Resenha – O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

clasabril23

Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Superestimado!!! Esta é a palavra para definir essa autora e o único romance dela. Fico a imaginar realmente o que se passa na cabeça dos inúmeros leitores que tiveram a chance de folheá-lo e os porquês de eles se apaixonarem e defenderem com todas as forças o que é narrado nessas (quase insuportáveis) 421 páginas (Abril Coleções).

O primeiro ponto a ser colocado aqui: a autora sabe escrever: a leitura é fluída, honesta, sem muitos floreios (uma ou outra palavrinha mais difícil aqui ou ali ou mesmo uma construção frasal mais bem elaborada, mas não passa disso).

Segundo ponto: a história. Eu li com muita atenção. Li mesmo, com toda sinceridade. Ainda não consegui fazer uma autocrítica para verificar se o culpado sou eu mesmo, minha ignorância, falta de sensibilidade. Mas você leitor, falarei com você, repense com calma o enredo, a trama, as duas personagens principais (Catherine e Heathcliff) e os coadjuvantes (que me desculpem: têm muito mais espaço no livro do que aqueles – vide Cath e Lindon). Até agora me pergunto o que eu li naquelas 421 páginas. Tire um ou outro momento mais dramático entre Catherine e Heathcliff e sobra o quê?

Vou aqui resumir a história e no final direi o porquê de tantas páginas desnecessárias: A história é narrada parte pela governanta, Ellen Dean, a Lockwood, locatário da propriedade Thrushcross Grange, em Gimmerton,Yorkshire, Inglaterra, enquanto ele se encontrava adoentado, e outra parte (beeeeem menor) é narrada pelo próprio locatário. A trama começa justamente com este chegando ao “título do livro” e sendo mal recebido pelo dono da charneca, Heathcliff. Depois do susto, ele vai para a sua nova moradia, encontra a governanta e, curioso para entender o motivo porque foi tratado daquele jeito (ele também fora tratado mal pela bela moça que morava na residência com o péssimo anfitrião), Lockwood faz a pergunta que dá ensejo ao livro: você pode me contar quem são aqueles loucos? Ellen Dean, de pronto, começa a contar (detalhe curioso: tudo, ou quase tudo que nos será contado, terá o ponto de vista dela, o que nos passa a impressão de que ninguém tem privacidade nessa história ).

Pois bem, Earnshaw, o senhor do rancho, resolve fazer uma viagem e na volta traz consigo um garoto órfão, ao qual denominam Heathcliff. Toda a sua atenção pelo mais novo ilustre morador enciúma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai (guri chato do inferno, mimado). Sua irmã, Catherine (mais conhecida como pé no saco), se afeiçoa por Heathcliff (imagine-se lendo por volta de 180 páginas para saber somente isso que lhe foi resumido e pense naqueles filmes chatos de meninos mimados que passam na Sessão da tarde ou no SBT ou mesmo aquele guri insuportável que vem visitar os seus pais junto com os tios de nome Valmir e Gilda e que invade seu quarto enquanto você está estudando ou mesmo jogando CS ou WOW ou LOL: pronto, insuportável assim).

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este, que já não tinha lá uma índole das melhores, passa a ficar cada vez mais bruto, sisudo, melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la. Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar – que morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley. Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Ela, que era perdidamente apaixonada, se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o (ah, ela tem um filho dele chamado Linton). Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Heath acredita que a sua vingança está completa e morre. Como último desejo é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro.

UAU!!!! Você pode estar pensando agora. Como dizer que essa história é ruim ou mesmo que nada acontece? Pois bem, você já fofocou com alguém? Já ouviu uma fofoca bem esmiuçada de uma vizinha entrona? O livro é isso – uma grande fofoca – mais: um melodrama insuportável, frases de efeito do Heathcliff que beiram o ridículo.

“Pior para mim, que sou o mais forte. Quero por acaso viver? Que vida será a minha quando você… Oh, Deus do céu! Quereria você viver com a sua alma enterrada num túmulo?”

