Escritores famosos pelo livro errado

Extraído do artigo de John Self, do blog de Livros do Guardian.co.uk

Neste artigo, John Self analisa a obra mais conhecida versus a melhor obra de alguns autores. Muitas das vezes elas não batem: o melhor trabalho de um autor não é o seu melhor trabalho.

Concentrando-se em alguns autores que nunca li (Joseph Heller, Kazuo Ishiguro, Evelyn Waugh, dentre outros), ele arrisca palpites sobre as suas obras-primas e convida os leitores a darem a sua opinião sobre estes e outros autores.

Ao final, como bem vindo bônus, ele traz algumas sugestões que emanaram do Twitter:

* Aldous Huxley: The Perennial Philosophy melhor que Admirável Novo Mundo

(convenhamos: essa sugestão é beemmmmm pessoal. Uma coleção de ensaios sobre um romance. Nem ouso me pronunciar. Só sei que Reinaldo vai dizer Contraponto e eu vou discordar)


* William Golding: A espiral melhor que O senhor das moscas

(só li o segundo…)

* Gustave Flaubert: A Educação Sentimental melhor que Madame Bovary

(idem ao anterior, mas pretendo ler A educação sentimental em breve, graças à influência de James Wood, que utilizou o romance como base de boa parte do seu belo livro Como funciona a ficção).

Não tenho conhecimento nem “leitura” suficiente para arriscar palpites acerca de outros autores. Mas alguém se arrisca?

 

 

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2 Respostas para “Escritores famosos pelo livro errado

  1. Não como conhecedor da obra, claro, mas me arrisco a dizer que dos livros que li de Dostoievski – Crime e Castigo, Os irmãos Karamazov, Notas de Subsolo, O jogador, Recordações da Casa dos Mortos, O idiota, O sonho de um homem ridículo e Uma criatura dócil – esses dois últimos contos -, fico ainda com o primeiro e, acredito eu, o mais famoso deles, “Crime e Castigo”. Um romance policial, psicológico e filosófico, na medida certa.

    E sim, fico com “Contraponto” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. (risos)

    No cinema, àrea em que me “especializo”, tenho a obrigação tácita de “zerar” o máxcimo de filmografias (risos)
    Na Literatura, área muito mais apla e antiga, sou um tantinho mais enciclopédico: no meu afã por conhecer os mais diferentes escritores, calho de ler justamente os mais famosos de cada um deles. Quando gosto, ái sim, me embrenho para ler o máximo possível…Foi assim com Jean Genet, Machado de Assis, Yukio Mishima. Graham Greene, José de Alencar, etc.

    Nos demais, conheço no máximo uma ou duas obras. Por isso, evito este tipo de comparação (risos), mas, no que tange a Aldous Huxley, acho difícil que ele mesmo tenha consigo escrever algo mais genial que seu próprio ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, seminal não somente para a Ficção Científica, como para a Literatura como um tudo. Li “As Portas da percepção”, mas é de um estilo bastante diverso… “Contraponto” eu continuo na espera, mas Reinaldo parece que não quer que eu leia (kkkkkkkkkkkkkkkkkk)

    Sobre os demais: só o tempo dirá. Mas gosto de PASTELÃO do Kurt Vonnegut, um livro que poucos conhecem, de tão deslumbrados que ficam com MATADOURO CINCO, que não li ainda (risos)

    WPC>

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