Resenha – Trilogia 1Q84 – Haruki Murakami

1q84

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

(Para o vídeo sobre a trilogia 1Q84, clique aqui )

1Q84, de Haruki Murakami, é uma trilogia bastante curiosa, difícil de classificar. Se você destacar logo de cara o seu aspecto mais chamativo (justamente aquele que dá nome ao livro), que é a existência de uma espécie de mundo paralelo ou universo alternativo, a classificação será ficção científica. Se o foco for a dupla que dá vida ao livro – Aomame e Tengo – pode, sem esforço, dizer que é uma história de amor. Há ainda a possibilidade de, tendo em vista haver muitos mistérios e enigmas a serem resolvidos, haver gente sendo caçada e assassinada, o livro ser colocado na estante dos thrillers, suspenses ou congêneres. Eu tenho a minha opinião a respeito dessa inútil querela, mas nem vou me dar ao trabalho de externá-la por ser irrelevante. Boa parte dos grandes livros prescindem dessas classificações. Aqui vou apenas citar um livro também contemporâneo, também escrito por um japonês: o genial Never let me go, de Kazuo Ishiguro. “Tecnicamente”, é uma distopia. Mas é uma história de amor, quem pode negar isso?

Estou falando disso porque se você ainda não se aventurou a explorar esta trilogia por imaginá-la se enquadrando em alguma das categorias que citei, esqueça o preconceito. Arrisque-se.

Vamos aos livros, finalmente!

Eu li os dois primeiros livros no início do ano passado (resenhas aqui e aqui). Aguardei pacientemente a tradução por parte da Alfaguara. Se eu não estiver enganado, o livro somente foi lançado no comecinho de janeiro deste ano. Até comecei a ler, mas percebi que, por conta da minha péssima memória, diversos detalhes da história (detalhes mesmo, afinal, minha memória não pode ser tão ruim) me escapavam. Além do mais, eu gostei demais dos dois primeiros livros e relê-los seria um grande prazer. Assim, li toda a trilogia de uma só vez, o que certamente depõe em seu favor.

O primeiro ponto que quero destacar em relação ao livro é a prosa de Murakami. Ela não é exatamente sofisticada ou estilizada. Não. É simples. Você sabe quando o narrador fala e quando algum personagem fala. Você sabe o que está acontecendo o tempo todo (Calma. Explico o sentido disso. Não é que você saiba tudo que está acontecendo no livro, já que o mistério é uma das ferramentas mais utilizadas por Murakami. O que quero dizer é que você nunca deixará de entender o que acontece em um determinado momento porque o narrador foi enigmático ou não foi claro). Há algumas características bem interessantes na prosa de Murakami (estou falando somente da trilogia!), como um humor bastante sutil e bem vindo. Ver como ele descreve certos tipos ou certas características físicas de alguns personagens é divertidíssimo. Mas o que mais me chamou a atenção em relação à prosa de Murakami diz respeito ao ritmo da narrativa. Imagine que você já sabe dirigir, mas ainda assim, por um motivo qualquer, vai dirigir um carro de autoescola, daqueles com pedal de freio do lado do instrutor. E o instrutor vai andar ao seu lado. O instrutor é Haruki Murakami. Você está empolgado com a possibilidade de mostrar que você já sabe dirigir. Mas, estranhamente, o instrutor, um senhor japonês na casa dos sessenta anos com a compleição física de um maratonista, pisa no freio em diversos momentos, impedindo-o de decolar, de andar a toda velocidade. À medida que você avança em seu trajeto, você começa a compreender o que o instrutor pretende: ele quer que você sinta o verdadeiro prazer de dirigir AQUELE carro, NAQUELAS ruas. Se fosse uma outra situação, noutro lugar, você se sentiria entediado por andar naquela velocidade. Mas para aquele percurso, o ritmo imposto pelo instrutor é o ideal. Você desceu do carro ciente de que conhece bem o carro e aproveitou o melhor da linda paisagem daquela vizinhança.