Meloso, não?!

“Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue…” “Só duas palavras poderiam descrever o meu futuro: morte e inferno. A minha vida depois de perdê-la seria um inferno”.

Muito mimimimimimi, personagens mimados, chatos (e isso em 421 páginas que se arrastam e se arrastam aí a gente vai e se depara com um acontecimento importante, exemplo: Isabella casa com Heath. Depois mais páginas e páginas de NADA e outra coisinha, como: aquele trecho gigantesco sobre deixarem ou não Cath visitar o primo doente, Lindon. As visitas em si. Sinceramente, o livro é chato, superestimado. Vocês apaixonados pelo livro podem dizer que sou ignorante, estúpido, insensível, ou mesmo que não gosto desse tipo de livro, mas me senti “assistindo” ao filme do Crepúsculo. Imagine a sinopse deste filme (legal, caso você nunca tenha ouvido falar e nem tenha visto a capa do DVD). Agora vá assistir. A gente sabe que está acontecendo alguma coisa, se não for uma mulherzinha, vai ficar irritado com aquelas frases do Edward, do tipo: morreria por você; se você morrer, leve-me também; para calcular o meu amor por você é só multiplicar as estrelas do céu com as gotas do oceano. A gente vai passando pelas cenas, mas no final a gente pensa: sim, aconteceu alguma coisa nesse filme? Uma ou outra cena para a gente falar aos amigos: olhe, tem essa cena em que ele faz isso e depois aquilo. Mas é só. CRISTO!!!!

Bem, espero que eu tenha conseguido transmitir alguma coisa com esse texto.

Superestimado.

Nota 2 de 5.

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36 Respostas para “Resenha – O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

  1. Este é o tipo de livro que eu só leria em último caso. Numa situação como a seguinte: vou passar uma semana fora de casa, sem acesso a nenhum livro, nenhum mesmo, com exceção de O morro… e das obras completas de Paulo Coelho. Aí seria o jeito ler Emily Brontë mesmo, né?

    • Mas NÃO mesmo, Leonardo. Se tu te interessas tanto pelo modo de contar uma história, mas que pela “história” em si, te suplico: leia esta belezura lúgubre e historicizada o quanto antes!

      WPC>

      • É como lhe falei, Wesley. A sua brusca mudança de direção nos estertores da leitura me deixaram, no mínimo, curioso. Quem sabe um dia dá para incluir este livro na minha lista?

  2. Minha opinião: você foi particularmente Desagradável… Sendo que como você não gostou, e ainda comparou a crepúsculo, não poderia ser diferente. Que seja, gosto do livro.

    • Assim que terminei de escrever (e a depender do livro, escrevo na mesma hora) já aguardava algum comentário sobre o tom agressivo que utilizei. Agressivo, meio de mau gosto, confesso 🙂 mas é uma opinião. Recebi criticas sobre o que escrevi no texto de Coração das Trevas, O menino do pijama listrado… livros que ganharam o coração da maioria. O primeiro, um clássico; o segunda, um YA. Sobre O morro dos ventos Uivantes, tenho essa opinião: um YA do século 19. O romance é maçante. Ou você discorda disso? Páginas e mais páginas com muito mimimi e pouco conteúdo.
      A comparação é anacrônica, mas vejo algo semelhante com o que aconteceu a esse livro e o Oscar dado ao Coringa do Heath Ledger (se escreve assim?): este foi perfeito? Claro. Mas (provavelmente) só ganhou o Oscar porque morreu. Ela é uma grande escritora? Claro que não. Escreveu um livro com acertos e erros (mais erros, na minha opinião) mas que ganhou o coração e ficou na história (Ela n teve tempo de se mostrar uma escritora pequena. Morreu aos 30).
      Tem gente que “ama de paixão” E o vento levou”. Para mim: o filme é um saco. Mas está lá uma série de apaixonados que defendem com unhas e dentes. Fico a imaginar que uma aura pairou sobre esse romance (e em tantos outros – como o Orgulho e Preconceito) e parece ser pecado não gostar dele.

