29/09/1990

Por Maria Déborah Ribeiro Nascimento

Thereza Cristina,

 

Mais um ano se passa, e esse é o quarto aniversário que você tem a graça de compartilhar comigo né? (J)

A partir do momento que surgiu em minha vida, minha amiga, muitas coisas mudaram, tanto em mim, quanto em você. Essas mudanças aconteceram não por nossa conta, mas por que era Deus que estava agindo, fazendo Sua santa vontade em nossas vidas. Quer saber o que tanto mudou? Bem, resumidamente…

No caminho da minha vida, tudo sempre foi “completo”. Ao menos eu achava que sim. Afinal, meu mundo era família, escola e colegas (Deus sempre esteve presente as 24 horas de todos os dias desses mais de 21 anos que tenho). É, mas faltava alguma coisa aí não é? A amizade é um tipo de relacionamento indispensável na vida de todo ser humano. Triste daquele que nunca tenha sido cativado por alguém, ou/e que nunca tenha sido cativado por ninguém. Mas aí estava: eu não sabia fazer amigos. Triste não?

Beleza, vou tornar um pouco mais interessante esse “relato”. Se eu fosse poeta, escreveria uma poesia, uns versos, que sabe até um cordel. Se eu fosse uma advogada, falaria aqui, em termos legais e dentro da jurisprudência, o que vem a ser a amizade. Se eu fosse administradora (Deus me livre xD) eu falaria que para ser amigo é preciso ser “empreendedor” e que precisamos cultivar amizades “sustentáveis” (kkkk xD). Como contadora (que sou), eu poderia fazer metáforas relacionando a amizade, suas fases, seus altos e baixos, com demonstrações financeiras, econômicas e contábeis, utilizando expressões como “precisamos fazer um balanço da nossa amizade”, “Vamos fazer uma DRE, para saber o que ganhamos e o que perdemos nesse ano de amizade”, entre outras coisas (ridículas). Bem, se eu fosse enfermeira, eu poderia… Hum… Se eu fosse uma enfermeira? Certo, façamos isso então, narrar esse pequeno relato, tal como uma enfermeira o faria (ou ao menos tentar…).

“– Amigaaaa!!! Olha!! Meu estetoscópio é rosa!! Num é show? Nem inventa, eu sei que você queria um igual ao meu!! (Aluna de enfermagem 1)

– Ah milha filha! Eu nem queria, olha aqui o meu!! Ele é violeta na sombra e fica rosa quando está no sol. E mais!!! Ele brilha no escuro!!! (Aluna de enfermagem 2)

– Uhuuu!! Bate miiigaaaa!! (Ambas)”

(kkkkkkk)

Perdão, eu não podia perder a oportunidade né? Mas, brincadeiras à parte, vamos ao que interessa…

 Quando a paciente “D” chegou aqui, seu caso parecia ser bastante sério. Inicialmente ela apresentou Abasia e pouco depois Ablepsia, a mesma afirmou estar bem, dizendo que não precisava de nenhum tratamento. Então, prescrevemos um Analgésico e a liberamos. No entanto, não passou de um Paliativo, tempos depois, volta a mesma paciente, dessa vez com os mesmos problemas anteriores, porém, ainda piores. E por fim, descobrimos que a paciente tinha sofrido um Cardiorrexe, foi aí que percebemos que algo urgente deveria ser feito.  Pedimos a ajuda do Doutor “J”, pois Ele é o melhor dos melhores. Ao examinar, o Doutor conseguiu descobrir onde estava o problema. Não estava na Aorta, nem nas Arteríolas, o problema estava nas Capilares. Através da Anamnese, o Doutor descobriu o fundamento do problema e direcionou a paciente ao CTI. Logo em seguida foi encaminhada para o centro cirúrgico.

Primeiramente foi feita uma Incisão no coração e no Meato resultante da Incisão foi introduzido um medicamento diferente, que parecia mais uma semente, nunca havíamos visto nada parecido. Após a operação, foi dado um pequeno prazo para retorno, base de uns 3 a 4 anos. Parece muito, mas como já estamos acostumadas, sabemos que os médicos do Doutor “J” precisam de tempo para agir. Mas quando agem, os problemas se curam totalmente e o que estava ferido se torna melhor do que antes do ferimento.

