Querido John – Nicholas Sparks

Por José Reinaldo do Nascimento Filho 

Terminei.

 Estimado leitor, posso fazer uma pergunta? Você já teve o prazer de ouvir ouvir a música Meteoro da paixão, de Luan Santana, ao mesmo tempo em que comia um melão, sentado sobre um romance (kkkkkkkkk) de Paulo Coelho?

 Se a resposta for sim, então você leu Querido John e entendeu a minha pergunta; se não, huumm… vejamos… assim como eu, NUNCA MAIS experimente fazer uma leitura tão desnecessária na vida, certo?

 Narrado em primeira pessoa, o romance aqui comentado, conta a historieta de John, um rebelde jovem, filho de um solteiro Pai ausente, que procura no exército a arma para exterminar a sua vida desregrada e sem sentido. De férias, ele encontra, na praia, após uma bela surfada, uma charmosa e morena adolescente. Após salvar a sua bolsa de morrer afogada, eles começam a dialogar. Na conversa, Savannah diz – ao futuro amado – que é muito feliz, compreensiva e que, durante as férias, ajuda a construir casas para os pobres. Eles se apaixonam e… ele vai para o exército… ela espera… eles trocam cartas… ele volta… fazem sexo… ele volta para matar Saddam Hussein… ela se apaixona por out…

Desculpe-me, leitor, mas estou com muita preguiça para escrever mais alguma coisa sobre esse aborrecido casal.

A história é muito chata; o romance não é romântico; o autor, pelo menos nesse livro, FALA (e isso é quase explícito) a partir das falas das suas personagens (ou seja, eles não têm participação; vida própria). No mínimo, em três momentos importantíssimos para a construção da trama, o autor, ciente da sua demência e preguiça intelectual, repete a frase “sei que isso é um clichê”, tanto para começar a caracterizar as personagens quanto para dar início a algum momento marcante na vida do seu herói ou heroína.

É preciso dizer mais alguma coisa? Quem sabe: o texto é tão sem relevo quanto uma calçada (sim, sim, eu sei: essa eu tirei de Madame Bovary).

Ps1: Explicando a pergunta inicial: Assim como a música supracitada, o livro não faz mal a ninguém; semelhante à fruta, não tem personalidade e é extremamente sem graça e sem gosto; e, por último, é tão importante para a literatura universal quanto foi a morte de Lacraia para a música brasileira.

Ps2: Eu prefiro comer Umbus a ler esse livro (piada interna).

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22 Respostas para “Querido John – Nicholas Sparks

  1. Ufa! Li até o final (risos)

    Conforme te antecipei através de mensagens de celular, ler algo do Nicholas Sparks ainda não é pretensão minha – nem de longe, apesar das críticas favoráveis e entusiasmadas de nossa querida Suzanmelila…

    Mas, antes de comentar teu texto em si, como eu tive acesso a este autor: através dos filmes, lógico! Amei DIÁRIO DE UMA PAIXÃO, detestei UM AMOR PARA RECORDAR e acho A ÚLTIMA MÚSICA legalzinho (até eu me surpreendi com isto!) – Não vi QUERIDO JOHN ainda, mas foi Melânia quem gravou para mim, enchendo-o de elogios. Vai chegar o momento (kkkkk)

    Sobre teu texto: infelizmente, tu saturaste a tua crítica com os mesmos clichês e chavões que tu pensavas criticar… Começa tão bem, tão humorado e se perde na obviedade pré-conceituosa! Tachar melão de fruta sem gosto é o cúmulo! Dizer que Luan Santana não faz mal a ninguém é não ter o mínimo de sensibilidade acerca do que pregavam os frankfurtianos. Quanto ao Paulo Coelho e à morte do dançarino, talvez eu concorde, mas achei as tuas generalizações anteriores muito negativas e pouco inspiradas, vergonhosas em sua pretensa “internalidade referencial” até, mas, deixa quieto, crítica construtiva para tu, pelo jeito, é algo que não surte efeito: quantas e quantas vezes, amado ser, eu já te sugeri IGNORAR por completo estas atrocidades da Indústria Cultural?! Se é nulo, para que citar? Somente falar (mal, que seja) deste povo é dar visibilidade, é dar o estrelismo que eles querem… Ignore-os por completo: é fácil e digno, te juro! Algumas vez, por acaso, tu já viste eu citar este talzinho pseudo-sertanejo em meus ‘blogs’? Olha que eu até acho ele bonitinho (kkkkk), mas o segredo é IGNORAR por completo. Funciona que é uma beleza! Que nem a ausência de comentários teus lá no Gomorra, que me faz sofrer aos cântaros (risos) – Faça com eles o que tu fazes comigo! (kkkkkk)

    De resto, talvez tenha valido enquanto tentativa: tantas e tantas guriazinhas falam bem destes livros que, sei lá, a gente até desconfia, né? Mas eu prefiro demorar um pouco mais até cair na malha dele (risos)

    Wesley PC>

  2. O que dizer de alguém que joga tempo fora lendo Querido John? Vá ler Sabrina, Júlia ou algo do gênero agora. Ou vá ouvir pagode ou ver novela. Ou passe a acompanhar as peripécias de Gugu Liberato…
    Eu até concordo que é bom às vezes sair da literatura “cabeça” e ir atrás de algo mais leve, descontraído. Mas daí a fuçar no lixo…
    Lembre do que disse P. D. James:
    Leia muito e COM discriminação. Má escrita é contagiosa.