      Sei que você poderia colocar aqui todos os prós e contras dessa obra. Fico feliz por ter gostado desse romance. Acho isso fascinante. Eu achei chato. Você gostou. E todo lindo fica feliz 🙂

      Ah, E sobre a comparação ao Crepúsculo: existe “romance” (casal) mais enfadonho? Duvido.

      Ser clássico não torna nenhum livro bom de verdade. O que foi contado, a ousadia, o momento histórico no qual ele foi publicado, tudo interfere no julgamento.

      Novamente: superestimado.

  3. Também acho “O morro dos ventos uivantes” muito superestimado. Emily foi apenas uma mulher com algumas esquisitices que decidiu escrever um romance água com açúcar, depois de morta ganhou fama.
    Eu considero a história bonita e compreendo sua contribuição para a lit. Inglesa, mas não dá pra negar que a leitura é chata pra caramba.

    • Não gostar de uma obra literária e partilhar da opinião de outros, tudo bem. Mas é lamentável que uma mulher tenha escrito um livro no século 19, com todo o preconceito da época, tendo em vista que a mulher era inferior física e psicologicamente, deparar-nos com esse comentário infeliz em que uma mulher nomeia outra de “apenas uma mulher com algumas esquisitices”. Devemos pensar muito sobre os discursos para não continuar alimentando uma sociedade machista. E se fosse escrito por um homem? Como você diria? Fica para reflexão.

      • Perdão! Esqueci de usar aspas na terceira linha em que cito palavras de Pope: “a mulher é inferior física e psicologicamente ao homem”.

      • Haja feminismo, né Michele? Quer dizer que uma mulher agora não pode não gostar de um livro só porque ele foi escrito por uma mulher no seio de uma comunidade machista? Não gostar do livro dessa mulher ou mesmo achar que ela era apenas “uma mulher com algumas esquisitices” é machismo?

      • Michele, reveja alguns pontos. Ninguém discorda da importância da obra. Ela não vai perder o valor dela, definitivamente, por que eu ou Alexiaroche não gostamos (como deveríamos?!!!!). Nós tivemos impressões negativas a respeito. Eu mesmo, que escrevi o texto acima, coloquei que, talvez, a “culpa” esteja em mim (provavelmente). Eu não sou de me entregar às paixões, não sou como o caro Wesley (vide comentário abaixo), que “todo” livro que leu na vida parece ser “um retrato de mim mesmo”, ou “Eu estou ali” (essas frases procuram se aproximar das verdadeiras). Enfim, eu mesmo, consigo mergulhar na leitura mas também há obras que n conseguiram me fisgar. E no caso da Alexia, ela sendo mulher ou não, leu um livro como qualquer outro livro. Não gostou. Definitivamente, ela nunca (ninguém, na verdade), será obrigada a gostar. Aposto que ela, inteligente, imagino, sabe reconhecer o valor intrínseco à obra. Mas gostar do que foi contado… Aí é opinião, impressão, sensações. O romance não é o autor. O romance é o que está escrito, pode ser mulher ou homem. Do mais, agradeço a sua participação. Mais um espaço para conhecer opiniões. Mas veja se esse seu posicionamento é correto…

        Vlw. Grande Abraço 😀

      • Caros catálisecrítica e Reinaldo,
        Em nenhum momento falei que uma mulher é obrigada a gostar de obras escritas por mulheres. Feminismo? Acredito que não, depende do nosso ponto de vista. Comentei sobre o cuidado com o discurso machista (a meu ver até inocente) pelo uso da palavra reducionista “apenas”… Mas obrigada pelo espaço disponível ao leitor do catálisecrítica de poder comentar as resenhas e os próprios comentários de outros apreciadores da página, bastante acolhedora e incentivadora dos colaboradores.

  4. Ahhh! Sabia que na série “Crepúsculo”, “O morro dos ventos uivantes” é o livro preferido do Edward e da Bella? Kkkkkk….Por que será né? YA do século 19 inspirando romances da atualidade!