Se investi mais tempo nessa ilustração, é porque o ritmo pode ser um trunfo ou uma desvantagem de 1Q84, dependendo do leitor. Ao recapitular todos os fatos ocorridos nos três livros, fiquei com a nítida impressão de que não aconteceu tanta coisa assim, especialmente no segundo e no terceiro livros. Isso, contudo, não é algo ruim. Murakami imprime este ritmo lento à história para que possamos experimentar uma quase completa imersão neste rico universo inventado por ele. Terminamos os três livros conhecendo os dois personagens que são a alma da trilogia – Aomame e Tengo – muito bem. Sabemos como eles tendem a se comportar e reagir diante das mais variadas situações. Conhecemos o passado, o presente, o cotidiano, os detalhes, as motivações de cada um deles. E o principal: nos afeiçoamos aos dois. Passamos a torcer por ele. Uma outra característica da forma de Murakami contar a história, e que está diretamente ligada ao ritmo, é que ele não se importa com a repetição de informações importantes para a história. No começo, estranhei este hábito, mas acabei me acostumando. Quando falo repetir, é repetir muito. Tengo, por exemplo, tem uma lembrança recorrente de quando ele era um bebê de menos de dois anos, envolvendo sua mãe e um estranho. Volta e meia Tengo relembra essa cena, e eu arrisco dizer que ela é citada, nos três livros, não menos que umas trinta vezes. E em todas elas, o narrador descreve toda a cena, toda a lembrança. Eu li em algum lugar que, no Japão, o livro foi publicado originalmente em uma revista. Fiquei imaginando que se ele tivesse sido publicado na forma de fascículos semanais, repetir determinados fatos ajudaria o leitor a se situar na história.

Mas por mais que isoladamente isso pareça terrivelmente enfadonho, caro leitor, eu lhe digo que não é. Há uma misteriosa alquimia na prosa de Murakami que faz com que o resultado seja incrivelmente satisfatório. E aqui acrescento a última característica que gostaria de enfatizar em relação à prosa de Murakami: ela é deliciosa. Você lê, lê, lê e não se cansa. Arrisco-me a dizer que se você pegar o primeiro livro com bastante tempo pra ler, você não interromperá a leitura até chegar à última página.

Comigo, 1Q84 disparou o “efeito Lost”. Eu não queria parar de ler! A todo momento, o narrador apresentava uma informação incompleta, um mistério, um segredo. A real “profissão” de Aomame, o passado dela, o mundo paralelo em que ela foi parar, o passado de Tengo, a Crisálida de Ar, o Povo Pequenino, a relação entre Tengo e Aomame… E eu fui lendo e descobrindo mais, e querendo desvendar mais e mais. Chamo de efeito Lost porque quando eu peguei a primeira temporada de Lost (todos os episódios de uma vez) eu e minha esposa não conseguíamos parar de assistir. Ficávamos até três, quatro da manhã e só íamos dormir quando estávamos esgotados fisicamente. O mesmo ocorreu em relação à segunda temporada. Aí veio a terceira, e ao invés de começar a solucionar os mistérios, elementos cada vez mais confusos começaram a ser adicionados e o encanto acabou sendo quebrado. No final das contas, nem terminei de ver a terceira temporada, quanto mais a quarta e a quinta.

Claro que enquanto eu lia o primeiro e o segundo volumes, e especialmente enquanto esperava a tradução do terceiro, eu ficava imaginando se o final de 1Q84 seria decepcionante ou se faria jus a todo o “enxame” que fiz em relação à trilogia (mandei várias mensagens para meus irmãos do tipo “caramba! Vocês PRECISAM ler esta trilogia!” ou “Que história! Que livro! LEIAM!”).

Por falar em história… Que tipo de resenha é essa que só na terceira página percebe que não falou nada da trama?

Nunca é tarde, não é mesmo?

Em 1Q84, acompanhamos duas histórias paralelas: Aomame e Tengo. Aomame é uma jovem de vinte e nove anos que dá aulas de defesa pessoal numa academia de luxo em Tóquio. Ela também presta serviços em domicílio para clientes da academia. Uma de suas especialidades é seu trabalho como massagista, já que ela tem uma espécie de dom: seu tato incrivelmente apurado permite que ela reconheça cada músculo com o toque e saiba como tratá-lo adequadamente. Ela preocupa-se muito com sua saúde e tem um corpo sem um grama de gordura além do estritamente necessário. Apesar de ela poder ser considerada bonita, seu rosto tem uma peculiaridade: é facilmente esquecido. O livro começa com Aomame dentro de um táxi, numa das vias expressas de Tóquio, enfrentando um monumental engarrafamento. Ela está indo realizar uma missão especial, um trabalho secreto e altamente perigoso que ela eventualmente desempenha (e que só ela pode desempenhar). Com medo de se atrasar, ela resolve tomar uma medida drástica: descer do táxi e pegar uma das escadas de serviço da via expressa, algo muito, muito perigoso, segundo o taxista. Ela faz isso e quando sai da escada de serviço, logo avista um policial e percebe que há algo de diferente com ele. Puxando da memória, ela lembra que a farda do policial está ligeiramente diferente, mas o principal é a arma que ele usa: em Tóquio, os policiais usam (ou usavam?) revólveres de tambor, mas aquele policial estava com uma pistola automática. Esta é uma mudança grande e que não passaria despercebida, pois Aomame é muito observadora. Ao investigar aquela situação, ela descobre que alguns anos atrás uma tragédia envolvendo um grupo religioso levou a esta drástica mudança na polícia. Mas no mundo em que ela estava, aquilo não havia acontecido. Aomame começa a pensar que está ficando louca, até perceber que há uma segunda lua no céu. Ela então chega à conclusão de que, de algum modo e por algum motivo ela foi parar num outro mundo, num mundo diferente, que ela resolve chamar de 1Q84. Isto porque o ano em que a história se passa é 1984 e a letra “Q” em japonês se pronuncia de maneira análoga ao número nove.

