Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas

Por José Eduardo Ribeiro Nascimento

24/03/2010

Terminei de ler os Três Mosqueteiros ontem, e a impressão que ficou foi de recompensa. O livro é muito divertido, com diálogos interessantes e personagens únicos. Agradou-me em particular, pois tenho grande apreço pela época em que o romance se passa. Os séculos XVI e XVII são muito interessantes, falando em fatos históricos, cultura, valores etc. No livro os personagens levam a honra ao extremo, sendo que nunca escutavam um desaforo duas vezes e já se põem a duelar.

Imagino o livro como uma sinfonia; é inevitável pensar nas vestimentas que as mulheres usavam, pensar nas valsas, nos floretes, nas roupas adornadas em peças de ouro e pedras de diamantes, pensar em duelos à noite, intrigas da nobreza, mulheres e seus amantes secretos. Tudo isso lembra uma grande sinfonia, e sempre que lia imaginava essa trilha tocando ao fundo.

Os dois pontos principais que fizeram com que o livro ganhasse meu apreço foram as intrigas políticas (principal ponto do livro e seu enredo) e os personagens muito carismáticos, como já havia falado. O enredo, baseado em fatos que aconteceram de verdade, nos transporta para aquela época. A narrativa é simples, sendo que nunca é necessário recorrer a um dicionário ou mesmo voltar à leitura em algum ponto, o que é um ponto muito positivo dado o objetivo de Dumas, que é deixar a ação fluir naturalmente.

Fica a dica de leitura, quem procura por um livro que lhe transporte para a época de Bach e de Romeu e Julieta, mas prefere uma narrativa coberta de ação e intrigas, seu livro é Os Três Mosqueteiros.

12/03/2010

Intrigas políticas, romance, atos de bravura, coragem, amizade, isso tudo somado a um clássico ambiente “capa-e-espada”, faz deste romance, que mistura ficção à realidade, uma obra histórica e indispensável.

O livro começa falando sobre a chegada do jovem gascão D’Artagnan, então com 18 anos, em Paris, e que tem o sonho de se tornar mosqueteiro do Rei. Logo se torna amigo dos “inseparáveis”, como são conhecidos Athos, Porthos e Aramis, três mosqueteiros do Rei Luís XIII. No ponto do livro em que estou, os quatro estão embarcando em uma campanha cheia de perigos que pode levá-los à morte, por pedido da Rainha, Ana da Áustria. Inimigos não faltam: nobres misteriosos, o Cardeal Richelieu e seus guardas, uma misteriosa (ao menos até agora) mulher conhecida apenas como Milady, e ainda os huguenotes e os ingleses.

A trama é recheada de combates, e estes não são demorados nem descrevidos em demasia. Os combates são abundantes, mas rápidos e mortais. Os personagens são extremamente carismáticos, com segredos interessantes. Uma das coisas que gostei desde o primeiro momento em que peguei no livro foi o nome dos Personagens. Todos são memoráveis. D’Artagnan, Athos, Porthos, Aramis, Richelieu, Tréville etc.

Todos os nomes que citei acima são personagens históricos reais; Dumas estudou os acontecimentos da época, as personalidades, as lendas em torno dos nobres e escreveu seu livro. Até agora reconheci uma Ana da Áustria presa a um casamento político, triste e bela. O Rei Luís XIII é pouco desenvolvido, ele é apenas uma pessoa influenciada pelas intrigas do seu amigo, o Cardeal Richelieu, ciumento, mas que se diverte quando seus mosqueteiros vencem os guardas do Cardeal. O Cardeal é o grande inimigo dos quatro heróis, mostra uma grande obsessão em criar intrigas contra a Rainha, e se serve de vários guardas e pessoas importantes para alcançar seus objetivos.

O livro apresenta frases interessantes. Não, não estou falando de “Um por todos e todos por um”. Mas frases como estas:

“Faça sua ausência ser forte o suficiente para que alguém sinta a sua falta, mas cuide para que essa ausência não se torne longa ao ponto desse alguém descobrir que pode viver sem você.”

Está sendo uma ótima experiência. O livro é muito bom, divertido, e interessante por tratar de fatos históricos reais.