Melhores Inícios de Filmes

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

Eu gosto naturalmente de listas, e acredito que não seja o único. Gosto de fuçar, em especial, listas relaciodas a filmes e, é claro, livros.

Vi no blog Rosebud é o Trenó uma lista com as melhores cenas inciais de filmes (link aqui). Fucei mais um pouco e encontrei outro blog, o Tribo dos Errados, com uma lista similar (link aqui).
Interessante como há coincidências nas duas listas: Sete filmes no total (Vanilla Sky, Trainspotting, Os Bons Companheiros, Cães de Aluguel, O Rei Leão e, em ambas as listas em segundo e primeiro lugar respectivamente, Cidadão Kane e A Marca da Maldade). Vi todos esses filmes, com exceção de Vanilla Sky, e confesso que não lembro bem da abertura de A Marca da Maldade nem de Os Bons Companheiros. Recordo muitíssimo bem de Trainspotting, que para mim é uma das melhores.

Aquela que mais acho impressionante está apenas na segunda lista: Magnólia, de Paul Thomas Anderson, com suas reflexões sobre o acaso (nunca esquecerei o suicídio que foi assassinato…).

Como minha memória é péssima, minha atenção, normalmente terrível, e o meu arcabouço referencial filmográfico, muito limitado, não conseguiria acrescentar nenhum filme digno de nota a esta lista, com exceção, talvez, da mais do que famosa abertura de Clube da Luta e de uma abertura que me inquietou muito quando a vi (não menos do que o filme como um todo, ressalto): um carro na estrada, uma família feliz, num jogo de adivinhações, ao som de uma música clássica, subitamente interrompida por um rock pauleira, deixando claro, desde o início, o que esperar (ou não esperar) do filme.

Fica o convite para quem quiser comentar, acrescentando as suas aberturas favoritas de filmes.

Anúncios

7 Respostas para “Melhores Inícios de Filmes

  1. Primeiramente, parabéns pelo post! Muito legal e original.

    Humm, ficarei com “Closer”, de Mike Nichols. A cena é fantástica e harmônmica: os dois andando em meio a multidão; a troca de olhares; o sorriso idiota de Jude Law; a música The Blower’s Daughter ao fundo; o acidente na incorrigível Natalie Portman; e, para sacramentar, a frase: “Hello, stranger”.

  2. Por que tu puseste a imagem de VIOLÊNCIA GRATUITA, descreveu a cena de abertura mui corretamente e escreveu “Clube da Luta” na hora de mencionar o título do filme? Ato falho! Cuidado que o Michael Haneke é temperamental, visse?

    Antes de pensar nalgum acréscimo às tais listas, confesso que a abertura sem cortes de A MARCA DA MALDADE é uma tentação de tão perfeita. VANILLA SKY é um filme tão desnecessário, que acho um crime ser citado aqui, dado que nada faz do que plagiar o original espanhol PRESO NA ESCURIDÃO/ ABRA OS OLHOS, infinitamente superior!

    Gosto dos outros filmes (e aberturas) citados, mas acrescentaria numa lista pessoal: 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO e aquele comedido senso de natureza a ser invadida; UM CORPO QUE CAI e os gráficos inesquecíveis do Saul Bass; SATYRICON DE FELLINI e aquele monólogo dilacerador; UIVOS PARA SADE e a contestação esquerdista mais radical de toda a História do Cinema (!); LUZES DA CIDADE e o tapa na cara dos tecnocratas que Charles Chaplin aplica com louvor; CREPÚSCULO DOS DEUSES e a anunciação soberba daquela narração mortífera; GANGA BRUTA e os valores moralistas mais canhestros do Brasil de outrora (e de ainda hoje); e ARRASTE-ME PARA O INFERNO, pelo pavor que instaura logo de cara, para ficar em apenas alguns exemplos que lembro de chofre.

    WPC>

    • E, venhamos e convenhamos, apesar do ato falho, a abertura sem entraves de CLUBE DA LUTA é muito boa mesmo, né?

      Eu não gosto tanto do modo como esta primeira versão de VIOLÊNCIA GRATUITA se desenrola. A regravação norte-americana é abominável, desnecessário acrescentar, mas admito que a abertura é genial. Amei o uso inteligente da música enquanto discurso. Rebobinei na mesma hora, a fim de apreciá-la novamente (risos)

      WPC>

      • Ops: o ato falho foi meu… Agora que percebi uma sutil conjunção entre o título da obra-prima do David Fincher e a abertura magistral que tu homenageaste com a foto do Arno Frisch, que está ainda mais belo e perverso em O VÍDEO DE BENNY, também uma pérola sádica hanekeana. Ato falho de minha parte: desculpa (risos)!

        WPC>

    • Aliás, lembrei de mais algumas: a abertura de DRÁCULA DE BRAM STOKER jamais me saiu da cabeça! A abertura do recente WATCHMEN – O FILME é, também, primorosa! A abertura de O MÁGICO DE OZ? um encanto! A abertura de A PALAVRA, do mestre Carl Theodor Dreyer: uma das mais perfeitas sínteses kierkegaardianas já intentadas! A abertura de HAIR? entre as minhas “10 mais”, com certeza! A abertura musical de GARGANTA PROFUNDA? uma gracinha, quem diria… (kkkkkkkkkkkkkkkk) – e por aí vai… O tema rende, visse?

      WPC>

      • De fato, era pra ter nominado o filme. Naturalmente eu estava falando de duas películas: Clube da Luta e Violência Gratuita. Empolguei-me de tal modo com a descrição da abertura que esqueci de colocar o nome do filme de Haneke.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s