Enquanto acompanhamos as aventuras de Aomame, que além de tentar voltar ao seu mundo tem que lidar com os perigos inerentes ao seu trabalho secreto, também acompanhamos a história de Tengo, um jovem de 29 anos que dá aulas de matemática num cursinho e que tenta emplacar seu primeiro livro. Ele ajuda Komatsu, um agente literário, a ler obras inscritas num concurso para escritores de primeira viagem. Tengo descarta os piores livros e passa os potenciais candidatos para Komatsu, que os submete à comissão julgadora. Eles acabam se deparando, neste concurso, com um estranho livro chamado A Crisálida de Ar, escrito por uma jovem de 17 anos chamada Fuka Eri. Trata-se de uma história muito mal escrita, fruto de alguém que não tem intimidade com os livros ou com a escrita. Mas algo ali é valiosíssimo. A história vibra, pede pra ser contada. Komatsu, que acredita no potencial de Tengo, faz ao jovem professor uma proposta perigosa: reescrever A Crisálida de Ar. Depois disso, eles enviariam a nova versão do livro à comissão julgadora, ganhariam o prêmio (Komatsu parece não ter dúvidas disso) e dividiriam os louros resultantes dessa aventura entre eles dois e a própria Fuka Eri.

Tengo reescreveu o livro, eles ganharam o prêmio e é aí que os problemas começaram, parafraseando Art Spiegelman. Vamos acompanhando a história por meio de capítulos intercalados, ora focados em Tengo, ora em Aomame.

Não vou falar mais do que isso sobre a história. Apenas asseguro que vale muito a pena. É muito bem amarrada, muito bem dosada, muito bem narrada.

Vou abrir aqui um pequeno parêntese, para falar da impressão que tive em relação ao terceiro livro. Pareceu-me que na conclusão da trilogia, o ritmo ficou exageradamente lento. Murakami teria exagerado. Mais que isso, achei que nas primeiras cem páginas, nada de realmente relevante aconteceu. O autor trabalha algumas subtramas que pouco acrescentam à história. Lembrei-me de O festim dos corvos, da série As Crônicas de Gelo e Fogo, todo o livro praticamente desnecessário, na minha opinião, com aquelas “subquests” dos Greyjoy, de Dorne (que perda de tempo!) e, principalmente, com os desfechos revoltantemente frustrantes de Brienne e de Sandor Clegane.

Claro, isso durou as primeiras cem páginas. Depois, o livro engrena (volta ao ritmo original dos dois primeiros livros) e o final da trilogia é impecável.

Adiciono como ponto negativo do terceiro livro dois erros de português básicos que percebi durante a leitura. Já perdi a anotação, mas um era tipo “Fazem muitos anos…” e o outro tipo “Quando eu ver você”, ou seja, erros bemmmmm básicos para terem sobrevivido à revisão de uma editora como a Alfaguara.

Mas esta observação não diminuiu o valor da obra. Foi uma pequena frustração, é verdade, mas talvez seja decorrente do fato de eu ter lido os três livros um atrás do outro.

Abro agora um segundo parêntese, este para alertar os possíveis leitores de 1Q84: o sexo é tratado como uma força fundamental na trilogia. E Hurakami não tem problemas em expor a vida sexual dos seus personagens. Há muitas, muitas cenas com descrições detalhadas de sexo explícito (demais, até para meu gosto). Não é nada gratuito, pois o sexo realmente é um elemento simbólico dentro da trama. Mas se você se choca com isso, caro leitor, é bom tomar cuidado.

Finalizo dizendo que 1Q84 é uma grande trilogia, uma excelente experiência literária, que cumpre muito bem o objetivo da literatura: diverte muito!

Não vejo a hora de ler o próximo livro de Murakami .

Minha Avaliação:

4 estrelas em 5.