  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Concordo com Wesley, claro; e ri muito do que Leonardo falou. Mas é sério mesmo: vocês exageram muito!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Não quero ser apocalíptico, mas… “o tempo nos dará razão” (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

    Fora isso, sabes que, de vez em quando, eu até que leio/vejo uns trambolhos, mas… Concordo com o Leonardo que isso pode viciar, deixar a gente mal-acostumado. Por isso, mo truque é fazer de conta que nunca ouviu falar mesmo… Que nem no caso da Bruna Surfistinha, que, se não fosse por causa de ti, eu nunca leria (kkkkk)

    WPC>

    • Éhhh…
      Você não pode falar muito não… Assumir que leu Bruna Surfistinha, não importa por qual motivo, deve ser algo absolutamente constrangedor. 😀

      • Pois ainda acho ela o de menos…
        Pior foi ter lido CONFISSÕES DE UM COMEDOR DE ÓPIO e ter odiado, mas, por causa de seus séculos de existência, achar que tem mais validade do que ela (kkkk)

        Brincadeiras à parte, O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO funciona muito bem enquanto suporte pornográfico, que é constrangedor de qualquer forma… Mas tenho muito orgulho de minha resenha sobre o livro (risos), se é que se pode chamar de livro.

        No caso dela, aliás, caro Leonardo, há uma cobrança pessoal de minha parte (em relação a mim mesmo, inclsuive) por causa do uso do erotismo espalhafatoso, sabe? termino contando minhas aventuras para-sexuais da mesma forma que ela, logo, me serviu enquanto parâmetro psicótico interno. Não me arrependo não.

        WPC>

  5. O bom dos EUA é que se você encontrar um “nicho” você vende muito. Esse cara tem uns 5 livros vendidos aos milhões, todos na mesma temática. Muita coragem e perda de tempo ler isso, a não ser que se goste muito. Como não é seu caso… devia rever seus conceitos… kkk

  6. quem leu o livro deve ler este comentario:

    o livro é uma completa droga(o livro e muito bom ;D), então resumindo, o livro só conta a história de como a vida do cara era normal e em seguida virou uma bosta. Vejamos os fatos:

    O CARA PERDE O PAI, QUE TEVE DUAS PARADAS CARDIACAS ANTES DE MORRER
    ELE TINHA UMA PÉSSIMA RELAÇÃO COM O PAI.

    ELE SÓ SE APAIXONOU VERDADEIRAMENTE SÓ UMA VEZ NA VIDA!

    ELE SÓ PODE VER A MULHER QUE AMA APENAS POR 2 SEMANAS POR ANO.

    A MULHER QUE ELE AMA, SE APAIXONA POR OUTRO CARA, E SE CASA COM ELE DEIXANDO O JOHN PASTANDO.

    E NO FINAL DO LIVRO, O UNICO DINHEIRO QUE JOHN TEM, VAI PARA O TRATAMENTO MÉDICO DO CARA QUE TIROU A MULHER DELE (É UM CORNO MESMO)

    ENTÃO ALÉM DE TUDO ISSO, ELE FICA POBRE E SEM TER O QUE FAZER COM A VIDA.

    ri muito kkk

    • Agradecido pela sua presença aqui no nosso blog, Caio. Espero que volte sempre, agraciando-nos com as suas críticas, opiniões, comentários… Que seja. Volte sempre.

  7. Tb tive o desprazer de ler esse livro. No final eu queria matar o John por ser tão burro e sem graça – ou o autor, por escrever um livro tão chato e sem emoção. O aprendizado que fica é: como fazer para levar uma vida estúpida, arcaica e inútil? Fácil: siga os passos do querido John.

    • Da próxima vez, Alex, tente ler um autor brasileiro chamado Marçal Aquino. Ele escreveu um livro chamado “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”. Comprei e li por causa do título. Há dois textos aqui no blog sobre ele. É uma verdadeira história de amor, bem narrada, bem conduzida.
      Ah! Obrigado pela visita e volte sempre aqui no nosso blog!

    • Agradecido pelo comentário, Joselma.

      Mas a graça da leitura de romances está justamente nisso, nos pontos de vista diferenciados. O livro, sem dúvida, conseguiu tocar você de uma maneira especial. O que não aconteceu comigo e com as pessoas que fizeram os comentários acima.

      Do mais, visite-nos mais.

  8. eu espero encontrar um livro a altura de Querido Jonh,outro livro muito bom é a cabana.mas nao como Querido john.

  9. Eu também amei,tanto o livro quanto e filme…e o que vejo acima são pessoas bem amargas e de mal com a vida…lamentável..!Não concordo com 1 só palavra do que disseram..enfim!

  10. Eu também amei,tanto o livro quanto e filme…e o que vejo acima são pessoas bem amargas e de mal com a vida…lamentável..!Não concordo com 1 só palavra do que disseram..enfim!

    • Obrigado pelo comentário, Tatiane. Que bom que você gostou do livro. Isso é que importa, no final das contas: a sua experiência enquanto leitora. De nada adianta um livro ser reverenciado se você o lê e ele não lhe diz nada.

      Obrigado pela visita ao blog e volte sempre!

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