Achei num livro:

 

“Os burgueses admiravam-lhe a economia; os clientes, a polidez; os pobres, a caridade. Ela, porém, fremia de desejos, de raiva, de ódio. Aquele vestido de pregas simples escondia um coração revoltado, e aqueles lábios tão pudicos nada revelavam de seu íntimo tormento.” – Gustave Flaubert, Madame Bovary

“No inferno deve haver um lugar à parte para os medíocres, e o próprio Satã, contemplando a presa inerte, tridente erguido, deverá indagar de si mesmo um tanto perplexo: “Que farei com isto, se até o sofrimento em sua presença diminui de intensidade?”” – Lúcio Cardoso, Crônica da Casa Assassinada

“Ocaso. A estrada quieta, batida de sol. Bois pacíficos ao longe, magros e tristes. Aniquilamento. Casas vazias, móveis quebrados, animais apodrecendo ao sol, inércia, morte. Urubus nos galhos secos, graves soturnos. Silêncio… Silêncio. Um ou outro menino amarelo, amarrando pedaços de carne podre em tocos de lenha, para pegar urubu.” Lúcio Cardoso, Maleita

“Os bons escritores quase sempre tocam a vida. Os medíocres apenas passam rapidamente a mão sobre ela. Os ruins a estupram e a deixam para as moscas.” – Ray Bradbury, Fahrenheit 451

“Sou mestre na arte de falar em silêncio, passei minha vida toda conversando em silêncio e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.” – Dostoievski, Uma criatura dócil

“…where ladies were so damn seldom thank God that a man could ride for days in a straight line without having to dodge a single one.” – William Faulkner, Go Down, Moses

“Sob o jugo encantatório de sua paragem o aquele vira este, o antes é agora, o pretérito caminha para o presente, tudo se achegando para o meu lado em cantigas de sortilégio.” – Francisco J. C. Dantas, Coivara da Memória (pág. 21)

“Sem saber então a que força obscura obedecia, só hoje entendo que na solidão terrível daqueles anos de desconfiança eu também me poupava, me guardava inteiro para alguém que mais tarde haveria de chegar, assim que se cumprisse aquele rito de iniciação a que me submetia sem saber. Somente para essa criatura de Deus tiraria fora o meu resguardo onde então só cabia o ódio retemperado a desejos de vingança. Sem que nunca esperasse, ela chegou para inverter os meus planos e cegar os meus olhos maravilhados com o esplendor de todas as promessas. Graças ao fascínio desa mulher, que tudo pôde contra o meu já casmurro e rebugente de estar embiocado, de mal com a vida, pude enfim recuperar a boa têmpera e dar vazão ao instinto acorrentado.” – Francisco J. C. Dantas, Coivara da Memória (pág. 24)

“é urtiga que me queima a ácido fórmico, aragem que sapeca e já não abranda, movimento que me soma ao que passou.” – Francisco J. C. Dantas, Coivara da Memória (pág. 48)

“Sou mestre na arte de falar em silêncio, passei minha vida toda conversando em silêncio e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.” Dostoiévski, Uma Criatura Dócil (pág. 29)

“- Coronel, eu acredito, mas posso estar errado. Agora, há alguém que nunca se engana. Só essa entidade poderá dizer a última palavra sobre o caso.
– Quem é?
– A História.” –  Érico Veríssimo, Incidente em Antares

“Tornava-se preciso reagir, desenvolver o culto das tradições, mantê-las sempre vivazes nas memórias e nos costumes…”. – Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma

“Rei – Hamlet, meu sobrinho e filho. Hamlet – Mais parente, menos do que filho”. William Shakespeare, Hamlet

“Quem morreu hoje neste quarto não foi aquela mulher. Ela precisará de muitas noites para morrer, anos talvez. O que morreu neste quarto hoje foi o último vestígio humano que restava em mim”. – Anne Rice, Entrevista com um vampiro

“Para que um amor seja inesquecível é preciso que os acasos se encontrem nele desde o primeiro instante, como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis”. – Milan Kundera, A insustentável Leveza do Ser

“Sentia-se como uma águia: duro, capaz, poderoso, implacável, forte. Mas isso passou, embora ele não percebesse então, como a águia, que sua própria carne bem como todo o espaço era ainda uma gaiola.” – William Faulkner, Luz em Agosto

“Eu não devia ter abandonado o hábito de rezar.” – William Faulkner, Luz em Agosto

“É melhor ser bonito que ser bom.” – Oscar Wilde, O retrato do Sr. W. H.

“Não me fale de blasfêmias, homem; eu bateria no sol, se o sol me insultasse.” – Herman Melville, Moby Dick

“Livro! Ficai aí! O fato é que vós, livros, deveis conhecer vossos lugares. Servis para dar-nos simples palavras e fatos, mas entramos com o pensamento.” – Herman Melville, Moby Dick

A impagável, triste marca de nascença na fronteira humana é apenas o sinal de tristeza dos que a imprimira.” – Herman Melville, Moby Dick

É preciso duas pessoas para fazer alguém, e uma para morrer. É assim que o mundo vai acabar.” – William Faulkner, Enquanto Agonizo

“É o que querem dizer com o útero do tempo: a agonia e a desesperança dos ossos estendidos, a dura cintura na qual repousam as indignadas entranhas dos fatos.” (!!!!!) – William Faulkner, Enquanto Agonizo

Foi quando aprendi que as palavras não servem para nada; que as palavras nunca se encaixam nem ao que querem dizer.” – William Faulkner, Enquanto Agonizo

“Nessas condições, era de se perguntar, às vezes, se uma vida seria suficiente para se chegar a admitir que se pudesse ter êxito um dia.” – Franz Kafka, O processo

“Uma censura comum é que se pode aprender mais sobre a complexidade das motivações e da percepção recíproca em um romance razoavelmente bom do que numa “sólidapesquisa das ciências sociais.” – Richard Sennett, Autoridade

“- Não há lembrança que se não gaste com o tempo, nem dor que por morte não desapareça.

– E pois, que desgraça pode haver maior – replicou Pança – que é a que só o tempo cura, e só a morte acaba?” – Miguel de Cervantes, O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha


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Uma resposta para “Achei num livro:

  1. que pagina você achou esta citação ”
    Os burgueses admiravam-lhe a economia; os clientes, a polidez; os pobres, a caridade. Ela, porém, fremia de desejos, de raiva, de ódio. Aquele vestido de pregas simples escondia um coração revoltado, e aqueles lábios tão pudicos nada revelavam de seu íntimo tormento.” – Gustave Flaubert, Madame Bovary

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