O velho e o mar – Ernest Hemingway

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

Li há umas duas semanas e não sei por que ainda não havia parado para escrever. Queria ter visto o curta de Alexander Petrov antes, mas minha filha de dez meses não tem me permitido muitas atividades em frente ao computador quando estou em casa.

Esta é a primeira obra de Hemingway que leio, e apressei-me em colocá-lo na minha interminável lista por dois motivos: ver o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen, no qual o escritor americano aparece demonstrando muita força, e ter comprado, recentemente, O Velho e O Mar em um sebo.

 É um pequeno romance – ou mesmo uma novela – que conta a história de um pescador velho que há quase três meses não pega um peixe. Ele normalmente conta com a ajuda de um menino, por quem nutre muita afeição, mas o garoto agora ajuda outro pescador, de sorte que o velho parte para uma pescaria só. Ele decide se afastar do lugar onde se costuma pescar por ali, e depois de um tempo acaba fisgando um espadarte muito grande (aquele peixe com uma “espada no nariz” e que comumente é chamado, erroneamente, de peixe-espada). É, sem dúvida, o maior peixe que o velho já fisgou, e a luta prossegue por dias e dias, até que…

 Bem, o livro é “previsível” no melhor sentido do termo, mas não posso adiantar nada. Cada um leia.

 Posso sim afirmar que é uma metáfora da vida. Ruim mesmo seria ter que toda noite pescar a lua e as estrelas, por isso os homens têm sorte, afirma, em determinado momento da luta, o velho.

 Cada centímetro à frente custa grandes sacrifícios, e há dissabores mesmo quando se julga ter atingido uma vitória decisiva. O velho, em sua experiência, sabe desde o início da sua luta que seu destino não é dos mais auspiciosos, mas, renitente, decide lutar e luta até o fim. Não importa tanto o dinheiro que auferirá com a carne do peixe, a questão central é não desistir, aceitar o fardo que a vida lhe impõe e carregá-lo com dignidade e bravura até onde suportar.

 As condições para a leitura do livro não foram as mais favoráveis – acredito que este é um romance para se ler de uma vez, saboreando completamente a luta do velho com o mar, que é a própria vida, que o alimenta e que quer derrotá-lo. Li de maneira fragmentada – duas páginas aqui, duas páginas ali, nos minutos que a minha filha dormia. Assim, não mergulhei adequadamente no universo desenhado pelo autor, mas isso não me impediu de reconhecer a obra-prima que tinha diante dos olhos. Só me impediu de sentir…

 Haverá, portanto, uma releitura muito em breve.

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