Rosto de caveira, os filhos da noite e outros contos – Robert E. Howard

capa rosto de caveira

Por Eduardo

Robert Ervin Howard foi um grande escritor americano, criador e ainda hoje maior representante do gênero de literatura fantástica “sword and sorcery”, ou “espada e feitiçaria”. Esse gênero é simplesmente sensacional. Dentro do sub-gênero de literatura fantástica de fantasia, encontramos a fantasia épica, onde há grandes heróis capazes de feitos morais e às vezes físicos além do humano para realizar grandes missões de salvar o mundo (Senhor dos Anéis), realistas/políticas (como As crõnicas de gelo e fogo), e aqui nesse meio incluímos o gênero de Howard, onde os personagens principais não almejam a paz mundial, e o bem estar de todos (geralmente os objetivos são egoístas ou simplesmente particulares – enriquecimento ou vingança, por exemplo), e a magia é tratada como algo realmente sobrenatural, e muitas vezes perverso. Conan é a principal obra do gênero.

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler contos ou o romance de Conan (que deu origem ao filme); na verdade essa coletânea de contos é o meu primeiro contato com Howard, que é bem pobre em questão de obras traduzidas pra pt-br… Essa edição da Martin Claret é muito bonita, a capa com a caveira ficou bem legal, e a diagramação interna, com cores em laranja, ficou linda. Some-se a isso o preço acessível do livro, e não há desculpas para não adquiri-lo e conhecer mais sobre esse grande autor e sua obra.

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Resenha – O que não existe mais – Krishna Monteiro

krishna

Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

Volta e meia recebo propostas de envio de livros por parte de escritores iniciantes ou de agentes literários de escritores iniciantes. Volta e meia aceito essas propostas e me comprometo a ler e a resenhar esses livros. O que me leva a embarcar nesta aventura de ler livros totalmente desconhecidos e que ainda não passaram pelo crivo do mercado e da crítica literária? Uma inclinação natural que tenho pela literatura brasileira contemporânea, como já escrevi por aqui e falei no canal. O pendor que tenho para a escrita acaba me levando também a querer saber o que e como escrevem os novos autores brasileiros que conseguem sua (normalmente) primeira publicação.

Como supõe este parágrafo introdutório, O que não existe mais, de Krishna Monteiro, chegou às minhas mãos por meio do expediente citado. Demorei bastante a ler porque havia uma enorme fila de grandes livros (OS Miseráveis e Moby Dick, apenas para citar dois) e fui empurrando com a barriga, sempre arranjando outro livro para ler antes. Até que a consciência pesou (afinal eu havia me comprometido) e investi algum tempo neste pequeno volume de contos escrito pelo diplomata Krishna Monteiro, que segundo a orelha do livro é atualmente cônsul adjunto do Brasil em Londres.

São oito contos em 107 páginas, todos orbitando o tema do primeiro conto, que também dá nome ao livro: o que não existe mais. São páginas cheias de saudade, de memórias mais amargas que doces, de um gosto às vezes sutil, às vezes mais pronunciado de arrependimento e remorso. Continuar lendo