A Colheita Maldita (1984)

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Faz umas duas semanas que eu, do nada, saí da minha casa e percorri o clássico caminho que me levava até antiga casa da vovó. Todavia, na metade do percurso, demarcado por um centenário “pé de jabuti”, me dei conta de que tudo, tudo mesmo, havia mudado. Boas recordações me vieram à mente, mas somente uma delas foi capaz de me fazer rir  (comigo mesmo, ali, sozinho, em pensamento): “Hihihihih Mamãe, já se foi A Colheita Maldita hihihihihh.

Eu moro na mata, na zona rural, e as casas dos meus familiares são interligadas por estreitos caminhos de chão batido. Pois bem, ladeando esses caminhos estão eles, em pé, rijos, viçosos, verdes no inverno, amarelados e secos no verão, as plantações de milho… (Nesse momento você deve estar: Ahhhhhhhh, agora faz sentido. Mas se ainda não, eu explico o pensamento acima).

A Colheita Maldita (Children of the Corn no original), dirigido pelo cineasta Fritz Kiersche, é um filme baseado no conto do escritor Stephen King, e narra a história de Isaac Chroner, um jovem pregador que, na cidade de Gatlin, Nebraska, consegue persuadir algumas crianças a assassinarem todos os adultos daquela localidade. Anos depois, um jovem casal vai àquela cidade em busca de ajuda. Estranhamente, eles são aprisionados por “sinistros” adolescentes, e descobrem que farão parte de um estranho ritual idealizado por um jovem pregador de um grupo pagão que utiliza sangue humano para adubar a terra, a colheita, o milharal.

Mais um filme que marcou época. Mais um Stephen King. Mais uma adaptação…

Ps: “Mamãe, já se foi…” é uma frase do seriado Chaves. Quem não se lembra do: “Mamãe, já se foi o disco voador”.

Ps2: Fico me perguntando se foi esse mesmo o filme que eu assisti kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sei que tem Colheita Maldita no meio.

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7 Respostas para “A Colheita Maldita (1984)

  1. É bom explicar também que “pé de jabuti” é como nós nos referíamos (e ainda o fazemos) ao pé de jabuticaba (ou jaboticaba). Que ninguém pense que lá em Paris colhemos cágados no pé.

  2. Isso, isso, isso. Foi por isso que coloquei entre aspas.

    Ps: mas que seria muito legal um pé de jabuti, isso seria. Coisa de Tim Burton pra lá kkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Chorei de tanto rir… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Ainda temos tantas histórias da nossa infância… Como aquela que George se escondeu no milharal para nos assustar… kkkkkk… Do cemitério no “pé de jabuti”… Do gato assassino… Das incríveis fantasias que fazia do “chápeu de bruxa” (a jaqueira)… Da casa da frente, que era casa dos fantasmas… Cada medo divertido… kkkk

  4. Caramba, já tinha esquecido do chapéu de bruxa… Mas o gato assassino foi o melhor, superado talvez apenas pelo esconderijo dos power rangers que tinha embaixo das laranjeiras… xD

  5. Oh, puxa, pensei que tu fosses se empolgar e falar mais do filme…

    Este é o preferido de minha infância, de longe: lembro que, à época, só eu gostava e o revia sempre e sempre… Malachai e “aquele que anda pelo milharal” eram memórias recorrentes, a eliminação dos adultos um desejo perverso involuntário, eu não queria crescer… O filme repetia sempre no SBT e eu amava aquela trilha sonora mórbida do Jonathan Elias. Baixei recentemente e é linda, sombria, parece com a “Carmina Burana”, mas menos épica…

    O conto em que o filme se baseia chama-se “As Crianças do Milharal”, como no título original do filme. Uma amiga de Minas Gerais me enviou por e-mail. É ótimo, mas prefiro o filme, apesar de seu mau diretor. São poucas as diferenças entre original e adaptação: amo, amo este filme! Me identifico, tenho medo disso, amo, amo, amo!

    E pensei muito nele quando viajei para o Recife: tantos milharais no caminho, ali por Alagoas (kkkkk)…

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