    • Jovem Alexia, agradecido pelo comentário aqui no nosso blog. Já compartilhou o link do nosso face? 🙂

      Fico muito feliz por ter encontrado alguém disposta a comentar de maneira negativa sobre esse clássico 🙂

  5. Reinaldo, muito boa sua colocação. Terminei o livro ontem, e comentei com uma amiga a minha inquietação…também nao gostei do livro e também o achei com muitos mimimis. No mes de junho e parte de julho reli e li outros que ainda nao tinha lido da Jane Austen, depois Elizabeth Gaskell, e me deparei com uma revista Língua Portuguesa de 2008 onde dizia que o Morro dos Ventos Uivantes era o romance preferido dos ingleses, o melhor e blá, blá…bom, claro que fui correndo comprar por 19,90 o dito e o li em 5 dias. Mas confesso, li no limiar da teimosia apenas. Gosto de comparar o estilo dos escritores e isso me levou ao final, horrorizada em como pode sobrar apenas 4 personagens vivos em 400 e pico páginas.
    Claro que a comparação é minimalista, mas me senti na novela das 21h da rede alguma coisa ai, nada presta, não há bom caráter nem vontade de te-lo.
    Estranho romance.

    • Desculpe-me a demora, Valdirene. Estou um pouco distante do blog por esses dias 😀

      Pois bem. Concordo plenamente. O livro enfada. As personagens são maçantes e apáticas. Suas inquietações irritam (a mim, pelo menos). Sem dúvida, o problema está em mim. Escrevo, falo sobre aquilo que sinto ao término dos livros. Senti-me sujo de açúcar e terra no final. E que final… Cristo de misericórdia 😀

  6. Antes de qualquer coisa, Reinaldo, saibas que eu te entendo. Ah, eu realmente te entendo! Porém, apesar de entender o porquê de tu alegares que o livro é superestimado, ouso alegar que: 1 – tu te deixaste levar muito mais pela fama dos divulgadores do livro (e pior: pela infâmia dos mesmos) que por suas qualidades intrínsecas; e 2 – os traumas envolvendo Josi afetaram a sua leitura, isso é evidente!

    Mas, vamos às discordâncias, de acordo com o aparecimento das mesmas em teu texto: dizer que o texto não possui floreios é ir de encontro justamente àquilo que mais me encantou no romance, as voltas e voltas a que o texto se permite, com narrativas dentro de narrativas dentro de narrativas de um modo que faria corar de inveja um devoto tarantiniano hodierno. Examina o livro à luz das perspectivas narratológicas sobre as quais costumávamos conversar e perceberás o quanto o teu comentário formal foi precipitado.

    Segundo ponto: Catherine não é uma das protagonistas, mas um espectro. É óbvio que Heathcliff é o personagem principal do livro, mas cada personagem tem seu valor, de modo que o romance assume-se como uma trama-painel, em que quase todo mundo se manifesta – todos devidamente narrados sob a voz quase onipresente da serviçal Nelly. Logo, o terceiro parágrafo de tua resenha é confuso e equivocado, denotando que o que intuí anteriormente tem razão.

    No que tange à trama, começamos a concordar. Neste ponto, inclusive, ficamos irritados por motivos muito similares, mas, justamente por causa dos meus interesses em Narratologia, comecei a ficar encantado pela “falta de privacidade” que mencionaste. Levando=se em consideração que o livro foi escrito no século XIX por uma mulher, o poder narrativo de uma empregada assume aspectos que vão além do mero entrecho. E, nisso, eu ouso gritar: é um estratagema genial!

    Ótima descrição da trama como “fofoca”. Concordo plenamente. Esqueci até de utilizar esta palavra acertadíssima em minha resenha, mas um livro não é apenas a sua “história”, Reinaldo. E há muito mais em “O Morro dos Ventos Uivantes” do que os fãs adolescentes de vampiros querem crer. E cabe a nós encontrar os porquês do sucesso deste ótimo livro entre os críticos dito renomados… Concordo que o tom meloso indigna, mas… Considerando-se a época em que foi escrito e as condições sociais da autora, ele não faz sentido? Responda enquanto historiador.

