Vídeo: Por que abandonei a leitura de Ulisses, de James Joyce

4 Respostas para “Vídeo: Por que abandonei a leitura de Ulisses, de James Joyce

  1. Parabéns, valeu a tentativa. Eu desisti da leitura bem antes de você, li cem páginas mais ou menos, quando notei que o livro discutiria temas que não me interessavam (bebedeiras, autolouvação intelectual, sexo pelo sexo, modernismos sem noção) achei que perderia meu tempo.
    O Joyce de ”Ulisses” não é o mesmo autor que escreveu aqueles belos contos ”Dublinenses”, que eu tanto gostei. Virginia Woolf afirmou, após ter lido o romance: ”meu martírio acabou, graças a Deus, espero vendê-lo por £4,10”. Não pretendo recomeçar esse livro novamente.
    Algumas pessoas entendidas afirmam que se nós compramos um livro devemos nos esforçar e ler até o fim, respeito essa opinião, mas tenho que discordar: leio alguns trechos ou capítulos; se a história é boa vou em frente; se é desagradável, adeus! Meu tempo é precioso. Abraço

    • “Autolouvação intelectual” é uma expressão apropriadíssima para o livro, Ricardo. E é um livro que cansa, cansa, cansa mesmo. Eu li dois contos de Dublinenses (tenho o livro) e gostei bastante de ambos. São bem mais “clássicos”. Eu dificilmente largo um livro no meio do caminho, mas Ulisses é longo (e chato) demais para insistir nele.

  2. Engraçado gostei muito de Ulysses, não está entre os meus favoritos, mas… gostei do livro. O que me interessou pela leitura é simplesmente essa “esculambação”, no bom sentido, é claro, de brincar fazer referências e rir de quem está lendo. Não vou dizer que apressei cada capítulo, o do hospital é o pior, sem dúvida, contudo tinah alguns que eu ria de me acabar, ex: “Pat, garçom á espera, esperava, esperando ouvir, pois era ruim do ouvido junto a porta” e o rapaz das “sardasmuitas, barbirsuta, boquimensa e ventasgrandes”
    Creio que o porquê de me fazer chegar ao fim foi simplesmente dizer que “sim, eu li Ulysses” e mais, e também compreender o porquê de todos os comentários negativos. Thomas Pynchon tem um pouco disso, fazer piadas com algumas referências, colocar personagens para confundir ou tirar alguma sacada e no final fazer com que algumas coisas não façam sentido… (Entropia?)
    Mas voltando a Ulysses, Também o que me fez terminar a leitura, foi a expectativa do Bloom encontrar com o Dedalus, e suas conversas de bêbado rsrsrs, se Dedalus era doido sóbrio… Imagine bêbado…. Era essa minha expectativa e é claro o último capítulo, já que me falaram que Molly era uma das mulheres mais interessantes da literatura rsrsrs

    • Cara, essa noite eu sonhei que começava a ler a terceira parte de Ulisses, e que era só sobre Molly, e que era escrita de um jeito “normal”. Eu não conseguia parar de ler…

      Claro que foi só um sonho. Não pretendo voltar a Ulisses (tão cedo). Pra mim, frases soltas, gracinhas, autoindulgência é muito pouco para o tempo que é necessário investir na leitura de Ulisses. Prefiro ler outra coisa, esta é a verdade.

      O pior, talvez, seja o fato de que em nenhum momento eu via um personagem falando (com raríssimas exceções no caso de Bloom). Era a voz de Joyce que eu ouvia. Uma voz arrogante, irritante, pomposa, vaidosa, presunçosa…

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