Abraços Partidos – Pedro Almodóvar

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

“Todos os filmes devem ser terminados, nem que seja às cegas”

Com essa frase de efeito termina mais um belíssimo filme de Almodóvar. Realmente é uma frase de efeito, mas é belíssima. Assim como todo o filme. Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos é Tudo sobre minha mãe. Desde que vi esta película, e comecei a conhecer outros trabalhos do diretor que me tornei fã do espanhol. Neste filme, um homem perde a visão e o amor da sua vida em um acidente automobilístico. Depois da tragédia, muda de nome e de profissão. De diretor de cinema passa a roteirista, acompanhado sempre por uma velha amiga, Judit, e o filho dela, Diego. Um determinado episódio faz o diretor rememorar Lena e as circunstâncias em que se conheceram e se perderam. Não é um filme do nível de Tudo sobre minha mãe ou Fale com ela, mas é incrível o bom gosto do diretor, como ele é sensível, como a história é conduzida com dignidade, sem recorrer ao drama barato.

Thumbs up para Penélope Cruz, belíssima, e thumbs down para a cena da abertura, que tem mais de metáfora que de qualquer outra coisa, porque, cá para nós, é difícil acreditar que uma mulher bonita como aquela iria transar com um cara só porque o ajudou a atravessar a rua…

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6 Respostas para “Abraços Partidos – Pedro Almodóvar

  1. Este é o filme menos ótimo de Pedro Almodóvar…
    Um filme que quase chegamos, eu e meus amigos fanáticos por ele, a não reconhecer como dele, se não fosse justamente a obsessão tecnicista do diretor, neste filme, em citar a si mesmo de forma mui “acabada”, profissional, amadurecida num sentido que mais parece com a tua idéia, Leonardo, de auge artístico (após ensaio, muito ensaio) e que difere bastante do meu ideal catártico e espontâneo que tinha muitíssimo a ver com os clássicos almodovarianos de outrora… E eu senti isso muito forte – não sei se bom ou ruim – no momento em que uma canção de Cat Power abençõa o instante em que o casal protagonista do filme assiste a um filme (anti?)romântico do genial mestre religioso Roberto Rossellini… Achei que o diretor complicou demais e lançou um filme para estetas, para apreciação apologética de seu virtuosismo técnico (vide os cenários, os quadros famosos escolhidos e diferenciados a depender da cena, as brincadeiras auto-referenciais e dialogísticas com o clássico MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS, etc.) Eu quase desgosto deste filme, justamente por causa de uma aversão “madura” à colaboração dele com a Penélope Cruz, mas… Deixa quieto: Antonio Banderas estará ao lado dele em “A Pele Que Habito” e, quem sabe a partir dali, “Abraços Partidos” faça mais sentido para mim…

    WPC>

  2. Sempre que vejo uma imagem de filme preto e branco eu lembro de uma tirada de um colega nosso, outrora membro do Blog:
    Eduardo diz:
    … bom demais esse filme, história legal (…)
    Pessoa sem noção diz:
    E é velho? Filme preto e branco… sei não!

    kkkkkkkkkkk

  3. Pingback: Tudo Sobre Minha Mãe – Pedro Almodóvar | Catálise Crítica

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