    Quando ao desfecho de tua resenha, sabes bem o quanto eu discordo de tua abordagem: o teu problema maior aqui – deveras recorrente, infelizmente – é confundir as referências, isolá-las de seu contexto de origem, insistir em ver filmes ‘pop’ (nem que seja para falar mal deles – sem necessidade, já que eles não prestam de antemão, todo mundo sabe disso e mesmo assim eles fazem sucesso!) e julgar todos os produtos culturais a partir dos mesmos parâmetros anacrônicos. Quer tentar uma comparação de verdade? Veja a obra-prima que William Wyler dirigiu em 1939 a partir deste livro (até o capítulo XVII, apenas, quando Catherine morre) e veja o quanto os pré-conceitos e pós-conceitos (ambos tornados preconceitos para ti, por motivos pessoais) serão reconfigurados. Não é uma bravata, mas um convite amistoso, de alguém que, sobretudo, te ama e luta para te entender…

    É o que penso!

    De resto, agradeço o espaço. Terminado o livro – que tanto mal me fez, tento mal-estar me causou – achei-o ótimo. Não apenas genial, mas também ótimo!

    Wesley PC>

    • Você é um clichê, Wesley 😀 gosta de frases dramáticas, de se entregar de corpo e entranhas. Eu não sou assim 😀 Você me chamava de Bruto, concordo. Sou, realmente. Talvez seja por isso que o livro não tenha me conquistado.

      PS: eu gostei da narradora. Não gostei do drama, lágrimas e as declarações (nas quais não acredito, definitivamente. Acho que é tudo culpa de meu avô, que dizia: “Amor é dinheiro no bolso” :D).

  7. Queria que essA historia nao tivesse o final tragico! Ele poderia ficar c ela se casarem e terem filhos…e os nomes poderiam ser sophia e mika!

    • Pois é, Bruna, nem sempre os livros terminam como gostaríamos, não é mesmo? Mas boa parte do encanto deles é justamente a imprevisibilidade. Obrigado pela visita e volte sempre ao blog!

  8. O livro apresenta personalidades extremistas, é isso que você não entendeu, a palavra que descreveria esse livro é intenso. Não o achei maçante, eu me vi envolvida na vingança de Heathcliff, torcendo para a Cathy geração 2 não caísse nas garras dele. O fato é que no começo do livro torcemos por Heath e Cathy, mas com o passar da trama eles não se mostram tão mocinhos, mas como culpar Heathcliff por isso, se ele sempre guardou tanto rancor. Cathy sempre foi mimada assim como seu irmão Hindley, e seu futuro marido Edgar. Eu particularmente gostei muito do livro por apresentar personalidades tão intensas, obcecadas, e assustadoras em certos momentos, é impressionante o poder de manipulação de Heathcliff, e ódio dele, enquanto o poder de amar da Cathy filha também é impressionante, mas nem por isso ela deixa de ser uma garota mimada em vários momentos. Não temos mocinhos e vilões, temos fatos que prejudicam fatalmente o caráter das personagens.

  9. Concordo com você. É um grande melodrama e que não é à toa que a autora de Crepúsculo diz que este é o livro favorito dela. Eu ainda não entendi porque as pessoas tomam o amor de Catherine e Heathcliff como amor verdadeiro já que ela casou com o outro moço rico quando ela teve a chance!!! É o tipo de livro dito clássico que a gente não pode passar a vida sem ler, mas não leria de novo.

    Eu indico pra você Um Conto de Duas Cidades do Charles Dickens. Acredito que possa gostar. Sou apaixonada por este livro.

