Um pouco de ternura – Baptista-Bastos

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Posso dizer com sinceridade e sem exageros: hoje não tive tempo para postar nada. Nesse momento estou a trabalhar. Ou melhor, estou tentando postar alguma coisa. Depois retornarei ao trabalho. No pequeno intervalo de tempo entre o nada à cabeça para postar e a procura por algo interessante, lembrei-me de uma conversa que tive com a minha Mãe hoje à tarde na hora do almoço. Ela dizia que nós seres humanos não somos nada. E que política não significa nada. E que o meu Tio quase morreu. Ao mesmo tempo em que ouvia isso tudo, prestei atenção na forma como Mainha falava. A voz dela não é das mais belas, tudo bem, mas é inquestionável a sua ternura e o seu jeito tão peculiar de pronunciar as palavras. E foi pensando nisso, que me veio instintivamente (?) à cachola um conto de Baptista-Bastos: Um pouco de ternura.

Faz um tempão que li esse conto. Não me “alembro” de nada, somente do título e, especificamente, dessa última palavrinha tão bonitinha. Pode até ser que o contexto do conto não esteja contextualizado com tudo aquilo que ouvi da minhã Mãe e muito menos com ela mesma, mas é inegável: é sempre bom um pouco de ternura em nossas vidas (e leitura, óbvio). 

Acesse esse link e leia: http://www.releituras.com/bbastos_menu.asp

Ps: Mudança de planos, vou à missa.

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2 Respostas para “Um pouco de ternura – Baptista-Bastos

  1. Belíssima crónica (como ele escreveu). Gostaria de um dia escrever bem assim (infelizmente é só esse tipo de coisa que vem quando vejo algo tão bom).
    Um relato aparentemente simples, de uma situação banal, mas que evoca sentimentos, desejos, e revela, ao final, uma situação desconcertantemente pragmática.
    O momento em que ele fala das “geografias sentimentais” é absolutamente genial. Parágrafo mais que perfeito.

    E é necessário que eu comente que essa ternura, do jeito que está no conto, e do jeito que eu mesmo a interpreto, não se limita à manifestação exterior de carinho, mas é quase sinônimo do verdadeiro (e único) significado do amor, ou seja, eu acredito que é necessário não um pouco de ternura, mas TODA A TERNURA DO MUNDO.

    E minha mãe sabe muito bem disso.

  2. No meu caso, faltam algumas outras coisas terminadas em -ura também (risos)

    Mães sabem das coisas: e minhas postagens estão rarefeitas por causa do trabalho também.

    WPC>

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