O Nome do Vento – Patrick Rothfuss

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Terminei.

“Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon. Passei a noite com Feluriana e sai com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressas nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem menestréis chorar.

 

Você deve ter ouvido falar de mim.”

Há tempos que eu e os meus irmãos conhecemos o famigerado RPG (Role Playing Game), e em muitas dessas nossas aventuras, poucos não foram os bons e insuperáveis momentos que ficaram marcados em nossa memória afetiva. Momentos heróicos. Ações realizadas pelas “nossas personagens” que fariam qualquer Cavaleiro das Trevas, Thor ou Super-man tremer de inveja e admiração. E é nesse sentido, e seguindo essa mesma lógica, que afirmo categoricamente: Kvothe, figurinha central de O Nome do Vento, aplaudiria e lacrimejaria ao ouvir as nossas façanhas.

Escrevo isso (e digo logo, não esperem aqui resenha do livro, porque se assim quiserem, cliquem no hiperlink acima) porque foi assim que me vi ao finalizar o livro aqui comentado. A obra é fascinante. Cativa e envolve. Mas, apesar de todo o encanto, para mim, faltou um pouco mais de momentos extremamente heróicos. O romance tem excelentes trechos, claro; todavia, raríssimos foram aqueles que me tiraram do sofá e me fizeram gritar: FILHA DA PUTA, ESSE CARA É BOM DEMAIS, NA MORAL!!!

A leitura valeu muito apena, não tenho dúvida, contudo fico na expectativa de que as palavras do próprio Kvothe: “Amanhã teremos algumas das minhas histórias favoritas. A minha viagem à corte de Alveron. A aprendizagem da luta com os ademrianos. Feluriana…”; e do aprendiz Bast, ao dirigir-se ao homem que escreve a história do seu mestre: “Concentre-se nos atos heróicos, na argúcia dele, esse tipo de coisa” se concretizem em muitos momentos inesquecíveis.

Não obstante essa minha vontade de ver mais ação, ainda fico a pensar nas palavras do Cronista (é como se ele estivesse a falar comigo): “Mas estou compilando a história da vida dele. A história real (…). Sem as partes sombrias, é só uma tolice de contos de fadas…”

Bem, que venha como vier. É completamente válida a leitura. Sendo assim: aguardo ansiosamente pelo livro dois

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12 Respostas para “O Nome do Vento – Patrick Rothfuss

  1. Quando li o livro (escrevi até um post aqui), comecei temeroso porque descobri que o livro era uma trilogia, e que só o primeiro livro estava escrito. (Ainda seria escrito em inglês, para TALVEZ ser traduzido por aqui… o que me desestimulava a me aventurar no mundo de Kvothe).
    Quando terminei a leitura, estava empolgado. Que leitura ágil, que história bem contada, que personagem cativante. Eu, que nunca li Senhor dos Anéis nem Harry Potter, mas que já joguei muito RPG, e li Game of Thrones, vi ali uma historiazinha clássica e muito empolgante. Concordo com Reinaldo que a impressão clara é que a parte mais agitada ainda estava por vir. Mas gosto de introduções, de prefácios, de prolegômenos… Apenas para citar um exemplo, o começo de Up para mim é o melhor do filme, com aquela viagem magistral da infância até a morte da esposa do velhinho.
    Que venha o segundo livro!

  2. Até agora, ainda não tinha ouvido falar dele (risos)…

    Será que chegarei aos 35 anos de idade sem nunca ter jogado RPG?!

    Mas, deixa queito, na hora certa, uma destas sagas me atingirá, na hora certa…

    WPC>

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  5. Estou com O Nome do Vento aqui em minhas mão, meu filho leu e passou para mim, ainda vou começar a leitura, estou achando que é muita coisa para lê, mais vou em frente,quando terminar,volto aqui.

    • Leia mesmo, Vera Lucia, e nos de^ um retorno. Tenho (quase) certeza de que voce vai gostar bastante da historia. Ah! E continue visitando nosso blog!

  6. Ei, encontrei um erro, não sei se estou certo, mas não desestimulei. É ruim quando se está lendo algo bom encontrar erros tão fúteis.

    • Qual o erro, Daniel? Li há uns dois anos e não lembro de nenhum erro. Talvez estivesse tão empolgado com a história que tenha passado desapercebido.

  7. Pode ter sido um equívoco, não sei. Veja a página 445, o último parágrafo. Ele diz: “Olhei para seus curativos, sentindo um nó no estômago ao pensar na hipótese de acontecer alguma coisa com ‘sua’ hábeis mãos de artífice.”

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