  10. Respeito sua opinião, mas não concordo com ela. O que mais me cativou nessa obra foi justamente o drama. Na minha opinião o foco do livro não foi os personagens em si, mas os sentimentos. O sentimento na forma mais bruta, na forma mais intensa que uma pessoa pode sentir: A loucura perversa, o amor desmedido, o amor fraternal, tudo ao extremo. Acredito que a autora conseguiu descrever cada um desses sentimentos da forma mais crua que um ser humano pode sentir, não é uma história “bonitinha” de amor. Não é um história moralista com personagens virtuosos. A autora deixou de lado o “politicamento correto”, ela ultrapassou os “limites” da loucura e do perdão.
    Compará-la a crepúsculo é um tanto quanto exagerado, não existe mocinhos e o amor nele retratado não é bonitinho, muito pelo contrário: É feio, é louco, é animal, é ingrato…
    Enfim, eu já li muitos livros de amor (e gostei de vários), mas nenhum deles foi amoral e fora dos padrões “corretos” quanto esse.

    Abraços!

    • Eu? Isso tudo baseado no meu texto? Jesus: “completamente e indiscutivelmente desagradável”. Eu acho o contrário 😀 acho que você se apaixonaria por mim caso me conhecesse 😀 Eu sou uma pessoa boa. Só achei esse romance um porre 😀

    • Sem dúvida, Bruna, o romance tem seus méritos, não vai ser, definitivamente, a minha reles opinião que vai diminuir o brilho dessa obra tão amada. O que mais me aborreceu foram as frases de efeito, tipo “Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue…”, todo tipo de exagero desse não é para mim. Tem quem goste. Muitos gostaram, mas n aconteceu comigo 😀

  11. Respeito sua opinião, porém discordo. Para mim, Wuthering Heights é um romance único, o qual mostra o amor de forma real e até mesmo violenta. Além disso lida com outros temas como vingança, o sobrenatural e a força da natureza. Portanto, há de entender que é uma obra característica do ultrarromantismo, com influências do gótico também. Ele é, intencionalmente, “meloso”. Imagino que o seu problema deve ser com o gênero, ou com a mistura deles que caracteriza o estilo de Emily Brontë.

    Outra coisa, você leu uma tradução não é?
    Caso tenha sido, o seu primeiro ponto é totalmente inválido pois você não sabe quais foram os termos utilizados pela autora, mas sim as escolhas do tradutor.

    • Agradecido pela participação, Blachadubois. Provavelmente o meu não gostar se deu em razão do estilo mesmo. Sobre o primeiro ponto, não entendi. Eu disse que ela escreve, bem, uma ou outra palavra mais complicada mas não passa disso. Um estilo simples. Não entendi o porquê de ser inválido isso.

  12. Achei excelente a maneira como você resenhou o romance, mas o que eu mais gostei mesmo foi do bom humor nos comentários feitos. cheguei a imaginar você lendo e fazendo aquela velha e conhecida ‘torcida de canto de boca’… realmente não tive como não dá boas risadas bem como não concordar com o que escreveu. E só pra me satisfazer e desabafar, queria dizer que li esse livro apenas com a intenção de fazer um trabalho (obrigatório). E que foi quase um sacrifício, não consigo imaginar como romântico, bonito e prazeroso um ambiente sombrio, frio e muitas vezes sujo; um amor dependente, doentio e quase irracional. Honestamente, Deus me livre de alguém como Heathcliff dizendo que estava apaixonado por mim! Fugiria pro lugar mais distante da terra, com medo dele. E embora considere a questão histórica, não justifica o comportamento de Catherine, não menos inconsequente e insano.
    obrigada!

    • ALELUIA!!! :d

      Quando acessei o blog e vi que tinha um comentário novo, fui logo pensando: vish, lá vem bomba para mim 😀

      Surpresa muito bem vinda, Adriana, já que a maioria tende a me esculachar pelo simples fato de eu não ter gostado muito desse clássico. Agradecido pelo comentário (mesmo que fosse contrário, eu também iria agradecer 😀 ).
      Boas leituras e: volte sempre.

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