Rosto de caveira, os filhos da noite e outros contos – Robert E. Howard

capa rosto de caveira

Por Eduardo

Robert Ervin Howard foi um grande escritor americano, criador e ainda hoje maior representante do gênero de literatura fantástica “sword and sorcery”, ou “espada e feitiçaria”. Esse gênero é simplesmente sensacional. Dentro do sub-gênero de literatura fantástica de fantasia, encontramos a fantasia épica, onde há grandes heróis capazes de feitos morais e às vezes físicos além do humano para realizar grandes missões de salvar o mundo (Senhor dos Anéis), realistas/políticas (como As crõnicas de gelo e fogo), e aqui nesse meio incluímos o gênero de Howard, onde os personagens principais não almejam a paz mundial, e o bem estar de todos (geralmente os objetivos são egoístas ou simplesmente particulares – enriquecimento ou vingança, por exemplo), e a magia é tratada como algo realmente sobrenatural, e muitas vezes perverso. Conan é a principal obra do gênero.

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler contos ou o romance de Conan (que deu origem ao filme); na verdade essa coletânea de contos é o meu primeiro contato com Howard, que é bem pobre em questão de obras traduzidas pra pt-br… Essa edição da Martin Claret é muito bonita, a capa com a caveira ficou bem legal, e a diagramação interna, com cores em laranja, ficou linda. Some-se a isso o preço acessível do livro, e não há desculpas para não adquiri-lo e conhecer mais sobre esse grande autor e sua obra.

Os contos tem temas variados, mas não são o Sword and Sorcery clássico. O primeiro conto do livro, por exemplo, Rosto de Caveira, me lembrou bastante daquele filme “Os aventureiros do bairro proibido”, de John Carpenter – um bairro chinês, uma gangue criminosa, uma donzela em apuros, e o líder é um feiticeiro poderoso. Mas as semelhanças terminam por aí. Conta a história de um viciado em haxixe, que acaba sendo salvo por uma mulher misteriosa, escrava do “mestre”, mas sua salvação acaba se revelando como uma maldição ainda maior. O conto “a Hiena” já se passa na áfrica colonial, com um feiticeiro Voodoo e tribos hostis (e uma donzela a ser salva, não esqueçamos desse detalhe). Em a Floresta de Villeforte e Cabeça de lobo, que é uma continuação direta, temos um conto sobre lobisomens. Em Os filhos da noite, temos um conto que se joga mais para esse lado do fantástico, até um pouco lovecraftiana, com criaturas ancestrais, meio reptilianas, e uma certa dose de loucura.

De fato, o sobrenatural nesses contos se deve mais à civilizações antiquíssimas, conhecimentos perdidos, seres extintos, alguns deles descendentes de povos lagartos, ou povos cobra (que estão presentes nas histórias de Conan e sua Era Hiboriana – que nada mais é que a terra milhões de anos atrás.

Concluindo, os contos são muito bons, vale à pena cada centavo no livro, e cada segundo de leitura.

Conteúdo: 5 estrelas em 5 (ótimos contos, todos de alto nível).

Texto: 3 estrelas em 5 (alguns poucos erros de digitação, e de revisão)

Edição: 4 estrelas em 5 (edição bonita, mas nada de luxuoso)

Nota Final: 4 estrelas em 5.

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