O corpo – Stephen King

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais vocês se envergonha, pois as palavras as diminuem – as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso, não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus inimigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem por que eram tão importantes que você quase chorou enquanto estava falando. Isso é pior, eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que compreenda”.

E na quarta-feira de contos eu trago para você leitor o simpaticíssimo O corpo, de Stephen King.

Não sabia eu, mas um dos grandes filmes sessão da tarde que marcaram a infância dos integrantes desse blog, Conta comigo (1986), de Rob Reiner, foi baseado em um dos bons trabalhos do escritor estadunidense. Para quem nunca ouviu falar, o filme (o conto) narra a história de um grupo de adolescentes que saem de suas casas a procura do corpo de um menino morto, Rey Brower.  Pronto, precisa mais? Nesse sentido, siga à risca o pequeno texto do começo do post. Não adianta aqui escrever e escrever sobre as minhas impressões, é preciso ver e ler (ou ler e ver, não importa). São pequenos pedacinhos especiais de memória que ficaram guardados. Fica impossível descrever a emoção que esse filme me causou e ainda causa.

As diferenças da película para o texto são visíveis. O texto é um pouco mais triste e sombrio e adulto em relação àquele visto na adaptação para as telonas – mas nada muito gritante. Os diálogos estão lá, alguns bons momentos do filme se repetem no conto como aquele em que Gordie atira numa lata e Chirs, seu amigo, pede desculpas:

– Você não carregou mesmo a arma?

– Não senhor.

– Jura pela sua mãe mesmo que ela vá para o inferno?

As personagens, apesar de uma ou outra diferença, também estão muito boas e bem caracterizadas.

Adolescentes, aventuras, trens, armas, caras durões, garoto morto, conversas sobre mulheres nuas, autoconhecimento e amizade… Uma pequena jóia que ficou cravada no meu cérebro (e por que não no coração? Kkkkkkkk).

Baixe e leia: http://www.filedude.com/download/KfdmQfffv66685d4b2bb

Ps: procurem também em alguma locadora o filme. Ou procurem na internet. Só não deixem de assisti-lo (e agora lê-lo também).

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2 Respostas para “O corpo – Stephen King

  1. Li o livro em inglês e, de fato, ele é muito mais sombrio que o filme mesmo… O final, então, revelando o destino dos personagens,é tão mais perverso e realista que o do filme… Mas, analisando a adaptação, temos que aplaudir a magnificência do trabalho do Rob Reiner: gosto mais do filme, que é lindo, contagiante, e magnificamente interpretado e musicado, um clássico! A tua cara, aliás!

    Pode ser um paridor de ‘best-sellers’, mas Stephen King é muito bom, eu gosto:os argumentos e pressupostos tramáticos de suas obras são muito inventivos! leia “As Crianças do Milharal” também e perceba que não estou brincando (risos)…

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    • Não à toa, alguns dos maiores gênios do cinema americano adaptaram-no: Stanley Kubrick, John Carpenter, Brian De Palma, e a lista cresce a cada dia (risos)…

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