A gente fomos felizes – Fábio Simas Gonçalves

Apenas para deixar claro o que penso sobre a tal polêmica do livro didático que ensina que errar está certo, reproduzo abaixo o texto retirado do Jornal Mogi News, de autoria de Fábio Simas Gonçalves:

A gente fomos formado para não questionar o que o governo faz cum nosso dinheiro. Acreditamos que os politico não precisa prestar conta dos trabalho deles, por que são onestos, e é acim que as coisa é. Não adiante reclamar. Alias, o povo brasileiro é muito intelijente, empreemdedor, criativo, não precisa de política, que é coisa de gente xata.
Mas as coisa vai ficar mais fácil até, por que não é mais pressiso nem mesmo saber escrever. Do jeito que tá escrevido tá bom, basta quem ler saber o que eu quis diser.
Então, não repreenda mais seu filho quando escrever ou falar errado.

Caras profeçoras e profeçores, nada mais de nota baicha ou anotassões no caderno, para que o aluno fassa aula de reforsso. Daqui pra frente a gente entramos na era da nova didática. Ás favas a norma culta, que so serve para enxer o saco. A gente estamos livres das regra da gramatica, que so serve para deixar a gente de recuperação no fim do ano ou paçar vergonha quando escrevemo algum documento mais formal.

É nunca na istoria desse paiz o povo teve tanta liberdade e foi tão agraciado. Não sabe escrever. Não tem pobrema. Até por quê o lula erigiu a ignorânssia como uma espécie de sabedoria superior.

E por que falo isso. Por que o ministerio da educação liberou geral, tá até fornecendo livro que ensina que errar tá certo. Então já estou me preparando para conseguir ler os teztos do meu filho daqui uns ano. E eu que estava tão felis, por que com quatro animhos ele já sabi ler…

A tempos gostaria de izscrever um artigo em homenajem as minhas profeçoras, mas agora vejo que todo o trabalho delas foi invão, tanto tenpo disperdissado para o MEC vim e diser que o erro tá liberado, a concordância não cerve para nada. Perderam seu tempo, e eu também, por que em veiz de ficar na aula, poderia muito bem tá jogando bola. Que saco, axo que nasci na época errada, seria muito mais felis agora. Oje poderia izcrever minha redação do geito que senpre quis: com a cabessa e a pena livre das regra da língua portuguesa.

Mas o povo é muito intelijente. Sabe que tudo o que o governo faiz é para o nosso bem. Né não?
A ia me isquessendo. O nome do livro do MEC é “Por uma Vida Melhor”, da ONG Ação Educativa, uma das mais respeitadas na área, e que encina que pode-se dizer “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.
Esse é o paiz que eles sonharam, onde não tenhamos a nossão de nada. E eles podem fazer o que quiserem com a gente.
Sei que serei criticado por que falei mal do trabalho do MEC, vão falar que a escola precisa livrar-se de alguns mitos, o que é mais melhor de bom para todos.

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6 Respostas para “A gente fomos felizes – Fábio Simas Gonçalves

  1. Você já imaginou essa política educativa extendida à matemática?
    Na Escola:
    Aluno: 2+2=5 professora!
    Professora: no livro diz que você está certo, parabéns!, tirou 10!
    No Super-mercado:
    Aluno: O troco está errado! Lhe dei 10 reais, Comprei uma revista de 2 reias e um chocolate de 2, assim 2+2=5, 10-5=7. Você me deve 7 reais!

    • Indo mais longe: Com as palavras sendo escritas, faladas, e registradas de forma errada, o Brasil ficando cada vez mais monossilábico. as pessoas ficam mais ignorantes, cada vez menos preparadas para assumir cargos médios e altos em empresas privadas e até mesmo os concursos públicos começam a exigir nada em suas provas, por que afinal todos estão certos. Quem gritar mais alto leva a vaga, ou não já que todos tem a sua maneira de se valer. Uma massa de pessoas burras e despadronizadas na comunicação, opaís começa a vender mão de obra burra e barata para países mais “espertos” as mega corporações fazem sede no Brasil, o país é vendido depois de 30 anos de burrificação. Com o país sendo controlado por outros países, e nós pegando a sobra dos europeus e americanos talvez consigamos elevar nossa cultura e nos tornemos mais inteligentes do que somos hoje. Isso sim é que é pensar no futuro! 😀

  2. Estou cada vez mais desanimado com o Brasil. Ver que há gente que defende esse ideia do “preconceito linguístico” me entristece ainda mais. Se for analisar bem, esse livro não é um caso tão pensado assim. Simplesmente ele é fruto de favorecimentos para embolsar muito, muito dinheiro público. Ele foi apresentado ao MEC, cujo ministro é Fernando Haddad, pela ONG Ação Educativa, cujo secretário-executivo é, vejam só, Sérgio Haddad, irmão do ministro. E não é que milhares de cópias desse livro (e de muitos outros) foram contratadas para ser distribuídas pelas escolas do Brasil?
    Ora, não se trata de um pensamento voltado à educação. Antes fosse. Trata-se de dinheiro. Essa defesa agora é para legitimar a escolha do livro e não chamar a atenção para os critérios de escolha e para a imoralidade que é o ministro da educação fazer a contratação milionária de livros na Ong do seu irmão.
    O Brasil não tem jeito mesmo, convenço-me a cada dia…

  3. Nem sabia da tal polêmica (informo-me tardiamente sobre assuntos administrativos que só confirmam o pessimismo nacional do Leonardo), mas, não por coincidência, minha chefa tocou no asusnto hoje e me perguntou o que eu achava…

    Como sou fã do Paulo Freire, que foi um dos argumentos “pseudistas” utilizados para valorar a escolha do tal livro, concordo que, enquanto pressuposto imitativo, haveria um germe de sentido na dita “inclusão língüística estendida” dos ‘dialetos’ brasileiros, mas esta falácia logo cai por terra, lendo, inclusive, o próprio Paulo Freire, dado que os exemplos populares/populistas/popularescos de que ele se serve tem a ver com a modelagem/modelação de exemplo/problemas intelectivos com que os alunos trabalharão, mas não com a abertura de uma possibilidade imitativa contrária às regras pedagógicas então em vigor no País. O que me faz concordar com o Leonardo, mesmo sem conhecer a polêmica que engendrou o texto divertido (mas muito sério) que antecipu esta crítica…

    Onde é que (não) vamos parar? – poderia perguntar…
    Só não consigo achar que o problema é somente do Brasil.
    Sou da linha conspiratória que põe na Globalização a culpa dos males hodiernos…

    Aliás, garanto que o livro de Inglês não bai ter um “I be” ou “We am happi” (risos)

    WPC>

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