Essa cirurgia foi realizada no dia 07 de Março de 2008, e hoje, dia 29 de Setembro de 2011, a paciente retornou para apresentação de resultados e o Doutor fazer um rápido exame. Sabemos que não é ético, mas confessamos, ficamos atrás da porta tentando ouvir o que falavam. Mas para nossa surpresa e alegria, nos convidaram para entrar e ouvir o relato. Depois do exame o Doutor respondeu:

Como todos viram, após a incisão, foi introduzida uma pequena cápsula, que gosto de chamar de “semente”, dentro do coração da paciente. Para fazer efeito, é necessário um tempo. Inicialmente, os efeitos Filáticos permaneceram na Epiderme, e à medida que o tempo passava, foi se aprofundando, chegando à Derme, e por fim, chegou à Hipoderme. Após esses efeitos, finalmente “a cura” aconteceu: a Coalescência. Por fim, minhas queridas enfermeiras, salvamos mais uma vida! 

E foi isso que aconteceu com a paciente “D”.

 Hora do óbito: 10h32m.

Brincadeira! Sempre quis dizer isso xD

  

Em anexo segue uns pequenos glossários com os termos técnicos utilizados e os termos técnicos metafóricos utilizados. Enjoy!

 

ANEXOS

TERMOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM

ABASIA – Falta de coordenação ao andar.

ABLEPSIA – Cegueira, perda ou falta de visão.

ANALGESICO – Que alivia a dor, medicamento que alivia a dor.

ANAMNESE – História pessoal do doente e de sua família.

AORTA – A maior artéria do organismo, que sai do ventrículo esquerdo do coração e distribui o sangue oxigenando a todo o corpo pelas ramificações do sistema arterial.

ARTERÍOLAS – As ramificações das artérias ajudam a regular a pressão sanguínea e levar sangue aos capilares.

CAPILARES – Embora não sejam consideradas artérias verdadeiras, os capilares são o local onde ocorre a ação mais importante do sistema circulatório: as trocas de gases e nutrientes.

CARDIORREXE – Ruptura do coração.

COALESCÊNCIA – União de duas ou mais partes que se achavam separadas.

CTI – Centro de Tratamento Intensivo.

DERME – A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme.

EPIDERME – Camada externa da pele.

FILÁTICO – Que protege.

HIPODERME – A hipoderme ou tecido celular subcutâneo é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizada abaixo da derme, a camada profunda da pele, unindo-a de maneira pouco firme aos órgãos adjacentes.

INCISAO – Corte ou ferimento de um tecido do corpo, como uma incisão abdominal ou uma incisão vertical ou obliqua. 2. Ato de cortar.

MEATO – Abertura, orifício.

PALIATIVO – Que propicia alivio, mas não cura.

TERMOS TÉCNICOS METAFÓRICOS

AORTA – Fé; Religião; Deus; Base.

ARTERÍOLA – Família.

CAPILAR – Amizade.

CURA – Uma amizade verdadeira.

DERME – Amigo, amizade.

DOUTOR “J” – Jesus Cristo (Mais óbvio ainda).

ENFERMEIROS (AS) – Anjos na Terra.

EPIDERME – Colega.

HIPODERME – Amizade sincera.

MELHOR – A felicidade em Deus é maior que a do mundo.

PACIENTE “D” – Déborah Ribeiro (Óbvio).

PRAZO – Tempo de “esperar no Senhor”.

SEMENTE – A ação de Deus na vida do ser humano.

 

MORAL DA HISTÓRIA

A fé é a base, sem ela não há vida. A família é o intermédio entre o divino e o humano. “Dá a vida”, protege, enfim, o primeiro amor. A amizade, embora não nasça com a pessoa, permite que o ser humano aprenda a se relacionar e fazer a troca de experiências. É a partir de uma amizade saudável e sincera que nascem todos os demais relacionamentos.

Porém, como tudo que vem de Deus, é necessário esperar o Seu santo tempo. Provar e mostrar que realmente merece o melhor d’Ele. E por que uma amizade verdadeira cura? Por que, pra quem não sabia se relacionar, não sabia fazer amigos, viver uma amizade verdadeira, prepara o “terreno” do coração, tornando-o fértil para relacionamento saudáveis.

  

Déborah Ribeiro

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4 Respostas para “29/09/1990

  1. Déh,muito obrigada!
    E é isso aí.. Obrigada Senhor por essa amizade abençoada ^^
    E PARABÉNS pela bela mensagem. Pessoa iluminada xD

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