vamos para lá, devem estar com o faroleiro e sua família como prisioneiros.” – disse Hiev.

Diven, já recuperado, decidiu esperar os amigos desta vez; apesar de curado dos ferimentos, seu peito, esmagado pela armadilha, estava doendo bastante. Mirana pediu que seu lobo, Slash, fosse na frente, para “farejar” perigos. A casa ficava a aproximadamente quarenta metros do farol. Era uma pequena residência de madeira, que não deveria ter mais que um único cômodo. Havia em sua frente um pequeno quintal com algumas hortas destruídas; estava bastante escuro, pouco podia ser observado. Slash andava devagar, espreitando a escuridão, mas ao se aproximou da casa, pelo quintal, três setas de besta cortaram o ar a poucos centímetros de seu corpo. Mirana deu uma ordem telepática para que o lobo voltasse.

Ela apanhou uma pedra no chão, soletrou algumas palavras em druídico e a pedra começou a brilhar, como uma tocha; e, escondida como estava no arbusto, arremessou a pedra em direção à casa, o que iluminou todo o alpendre e a região à direita. Diven, cansado de esperar, correu na direção da porta, avistando um monstro atrás do canteiro esquerdo da cabana. O guerreiro investiu contra o monstro e deu-lhe um golpe no tórax, fazendo-o gritar de dor. Hiev correu logo atrás, mas foi abordado por dois homens-sapos que saíram da escuridão pelo lado direito da casa. Outro monstro apareceu por detrás do primeiro atacando Diven furiosamente com suas garras. O guerreiro recebeu dois golpes, um na perna e outro nas costelas, quase lhe derrubando; em resposta aos monstros, Diven deu um segundo golpe no primeiro, derrotando-o. Mirana correu com fúria pra cima de um dos homens-sapos, não percebendo que um terceiro inimigo havia saído do arbusto atrás dela. Este atirou com sua besta, acertando-a em cheio nas costas, o que lhe rendeu um ferimento grave. Mirana virou-se e acertou-lhe um golpe decisivo, derrubando-o na primeira estocada. Hiev acertou um dos homens-sapos, que caiu na mesma hora, mas o segundo conseguiu mirar sua besta em Mirana, já ferida; a seta acertou o tronco da Elfa que caiu desmaiada. Diven acertou mais um golpe no monstro, o qual começou a correr através dos arbustos, tentando fugir. Hiev deu um golpe no homem-sapo e correu atrás do monstro.. Diven voltou-se para o último homem-sapo, quando de dentro da casa sai um humano com a espada na mão. “Reforços…” Diven pensou. E correu em direção ao homem sapo derrubando-o com um golpe forte na cabeça; o homem aproveitou que Diven lhe virara as costas e atacou-o covardemente. Mas o instinto de guerreiro de Diven alertou-o a tempo suficiente para que se protegesse com o escudo. Começou uma batalha feroz, mas Diven era mais habilidoso, e pôs fim ao combate com um golpe no braço do vilão, derrubando-o indefeso de costas para o muro da casa.

Nesse momento Hiev chegou com o monstro amarrado. Vendo a situação da Elfa, ele correu em sua direção e, após fazer alguns curativos rápidos, estendeu as mãos sobre seus ferimentos e uma luz dourada fez desaparecer as feridas. Mirana acordou segundos depois.

Diven contou-lhes o que se passara, explicando que aquele homem estava do lado das criaturas. Hiev e Mirana tomaram a dianteira para interrogar o inimigo e Diven entrou na casa a procura de pistas.

A casa estava vazia de móveis e utensílios, mas quatro corpos estavam amontoados em um canto. Olhando mais de perto Diven constatou: Eram o faroleiro, sua esposa e filhos. Mirana, munida desta informação, empurrou sua cimitarra no pescoço do humano, tirando-lhe sangue, e pediu respostas. Quem era ele? O que fazia ali? Por que os monstros obedeciam-no? Onde está o navio? O Pirata, que antes mostrara-se determinado a não falar, sentiu medo e desespero com o gesto intimidador da Elfa e decidiu que sua vida era mais importante que seus amigos, então falou:

“Eu sou ‘Baderna’, marinheiro das ilhas do sul. Fomos contratados por um homem para saquear o navio. Podíamos ficar com tudo, menos com um certo baú. Esses monstros são servos de nosso contratante, se chamam Kappa. Matamos o faroleiro e, depois de apagar o farol, fizemos uma outro farol mais ao norte, para atrair os barcos para o recife. Saqueamos o barco, matamos os marinheiros e ateamos fogo no navio. O tesouro está em nosso acampamento, mas está bem protegido, vocês nunca conseguirão.”

Os heróis amarraram o pirata e colocaram-no, com o Kappa, dentro da casa. E rumaram para tentar encontrar o acampamento pirata, e, depois, montar seu próprio acampamento.

O acampamento pirata era composto por quatro tendas, de diferentes tamanhos, ao redor de uma pequena fonte. Contaram um máximo de três kappas, seis homens-sapos, cinco piratas e um casal mais bem vestido e elegante, que deveriam ser os líderes, por raciocínio lógico. Afastaram-se e montaram acampamento, deixando o lobo de guarda.

Acampamento Pirata

De manhã,  esperaram até que alguém se afastasse do acampamento. Após algumas horas, dois homens saíram do meio da multidão; com auxílio de algumas armadilhas, eles conseguirão derrotá-los sem muito alarde. Diven pegou a espada que um dos homens carregava, um bela obra-prima. Mirana fez com que o lobo “roubasse” tudo que havia na cabana mais distante, mas só encontraram uma armadura usada e uma espada comum.

Decidiram-se pela aproximação direta, começando pela segunda barraca, já que a primeira estava vazia. Porém, apenas Mirana conseguiu passar pelas sentinelas sem ser notada: Diven e Hiev foram avistados por um kappa, que sem muito pensar deu o grito de alerta. Três Kappas, seis homens sapos e dois piratas avançaram pra cima dos dois. Mirana, que conseguiu se esconder, conjurou a magia que fazia as plantas crescerem, o que segurou parte do levante no meio do caminho. Logo depois ela invocou uma escuridão na frente da batalha, de modo que quem viesse do acampamento não veria nada do que estava acontecendo. Graças às magias de Mirana a batalha correu bem. Diven subjugou quatro com sua espada, Hiev, apesar de ter ficado preso nas plantas, derrubou mais três; Mirana derrubou três e mais um que chegou atrasado.

– Os outros não estão vindo… – disse Mirana.

– Isso só pode significar duas coisas – disse Hiev consciente – ou eles fugiram, ou estão preparando armadilhas e estratégias para a nossa chegada.

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