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6 Respostas para “Resenha – Trilogia 1Q84 – Haruki Murakami

  1. Possíveis spoilers

    Lendo o terceiro volume não parava de me perguntar o porquê de apesar de Murakami já tinha escrito dois livros com um pouco mais de 400 páginas ele ainda queria ficar adiando as coisas; “talvez ele sonhasse em escrever um livro com mais de 1000 páginas”; sempre que aparecia o capítulo do Ushikawa, ficava com uma preguiça de ler… “É, lá vem ele de novo…”. E quando só faltava umas 100 páginas para terminar o livro fiquei louco para terminar; “diabo, só faltam 100 páginas e não se resolveu nada…”.
    “Agora só faltam umas 60 páginas… Será que vai dar “tempo” de se resolver as coisas?” Foi então que percebi que não iria ter uma grande explicação, tudo fica sugerido… Foi decepcionante? Não, o que me parece é que o autor queria apenas narrar os caminhos dos personagens. “Ok, pessoal o que eu queria contar já foi dito, quanto ao resto… Pensem sobre, reflitam… Até mais”. Não mostrar todas as respostas não tirou sua magia, o livro é realmente bom, contudo detalhes foram alimentados demais, como a lembrança de Tengo e sua mãe… E foram deixados para traz, o que me deixou com uma pequena raiva.

    • Pois é, Itallo. Apesar de o final, como eu disse, ter sido perfeito dentro do objetivo aparentemente pretendido pelo autor, concordo com essas duas coisas: 1 – O livro três enrola muito (e os capítulos de Ushikawa são mesmo um saco) e 2 – Não deixei de ter uma ponta de decepção em relação a tantos fatos trabalhados exaustivamente desde o início, em especial quanto à lembrança de Tengo em relação à sua mãe e quanto ao povo pequenino e seu destino.

  2. Concordo com a resenha e o comentário acima =). O Murakami é um escritor absolutamente brilhante, mas acredito que sua prolixidade causa grandes desgostos no leitor. O segundo e terceiro livros são uma enrolação exagerada em vários capítulos. Sinceramente, depois de completar a trilogia creio que a história toda caberia em um livro enxuto e conciso de 400 páginas.

    Será que não falta um Komatsu na vida do Murakami =/

  3. Oi gente, estou lendo o livro.
    Estou no volume 2 amo ler e no primeiro fiquei bastante empolgada (apesar de ter preguiça de ler em alguns pontos) mas me tirem uma dúvida…
    … Lembrando que estou no inicio do segundo ainda…. Só que eu não consigo notar esse amor tão lindo do Tengo e da Aomame?
    Sei lá, não sinto nada em relação a esse amor de 20 anos.
    O que vocês acharam de toda a trilogia?

  4. Se tem uma coisa que eu não curti muito no livro, mas é bem pessoal, é o tom água com açúcar que tem o romance entre Tengo e Aomame.. é aquela história perfeita de amor, mas que é coerente com um casal que conviveu na infãncia e muito pouco. De fato, o livro é lento, principalmente os dois últimos (o primeiro livro é o melhor da sequência). Mas as questões deixadas em aberto corroboram o clima de mistério do filme. Nisso ele é um lost (mais bem feito) em formato de livro. Um romance contemporâneo, classificaria eu.

  5. Eu li os dois primeiros livros e estou indo rumo ao terceiro. Acredito que o ritmo de revelações e a própria forma de narrar que o Murakami tomou, transformaram uma história que poderia ser publicada em dois livros em uma trilogia. Não li o terceiro, mas irei ler, e uma das razões que me leva a isso é a falta de fim que qualquer história deve ter.
    Lendo comentários que dizem ser o final algo subjetivo, penso o quão cômico é para uma história que tem momentos realmente REPETITIVOS (e não são poucos), terminar sem grandes explicações.
    Não existe nenhum resquício de dúvida no meu julgamento de que o 1º livro é melhor que o segundo, como costumamos ver acontecer em filmes, onde as sequências não fazem jus.
    Por mais que a minha visão da sequência de 1Q84 não seja das melhores, não posso deixar de pontuar o final que Murakami deu a Aomame no final do segundo livro.Talvez seja falta de esperteza ou falta de percepção sobre todos os acontecimentos e seus possíveis fins, mas nenhum capítulo, dentre os dois primeiros livros, me surpreendeu MAIS que este. Não acho exagero dizer que a minha primeira reação, após o óbvio espanto, foi chorar por perder uma personagem com a qual eu criei um certo tipo de vínculo.
    Destaco, parafraseando sua resenha, que uma grande qualidade de Murakami é fazer com que o leitor mergulhe na história e simpatize com os personagens, relação esta que me resultou em uma baita “ressaca” pós término de livro.
    Estou ansiosa e ao mesmo tempo receosa de ler o último livro dessa trilogia que a pouco conheço mas já devorei quase toda a história.
    Sua resenha sobre o livro ficou muito bem escrita e colocada, e o fato de que houveram críticas mas essas não foram o centro das atenções, ajudou na minha escolha de não abandonar a obra por conta de alguns pontos que desapontam grande parte dos leitores. Essa é minha outra razão para continuar nesse projeto.
    Espero que para aqueles que ainda não leram 1Q84, haja tempo para ler esse que com certeza é um ótimo livro e que pesar de possuir alguns pontos desfavoráveis, é sem sombra de dúvidas uma obra engenhosa e ambiciosa.

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